quarta-feira, 11 de novembro de 2009

SEMRE VINIL: Discos Marcus Pereira



SEMPRE VINIL: Discos Marcus Pereira





Discos Marcus Pereira, uma gravadora que foi uma alegoria do Brasi
por Paulo Eduardo Neves

A gravadora Discos Marcus Pereira foi o mais importante projeto fonográfico nacional. Hoje seus discos estão praticamente todos fora de catálogo, apodrecendo nos porões da gravadora EMI. Este texto conta sua história, que de tão brasileira, parece uma alegoria de nosso país.

Datas redondas são sempre um bom pretexto para relembrar, ainda mais em nosso país que sofre de um sistemático esquecimento de sua cultura. Neste ano de 2002, comemora-se 35 anos do início e 20 anos do fim do mais importante projeto fonográfico nacional, a Discos Marcus Pereira.

A gravadora foi a primeira no país a adotar uma política de produção alternativa, fora da indústria cultural, de grandes grupos fonográficos e do mecenato estatal. É a inspiradora da saudável proliferação de pequenas gravadoras voltadas para a qualidade e diversidade da música brasileira. Se hoje tempos Kuarup, Rob Digital, Núcleo Contemporâneo, Acari, Biscoito Fino e CPC-Umes, a ela devemos.

Quando a gravadora acabou, seu precioso acervo foi parar com a gravadora Copacabana, que também encerrou suas atividades, terminando tudo em posse da pequena distribuidora ABW, que chegou a lançar muita coisa da Marcus Pereira em CD. Há alguns anos a EMI comprou todo o acervo nas mãos da ABW. Eles estavam interessados no vasto catálgo de jovem guarda da Copacabana, pois boa parte dos dirigentes das grandes gravadoras são oriundos deste pobre movimento musical. Enquanto os fonogramas de iê-iê-iê começaram a ser relançandos pela multinacional, o acervo da Marcus Pereira foi imediatamente esquecido. Se quando estava nas mãos da ABW era possível encontrar em CD dezenas de seus discos, hoje os discos em catálogo não completam os dedos de uma mão e os demais apodrecem nos porões da EMI. Um verdadeiro atentado à memória nacional.

A história da Discos Marcus Pereira mistura variadas doses de paixão, dificuldades finaceiras e políticas, amizade, descaso e muito idealismo, tudo ao som da melhor trilha sonora que este país já produziu. Sua história é tão brasileira, mas tão brasileira, que mais parece uma alegoria sobre nosso país. A começar pelo lugar onde surgiu.

Bares e botequins são templos de cultura nacional. Um grupo de amigos e amantes de música brasileira frequentava o bar Jogral na cidade de São Paulo. Entre eles estavam o publicitário Marcus Pereira e o dono do bar Luis Carlos Paraná. O Jogral era o grande ponto de encontro da boa música brasileira na cidade. Em 1967, reunindo amizades e afetos para homenagear o compositor Paulo Vanzolini, lançavam o disco "Onze Sambas e uma Capoeira". O LP, que também marcava a estréia artística de Cristina Buarque, trazia a marca "Jogral". No ano seguinte gravavam com gente da casa algo que há muito não acontecia: um disco de choro. Era o "Flauta, Cavaquinho e Violão". O pretexto era dar os discos como brinde de fim de ano da empresa de Marcus. Outros discos foram saindo, um melhor do que o outro. Em 1973, a coleção de 4 discos "Música Popular do Nordeste" vale a Marcus o prêmio Estácio de Sá do MIS do Rio. Era o pretexto que faltava para abandonar sua rentável agência de publicidade e cuidar de uma nova empresa, a Discos Marcus Pereira.

Se você for fazer uma listagem sobre os melhores discos brasileiros de todos os tempos, a Marcus Pereira marcará presença com um número impressionante para uma pequena gravadora. Não faltarão na lista os dois primeiros do Cartola, o "Na Quadrada das Águas Perdidas" de Elomar, a Orquestra Armorial dirigida pelo Maestro Guerra Peixe, o "Violão Brasileiro Tocado pelo Avesso" de Canhoto da Paraíba e muitos outros. Se hoje aparecem projetos que visam mapear a música feita no Brasil, ele copiam a sua série de 16 LPs com músicas de cada região brasileira. Eles abriram espaço para a música de estilos tão diversos quanto a Banda de Pífanos de Caruaru ao experimentador Walter Smetak. A década de 70 viu um ressurgimento do choro e a gravadora foi o principal suporte fonográfico do movimento, gravando discos sensacionais de Abel Ferreira, Raul de Barros, Canhoto da Paraíba, Carlos Poyares, Altamiro Carrilho e tantos outros. Gravou uma série de discos de samba, onde cada um era dedicado a uma das mais tradicionais escolas, Salgueiro, Portela, Mangueira e Império Serrano. Neles era contada sua história artística através dos grandes nomes de cada uma. Só o disco da Portela pode ser considerado o quinto disco da sua Velha Guarda, com participações de Monarco, Alcides Malandro Histórico e Alvaiade. Os demais reuniam gravações de baluartes de cada agremiação, como Tio Hélio, Mano Décio da Viola e Padeirinho.

A mais alta estirpe da música brasileira gravou ou participou de seus discos. Muitos entraram em estúdio pela primeira vez. Foram 144 discos em menos de 10 de anos de existência. Passaram por lá Abel Ferreira, Altamiro Carrilho, Arthur Moreira Lima, Banda de Pífanos de Caruaru, Canhoto da Paraíba, Carlos Poyares, Carmem Costa, Cartola, Celso Machado, Chico Buarque, Chico Maranhão, Clementina de Jesus, Dercio Marques, Dona Ivone Lara, Donga, Elba Ramalho, Elomar, Evandro do Bandolim, Jane Duboc Luperce Miranda, Nara Leão, Orquestra Armorial, Papete, Paulo Marquez, Paulo Vanzolini, Quinteto Armorial, Quinteto Villa-Lobos, Raul de Barros, Renato Teixeira, Roberto Silva, Tia Amélia e muitos outros.

Só que os negócios eram dureza. Alegando que seu trabalho estava voltado para a pesquisa, Marcus conseguiu um financiamento da FINEP que bancou boa parte de seus discos, como o resto da coleção que mapeou a música do Brasil e os de Cartola e Donga. Chegou a hora de pagar os juros. A dificuldade de distribuição (sempre ela!) o sujeitou a um contrato leonino com a gravadora Copacabana. Marcus conseguia tirar leite de pedra para manter seu sonho. Em fevereiro de 1982, após a grave recessão de 79, a gravadora enfrentava sérias dificuldades financeiras. Suas dívidas acumulavam. A gravadora que levava seu nome estava indo à falência. Neste momento difícil que passava o trabalho e sonho de uma vida, problemas pessoais agravara a situação. Marcus Pereira então se suicidou.

Você conseguiria imaginar uma história mais brasileira do que esta?

SEMPRE VINIL
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terça-feira, 10 de novembro de 2009

SEMPRE VINIL Tributo: Dio, Ozzy e Sabbath São Paulo-SP


SEMPRE VINIL - Tributo a Dio, Ozzy e Sabbath SP-SP


Uma noite dedicada ao Black Sabbath, homenageando Ozzy e Dio
DIA 13/11 - SEXTA-FEIRA - 22hs

Bandas:
"EVIL EYES"
(DIO COVER)

Formada em 2000, a Evil Eyes conta com João Luiz (vocal), Silvio Lopes (guitarra), Amilcar Cristófaro (bateria) e César Manólio (baixo), todos músicos renomados no cenário rock nacional, prestam um tributo impecável
ao grande Ronnie James Dio, abordando toda a carreira do incrivel vocalista, tanto da banda Dio, como do Rainbow e Black Sabbath.

O set traz clássicos como: "Holy Diver", "Stand Up And Shout", "The Last In Line", "Evil Eyes", "Rainbow In The Dark", "We Rock", "Don't Talk To Strangers", "Neon Knights"
(Black Sabbath) e "Man On The Silver / Long Live Rock And Roll" (Rainbow), entre outros.


"OZZMOSIS"
(OZZY OSBOURNE TRIBUTE BAND)
Criada em 2001, a banda 'Ozzmosis' conta com Rodrigo Tomé (vocal) que, anteriormente teve sua Ozzy Tribute Band na Inglaterra, chamada 'Blizzard of Ozzy'com a qual participou do programa 'Fanorama' da MTV inglesa, quando foi considerado o maior sósia de Ozzy Osbourne do Reino Unido!

Esse tributo fiel e incomparável ao crazy man Ozzy Osbourne, ainda conta com Leandro Wildzack (guitarra), Rodrigo Petreca (teclados), Marquinhos (bateria)
e César Manólio (baixo). A banda desfilará os grandes clássicos da carreira do Principe das Trevas, Ozzy Osbourne!


"PSICOSE"
(BLACK SABBATH COVER)
A banda paulistana Psicose, surgiu em 2003 e conta com quatro garotas na sua formação: Carla (bateria), Christiane (baixo), Priscila (guitarra)e Thammy Sillah (vocal).
O grupo já foi objeto de reportagem da Rede Globo no programa SPTV, com o repórter Brito Jr., hoje na TV Record. As meninas do "Psicose" trazem ao palco uma homenagem singular a um dos monstros sagrados do rock, Black Sabbath,
na fase de Ozzy Osbourne.

Entrada: $15,00

BLACKMORE ROCK BAR
Al. Maracatins 1317 - Moema (SP/SP)
Tel.: (11)5041.9340


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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

SEMPRE VINIL: SHOW SUPREMA CORTE E TREM VOCAL



SEMPRE VINIL:
SHOW SUPREMA CORTE E TREM VOCAL.






Dia 14/11/09 a partir das 20:30 h. no bar "Casa da sogra" acontecerá o show das bandas SUPREMA CORTE e TREM VOCAL.

O público assistirá a um show bem eclético.
A primeira banda apresentará um repertório próprio que funde o blues, o jazz, o rock e a música folk.
A segunda apresentará um repertório contendo clássicos da MPB e da Bossa Nova.

O couvert será de R$ 12,00.

Aguardamos a presença de todos.


Casa da sogra:
Rua Farani n. 10
Botafogo
Rio de Janeiro.


Abraços,
Marcos Merhi (Suprema Corte)

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sábado, 31 de outubro de 2009

SEMPRE VINIL: LP THE BEATLES WHITE ALBUM



LP THE BEATLES - WHITE ALBUM ( ÁLBUM BRANCO )
( Gravadora Apple )
Produzido por George Martin
Data de lançamento UK - 22 Novembro 1968
Data de lançamento USA - 25 Novembro 1968
Lançamento em CD - 24 Agosto 1987
1 - BACK IN THE USSR
2 - DEAR PRUDENCE
3 - GLASS ONION
4 - OB-LA-DI OB-LA-DA
5 - WILD HONEY PIE
6 - THE CONTINUING STORY OF BUNGALLOW BILL
7 - WHILE MY GUITAR GENTLY WEEPS
8 -HAPPINESS IS A WARM GUN
9 - MARTHA MY DEAR
10 - I´M SO TIRED
11 - BLACBIRD
12 - PIGGIES
13 - ROCKY RACCOON
14 - DON´T PASS ME BY
15 - WHY DON´T WE DO IT IN THE ROAD
16 - I WILL
17 - JULIA 18 - BIRTHDAY
19 - YER BLUES
20 - MOTHER NATURE´S SON
21 - EVERYBODY´S GOT SOMETHING TO HIDE EXCEPT ME AND MY MONKEY
22 - SEXY SADIE
23 - HELTER SKELTER
24 - LONG LONG LONG
25 - REVOLUTION 1
26 - HONEY PIE
27 - SAVOY TRUFFLE
28 - CRY BABY CRY
29 - REVOLUTION 9
30 - GOODNIGHT
Composto basicamente durante o retiro dos Beatles na Índia, o Álbum Branco, como ficou mais conhecido, levou quase 8 meses de trabalho de estúdio. O disco mais diversificado da banda foi também o primeiro indício que o grupo estava se separando. Pelas palavras de John Lennon.
'Era John e a banda, Paul e a banda, George e a banda...'. A constante presença de Yoko e os primeiros problemas com a Apple fizeram deste um disco tenso, Ringo chegou a abandonar o grupo, mas retornou uma semana depois ... obviamente arrependido.
São 30 músicas dispostas em 2 LPs, numa coletânea de vários estilos musicais como Rock'n'Roll, Blues, Reggae, Soul, Country, Pop e mesmo uma colagem avant-garde. 'THE BEATLES' é também o adeus a fase psicodélica da banda e um prelúdio do que seria a música Pop do início dos anos 70. A própria capa, totalmente branca é exatamente o oposto do último disco 'Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band'.
O Álbum Branco foi o último disco dos Beatles a ser lançado em versão Mono e Estéreo. Há uma variação enorme das duas mixagens, tanto que o disco em mono é 20 segundos mais curto que o estéreo.
Acompanham o disco um poster com colagens e quatro fotos dos Beatles. O interessante é que uma minuscula foto incluida no poster, que mostra Paul .. pelado, causou mais polêmica do que a foto de John, muito maior e igualmente pelado, atendendo um telefone ao lado de Yoko.
O disco contou com os engenheiros de gravação Chris Thomas, Geoff Emerick ( que mais tarde trabalhariam com o próprio Paul ), Ken Scott e Barry Sheffield. Além das músicas do disco, os Beatles ainda gravaram nestas sessões 'Hey Jude', 'Revolution'
( que seriam lançadas em Single ), 'Not Guilty' ( música de George, não incluida no álbum e regravada em 1979 pelo próprio George em seu disco 'George Harrison' ), 'What´s The New Mary Jane' ( Outra loucura de John, tambem não incluida ). Ambas só seriam lançadas nos anos 90 no disco Anthology 3.
Além destas, outras músicas foram compostas, mas só veriam a luz do dia em projetos solos dos Beatles, como 'Jubilee' ( 'Junk', no disco McCartney ), 'Child of Nature' ( ' Jealous Guy', do disco Imagine' ) e ' Circles' ( do disco 'Gone Troppo' ).
O disco foi lançado em Novembro de 1968 e alcançou o 1º lugar no dia 27 do mesmo mês, sendo o 1º álbum duplo a alcançar tal posto e ser um dos discos duplos de maior vendagem da história.
The Beatles Discografia básica brasileira:
A discografia brasileira começa com capas e seleções de música diferente das versões inglesa e americana. Os álbuns também possuíam nomes diferentes dos LPs ingleses e americanos. Os rêis do Iê-Iê-Iê, por exemplo, substituiu o título A Hard Day's Night, troca que ocorreu também no filme. A partir de Help!, a discografia brasileira seguiu os lançamentos ingleses.
* Beatlemania (1963)
* Beatles Again (1964)
* Os rêis do Iê-Iê-Iê (1964)
* Beatles 65 (1965)
The Beatles Álbuns de estúdio:
* Please Please Me (Parlophone, 1963)
* With the Beatles (Parlophone, 1963)
* A Hard Day's Night (Parlophone, 1964)
* Beatles for Sale (Parlophone, 1964)
* Help! (Parlophone, 1965)
* Rubber Soul (Parlophone, 1965)
* Revolver (Parlophone, 1966)
* Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (Parlophone, 1967)
* Magical Mystery Tour (Capitol, 1967)
* The Beatles ("The White Album") (Apple, 1968)
* Yellow Submarine (Apple, 1969)
* Abbey Road (Apple, 1969)
* Let It Be (Apple, 1970)

terça-feira, 27 de outubro de 2009

SEMPRE VINIL DIVULGA SHOW DE SKID ROW




A banda norte-americana Skid Row remarcou para o mês de novembro todas as datas da turnê sulamericana que inicialmente faria em setembro

O Skid Row foi formado em New Jersey, EUA, em 1986 por Dave 'The Snake' Sabo (guitarra) e Rachel Bolan (baixo).Sebastian Bach assumiria os vocais, Scott Hill a guitarra e Rob Affuso a bateria.

Já no ano seguinte a banda começa a ganhar prestígio e Jon Bon Jovi, amigo de infância de Snake, consegue um contrato com a gravadora "Atlantic Records". O álbum de estréia do grupo viria em 1989 com o nome de Skid Row. Este ótimo disco, trouxe dois dos maiores hits do ano , "18 and life" e a balada "I Remember You". Indispensável para quem ouve bandas como Poison e Guns N' Roses.

Após dois anos e meio de inatividade é lançado Slave to the Grind. Mostra o talento do grupo, muito mais pesado e agressivo, traz excelentes composições como "Monkey Business", "Quicksand Jesus", "Slave to the Grind", "In a Darkened Room" (muito elogiada pela crítica) e a "explosiva" balada "Wasted Time". Slave to the Grind chamou bastante atenção, já que foi o primeiro álbum de Metal a alcançar o número 1 na parada da Billboard.

No ano seguinte (1992), é lançado o EP "B-side Ourselves", com 5 covers, canções como "Little Wing" de Jimi Hendrix e "Psycho Terapy" dos Ramones. Rob Halford participou na música "Delivering The Goods". Colhendo elogios, fãs e prestígio, o Skid Row foi uma das bandas mais bem sucedidas do início dos anos 90.

Em 1995, é lançado Subhuman Race, totalmente diferente dos anteriores , para alguns o melhor da banda. Destaque para "My Enemy", "Into Another" e "Breaking Down" (que aparece no filme "A Profecia"). Ainda é lançado, no mesmo ano no Japão, o disco ao vivo "Subhuman Brings on Tour". Após todo aquele prestígio mencionado ter ido por água a baixo graças ao grunge de Seatle, e sem apoio da mídia e da MTV , "Subhuman Race" não teve boa repercussão, e em 1996 o vocalista Sebastian Bach é expulso da banda, um suposto final para o Skid Row.

Já em 1998, Bach volta com um álbum solo, intitulado "Bring Em Bach Alive". Trazendo 5 canções novas de estúdio e 11 antigas, gravadas ao vivo em um show em Tokio. Nesse trabalho Bach é acompanhado por Richie Scarlet e Jimmy Flemion nas guitarra, Larry no baixo, e Mark Mconnell na bateria. Apesar de ter vendido menos que qualquer disco do Skid Row , "Bring Em Bach Alive" agradou os fãs e a crítica.

Paralelamente ao projeto de Bach, é lançada a coletânea "Forty Seasons" com 16 faixas. Inexplicavelmente ficaram de fora "Wasted Time" e "In a Darkened Room", apesar desse lapso traz um bom repertório, com destaque para duas músicas inéditas "Forever" (bem hard rock na linha do primeiro trabalho) e "Fire in the Hole" (mais pesada como no segundo álbum).

Sem o seu vocalista original, o Skid Row foi reformulado pelos guitarristas Scott e Snake e pelo baixista Rachel Bolan, que se juntaram ao vocalista John Solinguer e ao baterista Charlie Mills em uma turnê com o Kiss pelos EUA. Charlie foi logo substituido por Phil Varone. Com esta formação lançaram o single chamado "Thick Is The Skin" e sairam em turnê com o Tesla, Vince Neil e Jackyl

Atração: Skid Row
Data: sábado, dia 28 de novembro
Abertura da casa: 18h
Local: Manifesto Bar
Endereço: Rua Iguatemi, 36, Itaim Bibi - São Paulo/SP
Fone: (11) 3168-9595
Convites: R$ 90 - à venda na loja Consulado do Rock (Galeria do Rock/SP) e no Manifesto Bar

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

SEMPRE VINIL: MOTORHEAD NO REMORSE LP VINIL



SEMPRE VINIL: MOTORHEAD NO REMORSE LP






Motorhead - No Remorse

:: Sobre a Banda::

O estilo imensamente alto e rápido do MOTÖRHEAD foi um dos mais inovadores do gênero visto no final dos anos 70.

Ainda que o líder da banda, Lemmy Kilmister, tenha suas raízes no Rock’n Roll pesado do grupo Hawkwind, o MOTÖRHEAD não se preocupou com as tendências progressivas da mesma, escolhendo amplificar os elementos roqueiros somados a rapidez do Punk Rock.

MOTÖRHEAD não era uma banda de punk - pois surgiram antes dos Sex Pistols aparecerem - mas foram a primeira banda de metal a aproveitar a energia resultando na criação do Speed Metal e do Thrash Metal. Diferente de seus contemporâneos, o MOTÖRHEAD continua em atividade até os dias de hoje.

Apesar das várias mudanças de formação - Lemmy é o único membro original, a banda nunca mudou seu som furioso.


:: Sobre o álbum ::

Generalmente todos os "best of" lançados são repetitivos, mas se falamos de MOTÖRHEAD e No Remorse, essa idéia muda drásticamente.

No Remorse, lançado originalmente em 1984, é uma coletânea que abarca os primeiros anos de vida da banda, contendo clássicos dos seus albumes Motörhead, Overkill, Bomber, Ace of Spades, Nö Sleep Til Hammersmith, Iron Fist e Another Perfect Day, como "Stay Clean", "Too Late, Too Late", "Shine", "Dancing On Your Grave' e "Jailbait".

Este álbum também serviu para apresentar ao público os novos integrantes da banda, os guitarristas Phil Campbell e Mick "Wurzel" Burston e o baterista Pete Gill (que substitiu ao legendário Phil "Animal' Taylor). Eles participam nas quatro novas faixas que se encontram no álbum, "Killed by Death', Snaggletooth", 'Steal Your Face" e "Locomotive".

Esta versão dupla de No Remorse, contendo 29 faixas, conta com a participação especial da vocalista de Plasmatics, Wendy O’ Williams, nas músicas "No Class" e "Stand By Your Man".

Em síntese, No Remorse, fecha com chave de ouro a primeira etapa de MOTÖRHEAD e é um item inestimável para todos os fãs, mesmo que eles já possuam os albuns mencionados.

:: Track List ::
DISC 1:
1. Ace of Spades
2. Motorhead
3. Jailbait
4. Stay Clean
5. Too Late, Too Late
6. Killed by Death
7. Bomber
8. Iron Fist
9. Shine
10. Dancing on Your Grave
11. Metropolis
12. Snaggletooth

DISC 2:
1. Overkill
2. Please Don’t Touch
3. Stone Dead Forever
4. Like a Nightmare
5. Emergency
6. Steal Your Face
7. Louie, Louie
8. No Class
9. Iron Horse
10. Road Crew, (We Are) The
11. Leaving Here
12. Locomotive
13. Under the Knife - (12" Single Version)
14. Under the Knife
15. Masterplan
16. No Class - (featuring Wendy O Williams)
17. Stand by Your Man - (featuring Wendy O Williams)

:: Integrantes ::
Lemmy Kilmister - baixo e vocal
Wurzel - guitarra
Philip Campbell -guitarra
Pete Gill - bateria

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SEMPRE VINIL: BLACK SABBATH DISCOGRAFIA


Black Sabbath


Black Sabbath: Ozzy Osbourne.
Nome real: John Michael Osbourne.
Data de nascimento: 3 de Dezembro de 1948.
Local de nascimento: Aston, Birmingham, Inglaterra.
Instrumento: Vocais.
Entrada na banda: 1969 - Membro fundador.
Saída da banda: 1979.
Outras bandas:
Blizzard of Ozz (Ozzy Osbourne Band).
Álbuns em que "entrou"
Black Sabbath até Never Say Die.


Black Sabbath: Tony Iommi.
Nome real: Frank Anthony Iommi.
Data de nascimento: 19 de Fevereiro de 1948.
Local de nascimento: Birmingham, Inglaterra.
Instrumento: Guitarra.
Entrada na banda: 1969 - Membro fundador.
Saída da banda: Ainda continua. É o único membro fundador que se mantém na banda.
Outras bandas: Esteve por pouco tempo nos Jethro Tull, no
ano de 1969.
Álbuns em que "entrou": Todos.


Black Sabbath: Geezer Butler
Nome real: Terence Michael Butler.
Data de nascimento: 17 de Julho de 1949.
Local de nascimento: Aston, Birmingham, Inglaterra.
Instrumento: Baixo.
Entrada na banda: 1969 - Membro Fundador.
Saída da banda: Meados de 1984.
Regresso à banda: Meados de 1990 após a tour de Tyr.
Saída da banda: 1994 depois da tourné de Cross Purposes.
Outras bandas:
Geezer Butler Band, Ozzy Osbourne Band,
G//Z/R.
Álbuns em que "entrou"
Black Sabbath até Born Again; Dehumanizer
até Cross Purposes Live.


Black Sabbath: Bill Ward
Nome real: William Ward.
Data de nascimento: 5 de Maio de 1948.
Local de nascimento: Aston, Birmingham, Inglaterra.
Instrumento: Bateria.
Entrada na banda: 1969 - Membro fundador.
Saída da banda: Agosto de 1980.
Regresso à banda: Janeiro de 1983.
Nova saída da banda: Verão de 1983.
Novo regresso à banda: Primavera 1984.
Nova saída da banda: Verão de 1984.
Novo Regresso à banda: Outubro de 1994.
Nova saída da banda: Outubro de 1994.
Outras bandas:
Bill Ward Band.


Black Sabbath: Ronnie James Dio
Nome real: Ronald James Padovana
Data de nascimento: 10 de Julho. Ronnie não diz em que ano.
Local de nascimento: Portsmouth, New Hampshire, EUA.
Instrumento: Vocais.
Entrada na banda: Maio de 1979.
Saída da banda: Outubro de 1982.
Regresso à banda: 1991.
Saída da banda: 13 de Novembro de 1992.
Outras bandas:
Elf, Rainbow, Dio.


Black Sabbath: Ian Gillan
Nome real: Ian Gillan.
Data de nascimento: 19 de Agosto de 1945.
Local de nascimento: Middlesex, Inglaterra.
Instrumento: Vocais.
Entrada na banda: Novembro/Dezembro de 1982.
Saída da banda: Fevereiro de 1984.
Outras bandas:
Gillan, Deep Purple, Episode VI.


Black Sabbath: Rob Halford
Nome real: Robert Halford.
Data de nascimento: 25 de Agosto de 1951.
Local de nascimento: ?
Instrumento: Vocais.
Entrada na banda: 13 de Novembro de 1992.
Saída da banda: 20 de Novembro de 1992.
Outras bandas:
Hiroshima, Judas Priest, Fight, Halford.


Black Sabbath: Outros membros.
Airey, Don
Appice, Vinny
Bevan, Bev
Bordin, Mike
Burt, Jo
Chimes, Terry
Copley, Gordon
Cottle, Laurence
Daisley, Bob
Donato, Dave
Gillen, Ray
Hughes, Glenn
Martin, Tony
Murray, Neil
Nicholls, Geoff
Powell, Cozy
Rondinelli, Bobby
Singer, Eric
Spitz, Dave
Wakeman, Rick
Walker, Dave
Woodruffe, Jeff



Black Sabbath: História da Banda.

Formada em Birmingham, Inglaterra, em 1968, a banda Black Sabbath lançou as fundações do heavy metal que viria a "assaltar" a música popular nas décadas de 70 e 80. A forma quase violenta como tocavam, as letras machistas e carregadas de misticismo, depressa se tornaram o modelo para muitos grupos que se lhes seguiram. O primeiro álbum da banda, intitulado "Black Sabbath", viria a ser lançado no dia 13 de Fevereiro de 1970,ou não fosse esse mesmo dia uma Sexta-feira 13!! Este mesmo álbum continua ser considerado, por muitos, como um dos mais influentes e inovativos da história do rock.
O quarteto composto por Ozzy Osbourne (vocalista), Tony Iommi (guitarrista), Bill Ward (baterista) e Geezer Butler (baixista), tomou inicialmente o nome de Polka Tulk e posteriormente Earth. Tomaram de assalto o circuito de pubs e clubes da sua cidade natal, com muita energia, alguns blues e rock. Companheiros de escola e vizinhos em Birmingham, o grupo ganhou muitos seguidores na Inglaterra e viria chamar-se Black Sabbath em 1968. O Novo nome era bem o espelho da imagem obscura, pesada e mística da banda e o interesse por temas sobrenaturais.
Em 1969 entraram em estúdio para gravar o primeiro álbum. Intitulado "Black Sabbath", este primeiro registo entrou no Top Ten inglês, onde permaneceu por três meses e valeu à banda um grupo de fervorosos fãs em ambos os lados do Atlântico.
O grande salto ocorreu aquando da gravação de "Paranoid", um álbum pioneiro da história do heavy metal. Com os riffs magistrosos da guitarra de Iommi, as partes vocais superiormente executadas por Ozzy e o ritmo de Bill Ward e Geezer Butler, "Paranoid" alcançou o número um na tabela inglesa e chegou ao número oito nos E.U.A., onde permaneceu por mais de um ano, arrebatando o disco de platina. A faixa que deu o nome ao álbum, um verdadeiro mergulho na loucura, foi o maior "hit". A banda fez a primeira tourné americana no outono do mesmo ano.
"Master Of Reality", o terceiro álbum dos Black Sabbath, foi lançado em Agosto de 1971. Entre as oito faixas, estavam algumas que se tornaram marca registada da banda, como Children Of The Grave e Sweet Leaf.
Os Black Sabbath gravaram o álbum "Vol 4" no início de 1972 no Record Plant, em Los Angeles. Somando-se a poderosas músicas como Supernaut e Under The Sun, o álbum revelava um lado completamente novo para a banda, com músicas melódicas, cuidadosamente escritas e tocadas como Cornucopia e a instigante Laguna Sunrise, uma composição instrumental que se tornaria uma das marcas registadas da banda.
Considerado um dos clássicos do hard rock, o álbum de 1973, "Sabbath Bloody Sabbath", ganhou a aclamação da generalidade dacrítica. Músicas como Killing Yourself To Live, Looking For Today e a faixa título aliavam o som poderoso da banda a letras mais amplas e multi-facetadas. Produzido, escrito e gravado pela banda, "Sabbath Bloody Sabbath" foi um ponto alto na longa carreira da banda.
Aquando do lançamento do lançamento, em 1975, do sexto álbum da banda,"Sabotage", não ficava, apenas, comprovada a competência da banda, mas também era óbvio a melhoria dos arranjos, produção e lirismo. "Sabotage" é um álbum com os Black Sabbath ainda no topo da carreira.
"We Sold Our Soul For Rock And Roll" foi uma devastadora colectânea, composta por 14 temas, tudo clássicos do hard rock e heavy metal. Trata-se de uma excelente amostra desde o primeiro registo da banda até "Sabotage".
"Technical Ecstasy" trata-se de um dos mais inventivos e originais álbuns de estúdio dos Black Sabbath. Carrega consigo músicas típicas da banda, como Back Street Kids, Gypsy, Rock 'N' Roll Doctor e a principal do álbum, Dirty Women.
Sendo o oitavo álbum de estúdio de uma carreira que se extende por mais de duas décadas, o lançamento de "Never Say Die", em 1978, traz consigo algumas das mais memoráveis letras. "Never Say Die" captura toda a força da formação original. Foi o último com Ozzy na liderança da banda. Inclui as músicas Johnny Blade, Breakout, Shock Wave e a faixa título, todas elas tocadas no reportório da banda ao vivo.
Em 1979, Ozzy Osbourne é substituído por Ronnie James Dio, um americano que tinha estado no grupo Elf e feito parte da banda de Ritchie Blackmore, Rainbow. Foi a primeira mudança de formação do grupo em mais de uma década. "Heaven And Hell" foi o primeiro álbum com o novo cantor. As músicas foram escritas pela banda com a participação de Dio.
Lançado em 1981, o segundo álbum com Dio nos vocais e o primeiro com o novo baterista Vinnie Appice, "Mob Rules" apresenta músicas massacrantes como Turn Up The Night, Slipping Away e The Mob Rules.
Em 1982, os Black Sabbath lançaram um álbum ao vivo, "Live Evil", contendo todos os grandes sucessos de todos os álbuns lançados. Logo após a gravação do álbum, Dio e Vinnie Appice deixaram a banda. Ocorreram desentendimentos dentro da banda, pois Dio "sabotou" a mixagem do álbum para destacar a sua voz no resultado final do registo.
O álbum "Born Again", de 1983, trazia como vocalista Ian Gillan, originalmente membro dos Deep Purple. O baterista original dos Sabbath, Bill Ward, fazia neste álbum, o seu regresso à banda. Alguns dos destaques deste álbum sãoTrashed, Digital Bitch e Zero The Hero. Na tourné Bev Bevan, da banda ELO, substituiu Bill Ward. Depois da tourné, Bev Bevan e Ian Gillan deixaram a banda. Bill Ward voltou e a banda experimentou um novo vocalista, Dave Donato. Esta formação nunca gravous e Dave Donato foi demitido da banda após uma entrevista muito egocêntrica. Tentaram novamente manter a banda no ar com o vocalista Ron Keel. Finalmente, com a saída de Geezer Butler, os Black Sabbath "acabaram".
Três anos mais tarde, em 1986, Tony Iommi lançou o álbum "Seventh Star", anunciado como "Black Sabbath featuring Tony Iommi". Deveria ter-se tratado de um álbum a solo de Iommi, mas a editora decidiu usar o nome dos Black Sabbath. Glen Hughes, dos Deep Purple, foi o vocalista. Durante a tourné americana Glen Hughes saiu, sendo substituido por Ray Gillen.
Em 1987, os Black Sabbath lançaram o seu décimo quarto álbum de originais, "The Eternal Idol", que teve grandes sucessos como Shining, Hard Life To Love, Born To Lose e Lost Forever. A formação da banda no álbum assentava em Tony Iommi, Tony Martin, Bob Daisley, Bev Bevan e Eric Singer. Ray Gillen, aparentemente, gravou este álbum e saiu antes que ele fosse lançado. Tony Martin regravou os vocais.
Em 1989, os Black Sabbath gravam "Headless Cross", com alguns sucessos, tais como: Devil And Daughter, When Death Calls, Black Moon e a faixa título. A Formação era constituída por Tony Iommi, Tony Martin, Cozy Powell (bateria) e Laurance Cotlle (baixo). Cottle viria, mais tarde, a ser substituído por Neil Murray.
Vinte e dois anos após a formação dos Black Sabbath, em 1990, foi gravado "TYR". Mantinha o estilo inaugurado em 1987 com "The Eternal Idol". Alguns destaques deste álbum são Anno Mundi, Jerusalem, The Sabbath Stones e a balada Feels Good To Me.
1992 foi um ano "histórico" para os Black Sabbath. Foi o ano da reunião de Ronnie James Dio, Geezer Butler, Tony Iommi e Vinnie Appice. O álbum "Dehumanizer" foi aguardado e aclamado por todos. Alguns dos "hits" foram Time Machine, TV Crimes, Master Of Insanity e Sins Of The Father. Time Machine fez parte da banda sonora do filme "Wayne's Worls".
Dois anos mais tarde, a banda lançou o seu décimo oitavo álbum, "Cross Purposes" que , entre outros hits, incluiu as músicas I Witness, Cross Of Thorns, The Hand That rocks The Cradle, Immaculate Deception e Psychophobia. A formação da banda consistia em Tony Martin, Geezer Butler, Tony Iommi e Bobb Rondinelli (bateria).
Mais recentemente, em 1995, os Black Sabbath, lançaram "Forbidden", com o destaque para as músicas The Illusion Of Power, Get A Grip, Shaking Off The Chains e Rusty Angels. A formação da banda consistia em Iommi, Tony Martin, Neil Murray e Cozy Powell. Cozzy Powell deixou a banda no meio da tour americana e foi substituído por Bobby Rondinelli.
Já em meados de 1997, Ozzy actuou novamente ao lado de Geezer Butler, e Tony Iommi na Ozzfest, um festival com algumas bandas da cena pesada mundial. Quando perguntaram a Ozzy o porquê da não presença de Bill Ward na Ozzfest, ele disse que Iommi lhe tinha dito que Ward já não tocava como dantes, e portanto não tinha sido convidado.
Após a Ozzfest, em que não tocou, Bill Ward fez alguns "testes" para ver se a sua aptidão como baterista continuava, para levar a cabo uma reunião dos quatro membros fundadores da banda. Esta reunião foi levada a cabo e foi constituída por dois shows, nos dias 4 e 5 de Dezembro de 1997. A primeira parte dos concertos esteve a cargo dos Fear Factory. Ambos os concertos foram registados para posterior edição em audio e video.

Black Sabbath: Discografia Oficial de Estúdio:
1970 Black Sabbath
1970 Paranoid
1971 Master of Reality
1972 Black Sabbath, Vol. 4
1973 Sabbath Bloody Sabbath
1975 Sabotage
1976 Technical Ecstasy
1978 Never Say Die!
1980 Heaven and Hell
1981 Mob Rules
1983 Born Again
1986 Seventh Star
1987 The Eternal Idol
1989 Headless Cross
1990 Tyr
1992 Dehumanizer
1994 Cross Purposes
1995 Forbidden

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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

SEMPRE VINIL DIVULGA DVD GRAVADO NO BRASIL DO SHOW DE GONG GLOBAL FAMILY


Gong Global Family - Live in Brazil 2007 - DVD



Daevid Allen é um artista, músico, poeta e performer que entrou em cena no rock em 1966, quando formou o lendário Soft Machine na Inglaterra no auge da Swing London. A banda se apresentava ao lado do Jimi Hendrix Experience e do Pink Floyd, no famoso UFO Club. Logo após deixar sua marca definitiva no rock psicodélico inglês, Daevid foi para a França onde formou o Gong, um grupo multicultural que muito influenciou toda uma geração de rock espacial com sua psicodelia, dadaísmo e improvisação.

Durante sua época no Gong, Daevid criou a sua mais importante obra: a trilogia “Radio Gnome Invisible”, que conta a história das aventuras de Zero num mítico planeta verde habitado por gnomos, os Pot Head Pixies. Foi em seu período com o Gong que Daevid inventou sua técnica de Glissando Guitar, com a qual extrai um som onírico de sua guitarra, construindo paisagens sonoras psicodélicas.

Ao longo de sua trajetória, Daevid sempre esteve na vanguarda dos acontecimentos, como por exemplo nos anos 60, quando esteve ao lado dos poetas da geração beat como William Burroughs, em Paris no Maio de 68, ou no final dos anos 70 em Nova York ao lado de bandas emergentes como o Material, do renomado produtor Bill Laswell.

Em 1992 Daevid veio ao Brasil para participar da conferência mundial RIO-92, onde se apresentou ao lado de Fabio Golfetti.
Inventivo e inquieto, Daevid está sempre em busca de novos parceiros para produções artísticas arrojadas. Recentemente aliou forças com os japoneses do Acid Mothers Temple naformação do Acid Mothers Gong, em que devaneios sônicos improvisados se juntam à sua poesia, produzindo uma arte musical que foge de qualquer rótulo.

Em 2006 o Gong foi redescoberto pela mídia inglesa e incensado como uma das mais originais, criativas e influenciais bandas psicodélicas de todos os tempos, tendo figurado numa matéria da respeitada revista britânica MOJO. Ainda em 2006 ocorreu um festival de três dias em Amsterdam onde várias bandas relacionadas e influenciadas pelo Gong desfilaram seus trabalhos, culminando numa reunião da formação clássica do Gong. Esse festival, que lotou a casa de shows Melkweg, teve como público fãs da banda que vieram de vários pontos do planeta para presenciar essa reunião histórica.

Daevid Allen / Gong Global Family é o nome dado para essa reunião no Brasil, 3 projetos no mesmo show, incluindo Fabulous (Daevid & Josh), University of Errors (Daevid + músicos americanos + convidado Fred Barley na bateria) e Invisibops (com músicos brasileiros que já participaram de seus projetos como Glissando Orchestra e Invisible Opera Company of Tibet).

O repertório está baseado no 1o. disco do Soft Machine (Jet Propelled Photographs) e no Gong "era Camembert Electrique".
Daevid Allen traz ao Brasil um pouco da magia e da psicodelia do Gong e Soft Machine, em apresentações imperdíveis e imprevisíveis que ficarão para sempre na memória dos que aspresenciarem. (Outubro 2007).

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terça-feira, 13 de outubro de 2009

SEMPRE VINIL DIVULGA SHOW DE SARAH BRIGHTMAN




Sarah Brightman FARÁ DUAS ÚNICAS APRESENTAÇÕES EM SÃO PAULO NO CREDICARD HALL, DIAS 20 E 21 DE OUTUBRO

O ecletismo da soprano Sarah Brightman poderá ser conferido em duas únicas apresentações, dias 20 e 21 de outubro, no Credicard Hall. A musa de sucessos da Broadway como "O Fantasma da Ópera" e "Réquiem" traz ao país sua nova turnê "Sarah Brightman In Concert", que inicia em outubro de 2009.

Sarah, que já recebeu 160 Discos de Ouro e Platina em 34 países e vendeu mais de 78 milhões de discos, é um caso singular no cenário musical mundial por ser a única artista a ter o primeiro lugar simultaneamente nas listas "clássica" e "dance" da Billboard. Depois de São Paulo, Sarah Brightman faz única apresentação no Rio, no Citibank Hall, em 23 de outubro.

Uma orquestra de cordas, formada por 16 músicos, e um coro acompanham Sarah durante o repertório da turnê "Sarah Brightman In Concert", baseada nos maiores sucessos da carreira da artista. Explorando ousadamente diversas vertentes musicais, a cantora reúne desde canções com influências líricas a pop românticas que agrada todos os gostos.

"Enquanto a maioria dos cantores gravita em torno do trabalho vocal, o trabalho sinfônico sempre me atraiu mais. Nele, o compositor pinta uma história que o ouvinte consegue ver sem abrir os olhos", afirma Sarah.

Para alcançar esse objetivo, o último trabalho de estúdio de Sarah, "Symphony" (EMI), precisou de quatro anos de trabalho. "Eu pensei que nunca acabaríamos", relembra. A última visita da soprano e atriz inglesa ao Brasil ocorreu em 2003. Entretanto, esta é a primeira vez que a América do Sul receberá uma turnê da cantora.

"Sarah Brightman In Concert" passará por diversos países como México, Venezuela, Chile, Argentina. Depois do Brasil, a Sarah se apresentará no Peru e retornará ao México.

O CD "Symphony" (EMI) é o último trabalho de estúdio de Sarah. As músicas inéditas foram gravadas na Alemanha, Estados Unidos e Reino Unido. O álbum teve participação de Andrea Bocelli ("Canto Della Terra"), do contra tenor espanhol Fernando Lima ("Pasión"), do tenor italiano Alessandro Safina ("Sarai Qui")

e do vocalista e guitarrista do KISS, Paul Stanley, ("I Will Be with You"). Outro destaque é a música "Running", canção que Sarah interpretou na cerimônia de abertura dos campeonatos da "International Association of Athletics Federation - Green Project Charity", evento realizado em Osaka (Japão) em 2007.

Sobre Sarah Brightman

Sarah Brightman nasceu em 14 de agosto de 1960 em Berkhampstead (Inglaterra) e começou a ter aulas de dança aos três de idade. Ao ser reprovada num teste para ingresso na Royal Ballet School de Londres, Sarah voltou suas atenções para a música. Começou suas aulas de canto aos quatorze anos, no Royal College of Music. Entretanro, sua estreia teatral em musicais ocorreu aos 13 anos na peça infantil "I and Albert", de Charles Strouse.

Em 1976, foi dançarina na serie televisiva inglesa "Pan's People". Posteriormente, liderou o grupo "Hot Gossip" que atingiu a primeira posição no Reino Unido com o single "I Lost My Heart to a Starship Trooper" em 1978. Em 1981, ela foi escalada para o papel de "Jemina" em "Cats", espetáculo da Broadway que estava sendo montado em Londres (Inglaterra).

Na ocasião, conheceu o autor do espetáculo, Andrew Lloyd Webber, que se divorciou de sua primeira esposa para se casar com Sarah em 1984. Lloyd Webber criou diversos personagens para Sarah, como Christine Daaé em "O Fantasma da Ópera". O casal se divorciou em 1990.

Sarah também gravou diversos álbuns solo, como "The Trees They Grow So High" (1988), "The Songs That Got Away" (1989), "As I Came of Age" (1990), "Dive" (1993), "Fly" (1995), "Time To Say Goodbye" (1997), "Éden" (1998), "La Luna" (2000), "Encore" (2001), "Harem" (2003), "Love Changes Everything" (2005), "Diva" (2006), "Singles Collection" (2006).

A canção "Time To Say Goodbye (Com Te Partirò)", dueto com o tenor italiano Andrea Bocelli, lançou a cantora no cenário musical internacional em 1997. O single da música vendeu 12 milhões de cópias, e o CD que a contém, "Time To Say Goodbye", ganhou 21 discos de ouro e platina.

Outro momento de destaque de Sarah foi a apresentação, com o tenor espanhol José Carreras, de "Amigos Para Siempre" na cerimônia de abertura Olimpíadas de Barcelona 1992. A soprano também cantou a música tema das Olimpíadas Pequim 2008 com o cantor chinês Liu Huan.

Em 2007, Sara se apresentou no Concerto para Diana em Londres e também no Live Earth de Xangai (China). No ano seguinte, ocorreu o lançamento de "Symphony" e o álbum natalino "A Winter Symphony", além de sua participação no filme "Repo! The Genetic Opera".

Em julho de 2009, Sarah participou do filme japonês "Amalfi", que comemora o 50° aniversário do canal de TV Fuji. A artista também lançou conjuntamente "Amalfi - Sarah Brightman Love Songs", uma coletânea de seus trabalhos anteriores.


Credicard Hall
Av. das Nações Unidas, 17955
São Paulo - SP

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

LOJA SEMPRE VINIL: LP AREA CRAC !

LOJA SEMPRE VINIL LP: AREA CRAC !





O Area foi um grupo singular na história do Rock Progressivo mundial, por ter sido, talvez, o mais pluralista de todos. Suas composições foram ricas em todos os elementos da música contemporânea, incluindo Rock, Eletrônica, Jazz e atonalismo. Mais do que isso, a banda se envolveu com teatro, pesquisas sonoras e política de alto nível. Muita política mesmo! Na segunda metade dos anos setenta, quando a Itália atravessava um dos momentos mais conturbados dos últimos 30 anos.

o Area se engajou na luta dos trabalhadores, realizando concertos em fábricas, assembléias sindicais e festas populares. Ao contrário das grandes e famosas bandas da época, que tocavam para milhões (ou por milhões), o Area era a banda do povo, ou como disse Milton nascimento: “todo o artista tem que ir aonde o povo está”.

A banda foi formada em 1972, pelo vocalista e multiinstrumentista Demetrio ''Area" Stratos, nascido em 1945, em Alexandria, no Egito. Stratos fez parte de um outro grupo chamado I Ribelli e fundou o Area num período em que estava empenhado em mudar radicalmente de vida, realizando pesquisas cientificas sobre os recursos da voz.

Ele declarou certa vez à imprensa que foi uma grande sorte ter conhecido seus companheiros de conjunto num momento tão importante. Os colegas fundadores foram: Paolo Tofani (guitarra), Eddy Busnello (saxofone), Patrick Djivas (baixo), Giullio Capiozzo (bateria) e Patrizio Fariselli (teclados).

Em 1973, foi lançado o 1º LP Arbeit Macht Frei, um marco para o Rock Progressivo, pois este disco trazia uma mistura de música experimental eletro – acústica com influências jazzísticas e Música Folk, alguns dizem que há muitas influências de grupos ingleses de Jazz-Rock, tais como o Nucleus e o Soft Machine, tais influências existem, mas, com muita personalidade própria.

Apesar dessas influências, o vocal de Stratos conferiu um sabor bem próprio ao disco. Basta ouvir este clássico e tirar suas próprias conclusões. Logo na primeira faixa, ele se contorce inteiro para proferir versos dramáticos como “jogar com o mundo, fazendo em pedaços meninos que o sol precocemente envelheceu. Não é minha culpa se tua realidade me induz a fazer guerra contra a indiferença. Talvez assim saberemos o que quer dizer afogar em sangue toda a humanidade”.
Esses trechos são da faixa luglio, Agosto, Settembre (Nero).

No ano anterior, a chacina nas Olimpíadas de Munique havia abalado o mundo. No disco, o Area perpetuou a amargura da tragédia.

Após o primeiro disco, Patrick Djivas foi para o PFM e Busnello saiu de cena. O conjunto admitiu Ares Tavolazzi para o lugar de Djivas e se reduziu a um quinteto. No ano seguinte é lançado Caution Radiation Area, e a banda excursiona por vários paises, incluindo Cuba e Ioguslávia. Ainda em 1974 lançam “Crac!”, outra pérola! Em 1975 lançam o ao vivo Are(A)zione.

Até 1975, o grupo seguiu com uma certa linearidade, mesmo com todos os percalços que os vanguardistas natos sempre enfrentam. Em 1976 no disco Maledetti, o grupo chegou ao ponto de incorporar dois músicos norte-americanos que estavam de passagem pela Itália. Eram eles: Paul Lytton (percussão) e Steve Lacy (saxofone). Mas a partir dali as coisas começam a se abalar. Inexplicavelmente, Capiozzo fica fora por um tempo. Por outro lado, a saúde de Demetrio entra em declínio.

Nos dois anos seguintes, o Area foi uma incógnita, mas em 1978 lançam: 1978 Gli Dei Se Ne Vanno, um bom disco de estúdio, mas, sem a presença de Tofani. Depois disso, a saúde de Demetrio foi piorando. A imprensa italiana fez muito mistério sobre sua doença, limitando-se a relatar que era um mal incurável.

Ventilou-se a hipótese de que ele teve um problema sanguíneo grave, por conta de ter tomado muitos antibióticos por causa de infecções na garganta. Todavia, essa história nunca foi confirmada. O que se sabe de concreto é que foi definhando, a ponto de ser levado às pressas para um hospital de New York, onde faleceu a 13 de junho de 1979.

Neste mesmo ano foi lançado outro álbum ao vivo, o excelente e item obrigatório: Event 76, em que Demetrio mostrava toda a sua força a garra também ao vivo. Gravado em 1976, em uma aula de abertura do ano letivo da Universidade Federal de Milão, foi um disco póstumo, lançado após a morte de Demetrio.

Chegava assim ao final uma das principais lendas do rock de todos os tempos. Em 1980, Capiozzo, Tavolazzi e Fariselli tentam continuar, produzindo um disco instrumental chamado: Tic & Tac, voltado mais ao Jazz-Rock, sem o Progressivo e o experimentalismo adotado anos anteriores como linguagem, mas estava faltando alguma coisa, talvez o brilho, a garra e a força do grande Demetrio Stratos.

Após quatorze anos de total silêncio, em 1996 o grupo retorna com Giulio Capiozzo (bateria) e Patrício Fariselli (teclados), (seus membros originais), e gravam um novo disco chamado: CHERNOBYL 7991, contando ainda com Paolo Dalla Porta (baixo) e participações de Do Pietro Condorelli (guitarra em Wedding Day e Deriva – sogni Sognati Vendesi), John Clarck (sopros em 15.000 umbrellas), Gigi Cifarelli (guitarra em Chernobyl 6991), Stefano Bedetti (sax tenor em Mbira & Orizzonti) e Marino Paire (vocal em Fall Down).

DEMETRIO STRATOS: UMA HISTÓRIA A PARTE...

Vamos chamar a atenção para o grande líder Demetrio Stratos, foi um dos maiores cantores que o rock como um todo já conheceu.Stratos foi elogiado inclusive por muitos artistas. Um de seus admiradores é o Fred Frith, que chegou a opinar a seu respeito numa matéria sobre a música progressiva de todo o mundo, para a revista norte-americana Trouser Press.

Demetrio nasceu em Alexandria, no Egito, em 1945. Naquela mesma cidade, estudou piano e harmônica, no Conservatório Nacional. Durante a adolescência, mudou-se para a Itália, onde estudou arquitetura, no Instituto Politécnico de Milão. No inicio dos anos setenta, alem de aprofundar seu interesse em musica contemporânea, iniciou uma série de pesquisas a respeito da voz. Em 1972 fundou o Area.

Em 1973, Demetrio passou a ter contato com pessoas importantes nas áreas de pesquisa cientifica. Em 1974, em uma das excursões da banda, mais precisamente em Cuba, Stratos foi convidado pelo ministro da cultura para um encontro com uma delegação de músicos da Mongólia, para debater sobre vocalização do Extremo oriente.

Foi nesse mesmo ano que Demetrio viveu sua primeira experiência discográfica fora da banda, quando gravou um LP com temas do compositor norte-americano contemporâneo John Cage. Esses contatos iriam levá-lo, em 1976, a colaborar com o Instituto de Glotologia da cidade de Padova, bem como o com o Centro de Foniatria da mesma cidade, em estudos sobre os limites da linguagem.

Em 1978, Stratos deixa a banda, e registra dois álbuns solo, alem de ter colaborado com o pesquisador Ermanno Crumm, de uma revista de psicanálise, em estudos sobre linguagem e psique. Até falecer em 1979, aos 34 anos.

Sua morte sensibilizou muito a juventude italiana, e em especial os músicos. Muitas homenagens lhe foram prestadas, em muitos concertos. O Premiata lhe dedicou uma musica, no disco “Suonare Suonare”, com o titulo “Maestro Della Voce”.

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SEMPRE VINIL LP: AREA TILT




O Area foi um grupo singular na história do Rock Progressivo mundial, por ter sido, talvez, o mais pluralista de todos. Suas composições foram ricas em todos os elementos da música contemporânea, incluindo Rock, Eletrônica, Jazz e atonalismo. Mais do que isso, a banda se envolveu com teatro, pesquisas sonoras e política de alto nível. Muita política mesmo! Na segunda metade dos anos setenta, quando a Itália atravessava um dos momentos mais conturbados dos últimos 30 anos.

o Area se engajou na luta dos trabalhadores, realizando concertos em fábricas, assembléias sindicais e festas populares. Ao contrário das grandes e famosas bandas da época, que tocavam para milhões (ou por milhões), o Area era a banda do povo, ou como disse Milton nascimento: “todo o artista tem que ir aonde o povo está”.

A banda foi formada em 1972, pelo vocalista e multiinstrumentista Demetrio Stratos, nascido em 1945, em Alexandria, no Egito. Stratos fez parte de um outro grupo chamado I Ribelli e fundou o Area num período em que estava empenhado em mudar radicalmente de vida, realizando pesquisas cientificas sobre os recursos da voz.

Ele declarou certa vez à imprensa que foi uma grande sorte ter conhecido seus companheiros de conjunto num momento tão importante. Os colegas fundadores foram: Paolo Tofani (guitarra), Eddy Busnello (saxofone), Patrick Djivas (baixo), Giullio Capiozzo (bateria) e Patrizio Fariselli (teclados).

Em 1973, foi lançado o 1º LP Arbeit Macht Frei, um marco para o Rock Progressivo, pois este disco trazia uma mistura de música experimental eletro – acústica com influências jazzísticas e Música Folk, alguns dizem que há muitas influências de grupos ingleses de Jazz-Rock, tais como o Nucleus e o Soft Machine, tais influências existem, mas, com muita personalidade própria.

Apesar dessas influências, o vocal de Stratos conferiu um sabor bem próprio ao disco. Basta ouvir este clássico e tirar suas próprias conclusões. Logo na primeira faixa, ele se contorce inteiro para proferir versos dramáticos como “jogar com o mundo, fazendo em pedaços meninos que o sol precocemente envelheceu. Não é minha culpa se tua realidade me induz a fazer guerra contra a indiferença. Talvez assim saberemos o que quer dizer afogar em sangue toda a humanidade”.
Esses trechos são da faixa luglio, Agosto, Settembre (Nero).

No ano anterior, a chacina nas Olimpíadas de Munique havia abalado o mundo. No disco, o Area perpetuou a amargura da tragédia.

Após o primeiro disco, Patrick Djivas foi para o PFM e Busnello saiu de cena. O conjunto admitiu Ares Tavolazzi para o lugar de Djivas e se reduziu a um quinteto. No ano seguinte é lançado Caution Radiation Area, e a banda excursiona por vários paises, incluindo Cuba e Ioguslávia. Ainda em 1974 lançam “Crac!”, outra pérola! Em 1975 lançam o ao vivo Are(A)zione.

Até 1975, o grupo seguiu com uma certa linearidade, mesmo com todos os percalços que os vanguardistas natos sempre enfrentam. Em 1976 no disco Maledetti, o grupo chegou ao ponto de incorporar dois músicos norte-americanos que estavam de passagem pela Itália. Eram eles: Paul Lytton (percussão) e Steve Lacy (saxofone). Mas a partir dali as coisas começam a se abalar. Inexplicavelmente, Capiozzo fica fora por um tempo. Por outro lado, a saúde de Demetrio entra em declínio.

Nos dois anos seguintes, o Area foi uma incógnita, mas em 1978 lançam: 1978 Gli Dei Se Ne Vanno, um bom disco de estúdio, mas, sem a presença de Tofani. Depois disso, a saúde de Demetrio foi piorando. A imprensa italiana fez muito mistério sobre sua doença, limitando-se a relatar que era um mal incurável.

Ventilou-se a hipótese de que ele teve um problema sanguíneo grave, por conta de ter tomado muitos antibióticos por causa de infecções na garganta. Todavia, essa história nunca foi confirmada. O que se sabe de concreto é que foi definhando, a ponto de ser levado às pressas para um hospital de New York, onde faleceu a 13 de junho de 1979.

Neste mesmo ano foi lançado outro álbum ao vivo, o excelente e item obrigatório: Event 76, em que Demetrio mostrava toda a sua força a garra também ao vivo. Gravado em 1976, em uma aula de abertura do ano letivo da Universidade Federal de Milão, foi um disco póstumo, lançado após a morte de Demetrio.

Chegava assim ao final uma das principais lendas do rock de todos os tempos. Em 1980, Capiozzo, Tavolazzi e Fariselli tentam continuar, produzindo um disco instrumental chamado: Tic & Tac, voltado mais ao Jazz-Rock, sem o Progressivo e o experimentalismo adotado anos anteriores como linguagem, mas estava faltando alguma coisa, talvez o brilho, a garra e a força do grande Demetrio Stratos.

Após quatorze anos de total silêncio, em 1996 o grupo retorna com Giulio Capiozzo (bateria) e Patrício Fariselli (teclados), (seus membros originais), e gravam um novo disco chamado: CHERNOBYL 7991, contando ainda com Paolo Dalla Porta (baixo) e participações de Do Pietro Condorelli (guitarra em Wedding Day e Deriva – sogni Sognati Vendesi), John Clarck (sopros em 15.000 umbrellas), Gigi Cifarelli (guitarra em Chernobyl 6991), Stefano Bedetti (sax tenor em Mbira & Orizzonti) e Marino Paire (vocal em Fall Down).

DEMETRIO STRATOS: UMA HISTÓRIA A PARTE...

Vamos chamar a atenção para o grande líder Demetrio Stratos, foi um dos maiores cantores que o rock como um todo já conheceu.Stratos foi elogiado inclusive por muitos artistas. Um de seus admiradores é o Fred Frith, que chegou a opinar a seu respeito numa matéria sobre a música progressiva de todo o mundo, para a revista norte-americana Trouser Press.

Demetrio nasceu em Alexandria, no Egito, em 1945. Naquela mesma cidade, estudou piano e harmônica, no Conservatório Nacional. Durante a adolescência, mudou-se para a Itália, onde estudou arquitetura, no Instituto Politécnico de Milão. No inicio dos anos setenta, alem de aprofundar seu interesse em musica contemporânea, iniciou uma série de pesquisas a respeito da voz. Em 1972 fundou o Area.

Em 1973, Demetrio passou a ter contato com pessoas importantes nas áreas de pesquisa cientifica. Em 1974, em uma das excursões da banda, mais precisamente em Cuba, Stratos foi convidado pelo ministro da cultura para um encontro com uma delegação de músicos da Mongólia, para debater sobre vocalização do Extremo oriente.

Foi nesse mesmo ano que Demetrio viveu sua primeira experiência discográfica fora da banda, quando gravou um LP com temas do compositor norte-americano contemporâneo John Cage. Esses contatos iriam levá-lo, em 1976, a colaborar com o Instituto de Glotologia da cidade de Padova, bem como o com o Centro de Foniatria da mesma cidade, em estudos sobre os limites da linguagem.

Em 1978, Stratos deixa a banda, e registra dois álbuns solo, alem de ter colaborado com o pesquisador Ermanno Crumm, de uma revista de psicanálise, em estudos sobre linguagem e psique. Até falecer em 1979, aos 34 anos.

Sua morte sensibilizou muito a juventude italiana, e em especial os músicos. Muitas homenagens lhe foram prestadas, em muitos concertos. O Premiata lhe dedicou uma musica, no disco “Suonare Suonare”, com o titulo “Maestro Della Voce”.

sábado, 10 de outubro de 2009

SEMPRE VINIL JOHN MAYALL LP: BLUESBREAKERS




John Mayall LP: BLUESBREAKERS

John Mayall nasceu em Macclesfield na Inglaterra, dia 29 de novembro de 1933 e cresceu ouvindo a coleção de jazz do pai, guitarrista. Logo em seguida descobriu o blues. Foi influenciado principalmente por Leadbelly, Albert Ammons, Pinetop Smith e Eddie Land. Aos 13 anos de idade começou a aprender piano, na casa do vizinho, de maneira autodidata, guitarra, que ele conseguia emprestada e gaita, comprando algumas de segunda mão.

Aos 15 anos de idade Mayall dá uma demonstração de sua personalidade e excentricidade, quando decide se mudar para uma casa na árvore, dizendo que prefere viver lá que dividir uma casa com sua família. Ele ganhou atenção nacional quando um jornal escreveu uma matéria sobre o fato. Ele viveu na árvore até seus 22 anos.
Em 1945, Mayall se matriculou numa escola de artes, onde aguçou ainda mais seu conhecimento no piano. Depois da escola de artes ele se juntou ao exército britânico e serviu na guerra da Coréia por três anos. Enquanto estava de licença no Japão, ele comprou sua primeira guitarra.

Mayall voltou a escola de artes em 1954 e lá conheceu o baterista Peter Ward. Eles formaram a banda Powerhouse Four em 1956 e tocaram em algumas festa, na região de Manchester. Tempos depois, quando Mayall lecionava música em um clube, ele conheceu o baterista Hughie Flint, com quem formou a banda Mayall’s Bluesbreakers.

Numa noite, a Mayall’s Bluesbreakers iria fazer a abertura de um show de Alexis Korner e Mayall acabou ficando amigo de Korner, que o incentivou a se aprofundar de vez no blues e se mudar para Londres, onde a cena musical estava em ebulição. Assim, logo após seu aniversário de 29 anos, Mayall se mudou para Londres, em janeiro de 1963.

Uma vez em Londres, Mayall começou os contatos para formar uma nova banda, que desta vez levava somente o nome de Bluesbreakers. Inúmeros músicos passaram pela banda, mas seu primeiro sucesso só foi alcançado graças a um guitarrista: Eric Clapton. Depois que Clapton deixou o Bluesbreakers para formar o Cream, em 1966, vários músicos notáveis passaram pela banda, como Peter Green, Mike Fleetwood, John McVie, Kal David e Mick Taylor.

No começo de 1970 ele aproveitou seu sucesso em solo americano e se mudou para Laurel Canyon, em Los Angeles.

Embora sua popularidade tenha se mantido, seus trabalhos da década de 70 não tinha a mesma qualidade das músicas da década de 60. Então no começo da década de 80 ele reuniu novamente uma dupla que tinha feito sucesso com ele: John McVie e Mick Taylor. Saíram então em turnê, tocando os grandes sucessos do início dos Bluesbreakers.

Fortemente influenciado por grandes, como Leadbelly, Albert Ammons, Pinetop Smith, e Eddie Lang, a partir de 13 anos de idade John aprendeu sozinho a reproduzir e desenvolver o seu próprio estilo com a ajuda de um piano do vizinho, uma guitarra emprestada e harmônicas de segunda mão.

Da formação na faculdade de artes, aos três anos com o exército britânico na Coréia, para uma carreira de sucesso em design gráfico, cantar e tocar seu Blues ficaram para trás até que ele atingiu os 30 anos de idade.

De 1956 até 1962, John estava à frente do Powerhouse Four e mais tarde do Blues Syndicate. Foi então que o Alexis Korner´s Blues Incorporated foi o pioneiro do que se tornou conhecido como The British Blues Boom dos anos 60. Alexis foi rápido para incentivar e ajudar John a se mudar para Londres, onde em breve garantiu trabalho suficiente em clubes para poder virar profissional sob o nome John Mayall´s Bluesbreakers. Após alguns anos e uma constante rotatividade de músicos, ele conheceu seu soulmate Eric Clapton, que tinha saído do Yardbirds para tocar o blues. Esta histórica união culminou no primeiro álbum e hit para os Bluesbreakers e geraram um status lendário a nível mundial.

Após Clapton e Jack Bruce deixarem a banda para formar o Cream, uma sucessão de grandes músicos definiu suas raízes no âmbito artístico sob a liderança de John, foi quando ele se tornou tão conhecido por descobrir novos talentos como pelas interpretações ferozes do Chicago Blues que ele cresceu ouvindo. Assim que os sidemen saíam para formar seus próprios grupos, outros entraram em seus lugares. Peter Green, John McVie e Mick Fleetwood tornaram-se o Fleetwood Mac. Andy Fraser formou o Free e Mick Taylor se juntou aos Rolling Stones. Como afirmou Eric Clapton, "John Mayall já teve realmente uma incrível grande escola de músicos".

Em 1969, com a sua popularidade em florescimento nos EUA, John causou agitação com o lançamento de um álbum ao vivo intitulado "A Turning Point", a partir do qual a sua canção "A Room to Move", foi destinado a se tornar um clássico do rock. Ele recebeu um disco de ouro por este álbum. Atraídos pelo clima e cultura do West Coast, John se mudou permanente da Inglaterra para Laurel Canyon em Los Angeles, quando começou a formar bandas com músicos americanos. Durante todo os anos 70, John se tornou ainda mais reverenciado no jazz / rock / blues por apresentar inovações notáveis com intérpretes como Blue Mitchell, Red Holloway, Larry Taylor e Harvey Mandel. Ele também tocou com grandes nomes do blues como John Lee Hooker, T-Bone Walker e Sonny Boy Williamson em suas primeiras tours inglesas.

O ano de 1979 revelou-se transitório e climático para John Mayall, tanto pessoal como profissional. Com o público reduzido para o blues, Mayall lutado para manter a sua carreira viva. Pessoalmente, porém, ele começou um relacionamento de 20 anos com sua atual esposa Maggie (Parker), uma cantora de Música Popular de Chicago que tinha sido contratada por Harvey Mandel da banda que tocou com Mayall. A extrema infelicidade veio no seu caminho quando um incêndio destruiu sua lendária casa de Laurel Canyon.

Determinado a subir da cinzas, Mayall perseverou. Motivado pela nostalgia e suas memórias, em 1982 John (juntamente com Mick Taylor e John McVie) decidiu reformar o original Bluesbreakers para uma tour e um vídeo do concerto intitulado Blues Alive, que apresentou Albert King, Buddy Guy, Junior Wells, Etta James e Sippie Wallace e outros. Toda uma nova geração de seguidores poderia ter uma ideia do nascimento da explosão do British Blues. A reação pública tinha convencido Mayall que ele devia retornar à sua condução das raízes blues.

Como John McVie retornou para o Fleetwood Mac e Mick reassumiu sua carreira solo, Mayall retornou para Los Angeles para selecionar uma nova encarnação do Bluesbreakers. Lançado oficialmente em 1984, incluíndo futuras estrelas de brilho próprio, com os guitarristas Coco Montoya e Walter Trout e o baterista Joe Yuele, na banda até hoje.

Os anos 90 viram o lançamento de vários álbuns de John Mayall que estabeleceu novos padrões no rock blues: "Behind The Iron Curtain", "Chicago Line", "A Sense of Place", e o Grammy-nominated "Wake Up Call" com convidados como Buddy Guy, Mavis Staples, Albert Collins e Mick Taylor.

Em 1993, o guitarrista do Texas Buddy Whittington se juntou ao Bluesbreakers e ao longo dos anos fortaleceu a banda com o seu estilo único e idéias. Fazendo sua estréia na gravação de "Spinning Coin", mostrou-se apto a seguir seus ilustres predecessores. Depois lançaram dois clássicos modernos: "Blues for the Lost Days" e "Padlock On The Blues", (este último co-produzido por John e sua esposa Maggie, com uma rara colaboração com a grande lenda do blues John Lee Hooker, amigo próximo desde o início dos anos 60).

Estes álbuns receberam grandes críticas e elogios, representam a maestria do blues de Mayall e sua contínua importância na música contemporânea. Além disso, Mayall lançou 3 CDs através de seu próprio selo, Private Stash Records; "Time Capsule", "UK Tour 2K" e "Boogie Woogie Man".

Este milênio revelou-se produtivo. 2001: Em "Along For The Ride", Mayall recebeu ex-músicos, incluindo Peter Green, Mick Taylor, Mick Fleetwood e John McVie, bem como Billy Gibbons do ZZ Top, Jonny Lang, Steve Miller, Billy Preston, Steve Cropper, Otis Rush, Gary Moore, Jeff Healey, Reese Wynans da banda de Steve Ray Vaughan e Shannon Curfman para uma espantosa exibição da força do blues, no seu melhor. Produzido por David Z, este álbum tem duetos de Mayall com nomes como Billy Preston, a lenda do blues Otis Rush e jovens sensações como Shannon Curfman. "Along For The Ride" apresenta também a primeira aparição juntos em mais de 30 anos de ex-Bluesbreakers como Peter Green, Mick Fleetwood e John McVie, que finalmente apareceram juntos como membros do Fleetwood Mac original.

Em 2002: Mayall com os Bluesbreakers, novamente produzido por David Z., gravado em 27 de agosto de 2002 lança "STORIES", que estreou na Billboard blues em # 1, e seguiu-o com uma extensa turnê mundial. 2003: John Mayall fez 70 anos. Após extensa turnê, John Mayall & The Bluesbreakers fizeram uma festa de 70º Aniversário em Liverpool, com um concerto para auxílio da UNICEF que apresentou Eric Clapton, Mick Taylor e Chris Barber. Este concerto foi filmado, gravado e lançado como um DVD e CD duplo em Dezembro de 2003. Para fechar o ano, a BBC transmitiu o documentário de uma hora de duração sobre a vida e carreira de John Mayall, intitulado "The Godfather of British Blues".

Esse programa e um documentário de 1969 foram lançados em um DVD pela Eagle Records intitulado “Godfather/The Turning Point”, assim como o CD "The Turning Point Sound Track". Em 2004, a Private Stash lançou um show ao vivo na Austrália em DVD - “Cookin´ Down Under´ e John compilou uma coleção de seus favoritos de todos os tempos contendo clássicos boogie woogie em faixas de um CD para a Documento Records com uma caixa conjunto de 4 CDs Eagle intitulada “Essentially John Mayall”. Incluirá também um bônus no disco com performances ao vivo apresentando grandes guitarras como Eric Clapton, Peter Green, Mick Taylor, Walter Trout, Coco Montoya e Buddy Whittington.

2005 viu o lançamento do 55º álbum de John, "Road Dogs", que foi produzido inteiramente pela Bluesbreakers e para o qual John escreveu 13 das 15 canções. (Os restantes 2 títulos eram de Buddy, Joe e Hank). O Bluesbreakers estão atualmente com um novo CD de estúdio intitulado “In The Palace Of The King”, que presta homenagem à música do herói do blues dos Bluesbreakers´ de longa data.

No que diz respeito ao próprio homem, o pai de seis e avô de outros seis, John Mayall aos 73 anos de idade recentemente recebeu um OBE na lista de honra da Rainha, e como de costume, não mostra sinais de diminuir seu rítmo. Ele pretende manter o blues vivo por muitos anos vindouros.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

SEMPRE VINIL LP Gotic: Escenes



SEMPRE VINIL LP Gotic: Escenes



SEMPRE VINIL LP Gotic: Escenes

Resenha sobre o álbum Escenes, retirada do fórum SoundChaser.

"O Gotic é um projeto franco-espanhol, liderado pelo baixista e compositor Rafael Escoté Foi gravado em Barcelona durante os meses de Novembro e Dezembro de 1977 e produzido por todos os músicos que participaram do projeto. Infelizmente, o projeto ficou somente nesta obra maravilhosa intitulada "Escenes". Graças ao Lançamento em CD , 1988, pela FONOMUSIC, foi possível ter acesso a este que pode ser considerado um dos mais brilhantes trabalhos progressivos europeus de todos os tempos. Quem tem o privilégio de possuí-lo sabe bem disso! Começo pelo fim, história de uma gota dágua, é uma das mais belas peças progressivas já compostas. Sua melodia é muito simples e ao mesmo tempo muito bela uma vez que o violão e a flauta e o glockenspell, fazem uma tríade perfeita. Uma perfeita "easy music"! Ouvindo a introdução na primeira faixa, Escenes de la terra em festa I la mar em calma, com mais ou menos 30 segundos de audição, você fica perplexo e se, por ventura, analisar a qualidade técnica dos músicos e a complexidade da harmonia e arranjo..! você acaba pensando e, se tiver alguém por perto, dizendo: é um absurdo o que tocam.! ( se você tem uma banda então, corre sério risco desistir de tocar) O trabalho rítmico é fantástico, lembra muito Lenny White e o Return to Forever na sua melhor fase jazz- rock. Indescritível o trabalho do flautista , um virtuose, assim como do tecladista e na verdade de todos os músicos Ou seja, os músicos são fenomenais... Com toques de música renascentista e barroca as escalas fluem naturalmente assim como os duetos constantes... e as partes acústicas entremeadas as elétricas se harmonizam sem precedentes. Em algumas passagens lembra Focus e no fim, funciona como um autentico representante do rock progressivo europeu.
Ele me parece absolutamente obrigatório para todos os fãs de musica progressiva. Instrumental e perfeito se faz necessário ouvi-lo pelo menos uma vez antes de morrermos."

Um álbum perfeito do início ao fim. Altamente Recomendado!

Track List:
1. Escenes de la tierra em festa I de mar em calma
2. Imprompt
3. Jocs d´Ocells
4. La revolucio
5. Danca D´Estiu
6. I tu que no vieves tot tan facil
7. História de una gota d´agua

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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

SEMPRE VINIL DIVULGA: FESTIVAL 3º CONTATO.


SEMPRE VINIL DIVULGA: FESTIVAL 3º CONTATO.





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3º CONTATO - Festival Multimídia de Rádio, TV, Cinema e Arte Eletrônica acontece em São Carlos, interior de São Paulo, de 7 a 12 de outubro

O 3º CONTATO também contará com apresentações das bandas Trilobit, do Paraná; Tigre Dente de Sabre, de São Paulo; e Jardim das Horas, do Ceará, no dia 8, às 23h, no Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira (Caaso). No dia 10, já na Praça Coronel Salles, a partir das 16 horas, acontece a apresentação das bandas Aeromoças e Tenistas Russas, de São Carlos; Stranhos Azuis, de São Carlos; Fóssil, do Ceará; ProjetoNave, de São Paulo; Júpiter Maçã e Cachorro Grande, ambas do Rio Grande do Sul. No dia 11, no mesmo horário e local, haverá shows de Ophelia and the Tree, de Minas Gerais; Malditas Ovelhas!, de São Carlos; Stella Campos, de São Paulo; Charme Chulo, do Paraná; Porcas Borboletas, de Minas Gerais; Cidadão Instigado, do Ceará; e Instituto toca Tim Maia Racional, de São Paulo e Rio de Janeiro.


ARTE ELETRÔNICA

A procura por experimentações em arte e tecnologia faz com que o CONTATO busque a cada ano trazer mais artistas multimídia e suas instalações para São Carlos. Uma novidade na programação do 3º CONTATO são as projeções monumentais que acompanharão os shows musicais, transformando as fachadas dos edifícios que circundam a praça onde acontecerão essas apresentações. Além disso, o público poderá conferir a obra de mais de 15 artistas no chamado "Espaço CONTATO Eletrônico", incluindo quatro projetos selecionados no concurso "CONTATO Universitário", outra novidade desta edição. Os projetos foram realizados por estudantes da própria UFSCar, da Universidade de São Paulo e da Universidade Estadual de Londrina.

CONTATINHO
O compromisso com o ambiente e a união de forças entre a UFSCar e muitos parceiros possibilitaram uma programação especial para as crianças, no dia 12 de outubro, em um parque da cidade de São Carlos que sofre com problemas ambientais, o Pa rque do Bicão. Ao longo do dia serão oferecidas oficinas, como as de construção de brinquedos com materiais recicláveis, de malabares e origami e de alimentação natural, na qual serão preparadas tortas e pães integrais que farão parte de um piquenique da hora d o almoço. Além disso, haverá sarau itinerante, apresentações circenses e teatral e, ao anoitecer , a ''Maratona da Via Láctea'', observação astronômica voltada à conscientização sobre poluição luminosa.

NOITÃO TERROR

O 3º CONTATO ocupará mais um espaço cultural do município de São Carlos, o Cine São Carlos. Durante a madrugada do dia 9 de outubro acontece o Noitão Terror, com a exibição de três filmes. A atividade terá como mestre de cerimônias ninguém menos que Zé do Caixão. A sessão do Noitão começa à meia-noite com a estreia do curta-metragem ''Água-Viva'', dirigido por Raul Maciel, de São Carlos; depois, será exibido o filme ''Ritual dos Sádicos'', dirigido por José Mojica Marins; ''Anticristo'', dirigido por Lars Von Trier; além do filme ''A volta dos mortos vivos'', dirigido por Dan O'Bannon. Nos intervalos serão realizadas exibições artísticas e cafés.

CREDITOS: UFSCAR



segunda-feira, 5 de outubro de 2009

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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

SEMPRE VINIL DIVULGA SHOW DO FAITH NO MORE




Faith No More fará show no Brasil em novembro

Banda norte-americana será uma das atrações do Maquinária Festival na Chácara do Jockey, em São Paulo, no dia 7 de novembro em, venda dos ingressos começa nesta semana
O Faith No More voltará ao Brasil 17 anos depois da primeira apresentação no país, no Rock In Rio de 1991

O tecladista da banda, Roddy Bottum, publicou a notícia em seu perfil no Twitter, Em comunicado à imprensa, e organização do evento anunciou que as entradas sairão por R$ 200 (pista inteira) e R$ 450 (área vip inteira).

O grupo, que estava separado há mais de dez anos, anunciou a reunião em fevereiro deste ano, com turnê pela Europa. As apresentações começaram oficialmente no dia 10 de junho e foram recentemente estendidas para a América do Sul - a banda irá passar também pela Argentina e Chile. A banda já esteve no Brasil anteriormente: entre os shows em solo tupiniquim, se apresentaram no Rock In Rio II, em 1991 - no mesmo ano, voltaram ao país para outras datas.

O primeiro número do festival aconteceu nos dias 17 e 18 de maio com shows de bandas nacionais e internacionais. Entre os convidados, estiveram Sepultura, Misfits, Matanza, Biohazard, Suicidal Tendencies, MxPx, CPM22, Glória, entre outros.

Faith No More no Maquinária Festival
7/11 (horário a ser confirmado)
Chácara do Jockey - Av. Pirajussara, s/nº (altura do 5.100 da Av. Francisco Morato)
R$ 200 e R$ 450
Informações: 4003-1212

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

SEMPRE VINIL JOHN MAYALL BLUESBREAKERS



John Mayall LP: BLUESBREAKERS

John Mayall nasceu em Macclesfield na Inglaterra, dia 29 de novembro de 1933 e cresceu ouvindo a coleção de jazz do pai, guitarrista. Logo em seguida descobriu o blues. Foi influenciado principalmente por Leadbelly, Albert Ammons, Pinetop Smith e Eddie Land. Aos 13 anos de idade começou a aprender piano, na casa do vizinho, de maneira autodidata, guitarra, que ele conseguia emprestada e gaita, comprando algumas de segunda mão.

Aos 15 anos de idade Mayall dá uma demonstração de sua personalidade e excentricidade, quando decide se mudar para uma casa na árvore, dizendo que prefere viver lá que dividir uma casa com sua família. Ele ganhou atenção nacional quando um jornal escreveu uma matéria sobre o fato. Ele viveu na árvore até seus 22 anos.
Em 1945, Mayall se matriculou numa escola de artes, onde aguçou ainda mais seu conhecimento no piano. Depois da escola de artes ele se juntou ao exército britânico e serviu na guerra da Coréia por três anos. Enquanto estava de licença no Japão, ele comprou sua primeira guitarra.

Mayall voltou a escola de artes em 1954 e lá conheceu o baterista Peter Ward. Eles formaram a banda Powerhouse Four em 1956 e tocaram em algumas festa, na região de Manchester. Tempos depois, quando Mayall lecionava música em um clube, ele conheceu o baterista Hughie Flint, com quem formou a banda Mayall’s Bluesbreakers.

Numa noite, a Mayall’s Bluesbreakers iria fazer a abertura de um show de Alexis Korner e Mayall acabou ficando amigo de Korner, que o incentivou a se aprofundar de vez no blues e se mudar para Londres, onde a cena musical estava em ebulição. Assim, logo após seu aniversário de 29 anos, Mayall se mudou para Londres, em janeiro de 1963.

Uma vez em Londres, Mayall começou os contatos para formar uma nova banda, que desta vez levava somente o nome de Bluesbreakers. Inúmeros músicos passaram pela banda, mas seu primeiro sucesso só foi alcançado graças a um guitarrista: Eric Clapton. Depois que Clapton deixou o Bluesbreakers para formar o Cream, em 1966, vários músicos notáveis passaram pela banda, como Peter Green, Mike Fleetwood, John McVie, Kal David e Mick Taylor.

No começo de 1970 ele aproveitou seu sucesso em solo americano e se mudou para Laurel Canyon, em Los Angeles.

Embora sua popularidade tenha se mantido, seus trabalhos da década de 70 não tinha a mesma qualidade das músicas da década de 60. Então no começo da década de 80 ele reuniu novamente uma dupla que tinha feito sucesso com ele: John McVie e Mick Taylor. Saíram então em turnê, tocando os grandes sucessos do início dos Bluesbreakers.

Fortemente influenciado por grandes, como Leadbelly, Albert Ammons, Pinetop Smith, e Eddie Lang, a partir de 13 anos de idade John aprendeu sozinho a reproduzir e desenvolver o seu próprio estilo com a ajuda de um piano do vizinho, uma guitarra emprestada e harmônicas de segunda mão.

Da formação na faculdade de artes, aos três anos com o exército britânico na Coréia, para uma carreira de sucesso em design gráfico, cantar e tocar seu Blues ficaram para trás até que ele atingiu os 30 anos de idade.

De 1956 até 1962, John estava à frente do Powerhouse Four e mais tarde do Blues Syndicate. Foi então que o Alexis Korner´s Blues Incorporated foi o pioneiro do que se tornou conhecido como The British Blues Boom dos anos 60. Alexis foi rápido para incentivar e ajudar John a se mudar para Londres, onde em breve garantiu trabalho suficiente em clubes para poder virar profissional sob o nome John Mayall´s Bluesbreakers. Após alguns anos e uma constante rotatividade de músicos, ele conheceu seu soulmate Eric Clapton, que tinha saído do Yardbirds para tocar o blues. Esta histórica união culminou no primeiro álbum e hit para os Bluesbreakers e geraram um status lendário a nível mundial.

Após Clapton e Jack Bruce deixarem a banda para formar o Cream, uma sucessão de grandes músicos definiu suas raízes no âmbito artístico sob a liderança de John, foi quando ele se tornou tão conhecido por descobrir novos talentos como pelas interpretações ferozes do Chicago Blues que ele cresceu ouvindo. Assim que os sidemen saíam para formar seus próprios grupos, outros entraram em seus lugares. Peter Green, John McVie e Mick Fleetwood tornaram-se o Fleetwood Mac. Andy Fraser formou o Free e Mick Taylor se juntou aos Rolling Stones. Como afirmou Eric Clapton, "John Mayall já teve realmente uma incrível grande escola de músicos".

Em 1969, com a sua popularidade em florescimento nos EUA, John causou agitação com o lançamento de um álbum ao vivo intitulado "A Turning Point", a partir do qual a sua canção "A Room to Move", foi destinado a se tornar um clássico do rock. Ele recebeu um disco de ouro por este álbum. Atraídos pelo clima e cultura do West Coast, John se mudou permanente da Inglaterra para Laurel Canyon em Los Angeles, quando começou a formar bandas com músicos americanos. Durante todo os anos 70, John se tornou ainda mais reverenciado no jazz / rock / blues por apresentar inovações notáveis com intérpretes como Blue Mitchell, Red Holloway, Larry Taylor e Harvey Mandel. Ele também tocou com grandes nomes do blues como John Lee Hooker, T-Bone Walker e Sonny Boy Williamson em suas primeiras tours inglesas.

O ano de 1979 revelou-se transitório e climático para John Mayall, tanto pessoal como profissional. Com o público reduzido para o blues, Mayall lutado para manter a sua carreira viva. Pessoalmente, porém, ele começou um relacionamento de 20 anos com sua atual esposa Maggie (Parker), uma cantora de Música Popular de Chicago que tinha sido contratada por Harvey Mandel da banda que tocou com Mayall. A extrema infelicidade veio no seu caminho quando um incêndio destruiu sua lendária casa de Laurel Canyon.

Determinado a subir da cinzas, Mayall perseverou. Motivado pela nostalgia e suas memórias, em 1982 John (juntamente com Mick Taylor e John McVie) decidiu reformar o original Bluesbreakers para uma tour e um vídeo do concerto intitulado Blues Alive, que apresentou Albert King, Buddy Guy, Junior Wells, Etta James e Sippie Wallace e outros. Toda uma nova geração de seguidores poderia ter uma ideia do nascimento da explosão do British Blues. A reação pública tinha convencido Mayall que ele devia retornar à sua condução das raízes blues.

Como John McVie retornou para o Fleetwood Mac e Mick reassumiu sua carreira solo, Mayall retornou para Los Angeles para selecionar uma nova encarnação do Bluesbreakers. Lançado oficialmente em 1984, incluíndo futuras estrelas de brilho próprio, com os guitarristas Coco Montoya e Walter Trout e o baterista Joe Yuele, na banda até hoje.

Os anos 90 viram o lançamento de vários álbuns de John Mayall que estabeleceu novos padrões no rock blues: "Behind The Iron Curtain", "Chicago Line", "A Sense of Place", e o Grammy-nominated "Wake Up Call" com convidados como Buddy Guy, Mavis Staples, Albert Collins e Mick Taylor.

Em 1993, o guitarrista do Texas Buddy Whittington se juntou ao Bluesbreakers e ao longo dos anos fortaleceu a banda com o seu estilo único e idéias. Fazendo sua estréia na gravação de "Spinning Coin", mostrou-se apto a seguir seus ilustres predecessores. Depois lançaram dois clássicos modernos: "Blues for the Lost Days" e "Padlock On The Blues", (este último co-produzido por John e sua esposa Maggie, com uma rara colaboração com a grande lenda do blues John Lee Hooker, amigo próximo desde o início dos anos 60).

Estes álbuns receberam grandes críticas e elogios, representam a maestria do blues de Mayall e sua contínua importância na música contemporânea. Além disso, Mayall lançou 3 CDs através de seu próprio selo, Private Stash Records; "Time Capsule", "UK Tour 2K" e "Boogie Woogie Man".

Este milênio revelou-se produtivo. 2001: Em "Along For The Ride", Mayall recebeu ex-músicos, incluindo Peter Green, Mick Taylor, Mick Fleetwood e John McVie, bem como Billy Gibbons do ZZ Top, Jonny Lang, Steve Miller, Billy Preston, Steve Cropper, Otis Rush, Gary Moore, Jeff Healey, Reese Wynans da banda de Steve Ray Vaughan e Shannon Curfman para uma espantosa exibição da força do blues, no seu melhor. Produzido por David Z, este álbum tem duetos de Mayall com nomes como Billy Preston, a lenda do blues Otis Rush e jovens sensações como Shannon Curfman. "Along For The Ride" apresenta também a primeira aparição juntos em mais de 30 anos de ex-Bluesbreakers como Peter Green, Mick Fleetwood e John McVie, que finalmente apareceram juntos como membros do Fleetwood Mac original.

Em 2002: Mayall com os Bluesbreakers, novamente produzido por David Z., gravado em 27 de agosto de 2002 lança "STORIES", que estreou na Billboard blues em # 1, e seguiu-o com uma extensa turnê mundial. 2003: John Mayall fez 70 anos. Após extensa turnê, John Mayall & The Bluesbreakers fizeram uma festa de 70º Aniversário em Liverpool, com um concerto para auxílio da UNICEF que apresentou Eric Clapton, Mick Taylor e Chris Barber. Este concerto foi filmado, gravado e lançado como um DVD e CD duplo em Dezembro de 2003. Para fechar o ano, a BBC transmitiu o documentário de uma hora de duração sobre a vida e carreira de John Mayall, intitulado "The Godfather of British Blues".

Esse programa e um documentário de 1969 foram lançados em um DVD pela Eagle Records intitulado “Godfather/The Turning Point”, assim como o CD "The Turning Point Sound Track". Em 2004, a Private Stash lançou um show ao vivo na Austrália em DVD - “Cookin´ Down Under´ e John compilou uma coleção de seus favoritos de todos os tempos contendo clássicos boogie woogie em faixas de um CD para a Documento Records com uma caixa conjunto de 4 CDs Eagle intitulada “Essentially John Mayall”. Incluirá também um bônus no disco com performances ao vivo apresentando grandes guitarras como Eric Clapton, Peter Green, Mick Taylor, Walter Trout, Coco Montoya e Buddy Whittington.

2005 viu o lançamento do 55º álbum de John, "Road Dogs", que foi produzido inteiramente pela Bluesbreakers e para o qual John escreveu 13 das 15 canções. (Os restantes 2 títulos eram de Buddy, Joe e Hank). O Bluesbreakers estão atualmente com um novo CD de estúdio intitulado “In The Palace Of The King”, que presta homenagem à música do herói do blues dos Bluesbreakers´ de longa data.

No que diz respeito ao próprio homem, o pai de seis e avô de outros seis, John Mayall aos 73 anos de idade recentemente recebeu um OBE na lista de honra da Rainha, e como de costume, não mostra sinais de diminuir seu rítmo. Ele pretende manter o blues vivo por muitos anos vindouros.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

SEMPRE VINIL DIVULGA SHOW DA BANDA THE KILLERS





The Killers

The Killers é uma banda de rock americana de Las Vegas, Nevada, formada em 2002 e composta por Brandon Flowers (vocais, teclado), Dave Keuning (guitarra, vocais), Mark Stoermer (baixo, vocais) e Ronnie Vannucci Jr. (bateria, percussão). Seus dois primeiros álbuns até hoje venderam juntos um excedente de 10 milhões de cópias pelo mundo. Eles têm o seu nome vindo do clip ‘Crystal’ da banda New Order.

Inicialmente, o The Killers tocava para clubes grandes em Las Vegas. Com os mesmos integrantes e o repertório de músicas expandindo, a banda começou a atrair a atenção de bookers talentosos, agentes locais, grandes gravadoras, “caçadores de talentos” - e um representante da Warner Bros do Reino Unido. Marrakesh Records). Agora expandido seu sucesso a Banda The Killers chega ao Brasil em Novembro para mostrar seu talento em São Paulo e Rio de Janeiro em uma única apresentação

The Killers volta ao Brasil para fazer shows e traz o show do disco DAY & AGE (2008), que já lançou os hits Human, Spaceman e The World We Live In. A apresentação também deve passar pelos dois álbuns anteriores, Hot Fuss (2004) e Sam s Town (2006), além da compilação de raridades Sawdust (2007).

o show sera na
Chácara do Jockey
Av. Pirajussara s/n (altura do Num. 5100 da Av. Francisco Morato) Centro - São Paulo (SP)
Sábado, 21 de Novembro
Horário: 20hs

Classificação etária: 16 anos (14 e 15 acompanhados de pais ou responsável legal)

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

SEMPRE VINIL LP THE WHO TOMMY


SEMPRE VINIL LP THE WHO TOMMY.




The Who é uma banda de rock britânica surgida em 1964. A formação original era composta por Pete Townshend (guitarra), Roger Daltrey (vocais), John Entwistle (baixo) e Keith Moon (bateria). O grupo alcançou fama internacional, se tornou conhecido pelo dinamismo de suas apresentações[1][2] e passou a ser considerado uma das maiores bandas de rock and roll de todos os tempos.[3] Eles também são julgados pioneiros do estilo, popularizando entre outras coisas a ópera rock (principalmente com Tommy), sob a liderança de Pete Townshend.

No princípio de sua carreira a banda ficou famosa por arrebentar completamente seus instrumentos no final dos shows (especialmente Townshend, cuja destruição de guitarras tornar-se-ia um clichê do rock, e o infame e alucinado Keith Moon, mandando seu kit de bateria pelos ares). Seus primeiros álbuns mod, repletos de canções pop curtas e agressivas, os distintos power chords de Townshend e temas recorrentes de rebelião juvenil e confusão sentimental, foram influências primordiais no surgimento do punk rock e do power pop.

A era clássica do Who (e segundo alguns a própria banda), terminou em 1978 com a morte de Keith Moon.[carece de fontes?]

É noite de Who. A multidão aguarda reverenciosamente, sua atenção vagamente focada nos imensos amplificadores de meia tonelada amontoados nas sombras do palco mal-iluminado. As luzes diminuem... duas guitarras são trazidas para o lado que será ocupado por Pete Townshend, o sistema sonoro é ligado e as luzes acesas a toda potência. Um silêncio mortal paira sobre o teatro enquanto a platéia fita o palco intensamente, carregando-o com uma energia quase palpável. O Who aparece sob intensa ovação, e o show tem início...

Graças principalmente ao esforço de bandas como o Who, ninguém mais questiona o poder do rock. O poder do rock envolve mágica. Há mágica cada vez que um grupo sobe num palco e o público responde com aquela estranha exaltação de boas-vindas, o tipo de amor reservado a não menos que deuses. Quando o primeiro acorde soa dando início a um concerto, quando o show alcança o ápice fundindo o grupo e a platéia através da música, isso é a magia funcionando.

Qualquer banda pode experimentar sua parcela dessa mágica em certo ponto de sua carreira, mas o Who é essa mágica. Está neles como se fosse parte do show, juntamente com o equipamento de som e o freezer de cerveja e soda atrás dos amplificadores de Entwistle. Eles usam a mágica como os Stones usam, como os Beatles costumavam usar, da maneira como só as bandas de Rock de verdade sabem. E eles têm feito isso ininterruptamente há anos.

Peter Townshend define o palco do Who como um lugar sagrado. Ele fala sério, tanto quanto as pessoas que comparecem aos concertos -- elas acreditam no Rock. É tudo parte da mágica. Townshend não precisa mais tocar se ele não quiser. Desde a explosão de Tommy, o Who poderia ter fechado a conta conjunta no banco e se separado -- muitas bandas fazem isso. Eles poderiam ter se apresentado no Madison Square Garden uma dezena de vezes. E não o fizeram porque acreditam no Rock e em si mesmos como uma das forças primordiais da música. Eles são exigentes e inflexíveis como artistas, ídolos e músicos, e mais, eles sabem o que querem em termos do que seja melhor para o Rock, e não se contentam com menos.

Na Inglaterra, o Who sempre foi gigantesco. Lá, os fãs a consideram a maior banda do mundo, muito mais que o Stones. Na América, houve um quê a mais de etéreo em sua ascenção. Eles desembarcaram pela porta dos fundos em 1965, tocando no programa de Murray the K Easter. Mas sempre iam embora deixando pra trás alguns fãs, e a cada retorno bem sucedido mais e mais pessoas apareciam para vê-los. De fato, o Who conquistou o público norte-americano sem a bênção dos fabricantes de lendas da mídia. Seus primeiros seguidores faziam parte do underground original do rock, jovens que procuravam algo mais além do que era oferecido pelas rádios AM.

Sua força estava em sua apresentação, uma vibração que deixou uma marca duradoura na platéia, fez com eles voltassem mais e mais para ver o grupo, fez com que eles quisessem ficar o mais perto possível. Ali estava o poder -- em parte na própria música, que era predominantemente alta e irresistivelmente impulsiva, e em parte no gênio do grupo, principalmente na sensitividade das composições de Townshend, mas também na teatralidade do grupo no palco. O Who sempre foi a imagem ideal de uma banda de rock, cada integrante contribuindo com suas características únicas, que no final formavam uma imagem estranhamente complementar -- a esquizofrenia inconsciente de Townshend, a arrogância de Daltrey, as palhaçadas de Moon e a frieza de Entwistle montavam um quebra-cabeças perfeito.

Mas a melhor coisa no Who é que ele nunca abandona seu público, ele sempre volta. Nenhuma banda inglesa pode reivindicar a distinção de ficar na estrada por tanto tempo e tão constantemente quanto o Who. Eles perceberam que a importância primária do Rock não estava nos discos, mas nas apresentações ao vivo, e seguiram seus instintos.

Finalmente, com o lançamento de Tommy, a máquina publicitária os arrebanhou e o resto do mundo descobriu o Who, "o grupo que fez a ópera-rock". Nos EUA, Tommy foi o melhor e o pior amigo que o Who poderia ter, colocando-os de uma só vez sob os refletores (quando eles o apresentavam) e no ostracismo (quando não o faziam). Antes que pudessem avançar para seu próximo sucesso, eles teriam que fazer as pessoas esquecerem Tommy. Por isso o aviso antes da última apresentação da turnê, dizendo à platéia que eles só voltariam dali a um ano.

E eles voltaram com um novo show e um novo álbum, apropriadamente chamado Who's Next. Entrevistamos a banda em um hotel de Chicago no último dia de sua turnê, 19 de agosto de 1971. A primeira entrevista, com John Entwistle, fora agendada na noite anterior, então ele já estava nos aguardando. Encontramos Entwistle assistindo televisão tranqüilamente na sala de sua suíte, enquanto brincava com diversos esqueletos de plástico.



JOHN ENTWISTLE

Vamos começar pela pergunta mais óbvia: De onde veio o apelido "The Ox"?

JE: Ah, porque eu sou o mais pesado do grupo. Nós todos temos apelidos... o do Roger é "The Dip", que vem do Dippity Do, o produto que ele usava para alisar o cabelo. O do Pete é "Bone", pois ele é alto e magrelo. Keith é "Sponge" ou "Barney", o Barney Rubble dos Flinstones, ele sempre está com aquela barba por fazer.

Esses são apelidos antigos?

JE: Oh, sim, têm uns três ou quatro anos.

Como você reuniu as pessoas que precisaria para gravar seu disco solo Smash Your Head Against the Wall? Foi uma decisão consciente de que você precisaria daquele tipo de baterista, ou...

JE: Eu passei a agendar um tempo pro álbum porque eu achava que não teria músicas o suficiente para completá-lo, então eu comecei a adiar tudo enquanto esperava pra compor o resto do material. E eu fui para o nosso escritório e Cyrano, o guitarrista, trabalha na Track porque é muito preguiçoso pra formar uma banda, e decidiu me dar uma ajuda. Começamos a procurar um baterista mas não conseguimos encontrar, e como ele é amigo de Jerry Shirley nós o chamamos. Cyrano soa um pouco como Townshend, ele toca desse jeito por ter visto a maioria dos nossos shows.

Há quanto tempo você estava planejando lançar um álbum solo? Era um sonho antigo?

JE: É, desde Tommy, na verdade, antes de começarmos a gravar Tommy estávamos pensando em lançar álbuns solo... eu nunca consegui juntar músicas o bastante porque eu só comecei a compor sério uns seis meses antes de dar início ao disco, e de repente eu comecei a compor muito mais coisas.

Então você não considera suas composições no álbum A Quick One músicas sérias?

JE: Não, na verdade não. Aquilo foi apenas minha primeira tentativa de compor. "Whiskey Man" foi feito de seis temas diferentes costurados em um só, que eu meio que reuni. "Boris the Spider" eu levei dez minutos para escrever, foi um tipo de estalo que eu tive, entende -- veio tudo de uma vez, o ritmo e os versos.

Os temas dessas duas canções foram de certa forma trazidos para seu álbum solo.

JE: É. Tem outra música sobre bebida, "Pick Me Up (Big Chicken)". Só tem esse "Big Chicken" porque no segundo verso a guitarra faz ba-bppmh [John imita com o nariz um barulho de galinha].

Quando você finalmente decidiu gravar o disco, teve de compor bastante coisa ou já tinha tudo...

JE: Não, eu tinha umas dez canções, das quais eu tentei gravar apenas seis, e ainda assim ficaram faltando mais duas. Durante a gravação das instrumentais eu fiz algumas demos básicas, e só aí musiquei essas duas canções que eu tinha na cabeça e que nunca havia tentado gravar. Outra, "My Size", foi composta no estúdio, nós fizemos os arranjos e depois eu fui pra casa e compus o tom e os versos.

Essa temática da morte aparece com bastante frequência no álbum. Acusaram você de ser mórbido no passado, embora eu não esteja bem certo de que você seja mesmo assim...

JE: Eu sempre fui obcecado com a idéia do Céu e Inferno. Não obcecado de que seja mesmo verdade, mas obcecado com toda essa lenda, de que exista alguém como o diabo. Minha família não é do tipo que é séria quando o assunto é morte, temos um senso de humor doentio, toda a família, isto é, meu pai, meu avô...

É hereditário.

JE: É, isso mesmo, é hereditário. Então eu não me importo muito de fazer piada com a morte. Eu escrevi uma música tempos atrás chamada "Teddy's Funeral", que renomeei para "Ted End" e mudei alguns versos. Foi composta há uns quatro anos, e eu compus "Heaven and Hell" na mesma época, as duas músicas são conectadas. Elas foram compostas no mesmo estado de espírito, eu estava inventando canções de horror na época, "Boris the Spider", etc.

"Ted End" foi inspirada em alguém que você conhece?

JE: "Ted End" veio de uma conversa que minha avó teve com um vizinho. Eu mudei o nome, mas todas essas coisas foram mais ou menos ditas, que seus filhos imigraram para a Austrália e que não voltariam pois não tinham dinheiro, que sua mulher se casou com outro e também não voltaria. Ele não era o tipo popular porque era bem miserável. Há toda essa seção no álbum conectada a outra, começa com "Heaven and Hell", e depois a parte do funeral, e então "You're Mine", que é como o diabo dizendo, "Não há lugar como o céu".

Esta canção também não tenta dizer que, enquanto você for humano, digo, você é humano enquanto tem sentimentos?

JE: É só... não existe alguém que nunca tenha pecado, quer dizer, todo mundo já pisou numa formiga ou algo do tipo, e isso significa que você quebrou um dos mandamentos, então você vai para o inferno. No final o diabo fala, "Todo mundo é meu por um tempo... aproveite sua estadia até que renasça novamente", é como ir para o inferno...

"You're Mine" também tem uma certa conexão com "Number 29 (External Youth)" -- existe alguma relação entre as duas que não seja só a passagem rítmica?

JE: A única conexão é que ambas são números intermediários, falam sobre tentar parecer jovem enquanto vivo, trazendo o assunto de volta à Terra um pouco.

Como uma ilusão, de alguma forma...? Sendo insincero sobre sua verdadeira aparência?

JE: Ah, sim. Fazendo cirurgia plástica e coisas desse tipo, mostrando uma imagem falsa para os outros.

E números como "What Kind of People Are They" e "What Are We Doing Here?". Eles parecem não se encaixar.

JE: Bem, o formato final do álbum, onde cada número é associado aos demais, não começa até "Heaven and Hell". O resto é simplesmente uma parte do material recente que eu compus. Em "What Are We Doing Here" os versos foram escritos nos Estados Unidos, são palavras muito saudosas, estávamos hospedados em Houston, não passava nada na televisão, não tinha bebida, havíamos feito um show terrível e eu estava longe de casa a quatro semanas e comecei a ficar com saudade, então escrevi aqueles versos. Eu compus o instrumental quando voltei, e então finalmente terminei quando já estávamos gravando o álbum. Em "What Kind of People Are They" a primeira coisa que eu compus foi a seção de metais, o começo, e então escrevi essa canção sobre pessoas em uniformes porque elas sempre parecem tão oficiosas. Garçons e policiais, sabe, eu fui expulso de tantos restaurantes só porque não estava usando terno. Eu tenho tantos recibos de estacionamento que poderia forrar um quarto com eles... multas de trânsito. Nos congestionamentos na Inglaterra, sempre que você vai até o começo tem um policial lá tentando direcionar as coisas, mas na maioria das vezes ele mesmo acaba provocando a confusão. Então eu tinha essas três coisas em mente, e juntei tudo em diferentes versos.

Então o álbum é na verdade composto de três ou quatro números individuais e a partir de "Heaven and Hell" é uma idéia unificada? Como a última canção, "I Believe in Everything", entra nessa história? É meio fantasiosa, um pouco confusa.

JE: Eu estive dizendo diversas coisas que eu nem mesmo acredito. Eu meio que escrevi isso para os intelectuais, na verdade, as pessoas que pensam, "ah, então é aí que está o cérebro de Entwistle, ele acredita mesmo nessa de diabo e inferno e todo esse papo." Então eu compus um número que trata da reencarnação, então entra no absurdo, com Papai Noel e toda aquela parte no final, só pra evitar que os intelectuais pensem que eu acredito mesmo no que eu digo, porque eles sempre parecem acreditar que você leva a sério tudo que diz. Eu levo a sério mas não muito, então eu incluí a piada pra deixá-los perdidos, e consegui.

Sim [risos], você conseguiu. Eu acho que a imagem geral do álbum, tirando "Heaven and Hell" e seus reflexos, é de uma descrição da sensibilidade da classe média. Há algo no álbum que exala um pouco disso - a idéia de caras que não conseguem chegar em casa porque estão bêbados demais, uma ligação com a canção "My Wife" do novo álbum do Who. Como você relaciona essa coisa toda agora que você está meio que distante disso, agora que você terminou o álbum?

JE: Eu na verdade não... meu círculo de amizades não envolve o mundo pop, entende, quando eu não estou trabalhando eu me divorcio estritamente desse negócio pop, a não ser que tenha algo que eu queira fazer ou ver, ou se eu quero ir a uma boate ou algo do tipo. Mas eu tento me distanciar disso, simplesmente dar um descanso à cabeça. Eu faço o suficiente em meu próprio estúdio caseiro para satisfazer meus apetites exteriores.

Você faz o que considera composições sérias sozinho, em casa, que você não pretende na verdade usar em álbuns ou algo do tipo?

JE: É, eu componho algumas coisas clássicas em partitura.

Às vezes você deve se sentir terrivelmente frustrado com o Who.

JE: É assim que acaba sendo, porque eu tive dois números em Tommy e comecei a compor bastante durante aquele ano, e gostei da maioria dos números que compus na época, mas então de repente tudo aquilo pareceu lixo pra mim. Eu separei tudo e gravei as demos em meu estúdio e aí Tommy surgiu e eu tive que largar todo aquele material pra trabalhar nos dois números para Tommy. Depois tivemos aquele álbum ao vivo, que me proporcionou um tempo para começar a compor novamente. No final eu simplesmente comecei a ficar frustrado, se eu não tivesse feito o álbum solo, o que era o caminho mais fácil, eu poderia ter deixado a banda. A coisa estava ficando feia... e era a única coisa que eu poderia ter feito, porque eu tenho essa reputação de ser o integrante quieto, o que eu sou mesmo, mas só no palco, visualmente.

Por quê?

JE: Era a única saída pra mim, mostrar para as pessoas que eu sou uma entidade, um compositor também, eu tenho meu próprio cérebro musical. Eu não sou um robô, um boneco de papelão no palco. Eu tenho uma mente aqui também... era um aborrecimento. Eu não poderia... o único momento em que eu realmente curto tocar ao vivo é durante os improvisos. Eu não gosto de tocar arranjos, mas não posso me livrar do restante do material. Tommy eu aprendi a gostar. Nós tocamos isso tantas vezes... o grupo sempre me acusou de cair no sono no palco e continuar tocando, eles se viram pra mim e percebem meus olhos fechados, e eu ali encostado nos amplificadores. Devo admitir que alguns shows eu realmente não me lembro de ter feito, eu simplesmente subo lá e toco e então acabou.

Você não gostou de Tommy no começo?

JE: Eu acho que aquilo é só uma associação de idéias, na verdade. Nos tomou oito meses ininterruptos, seis meses gravando, dois meses mixando. Tivemos que refazer a maioria das faixas, porque aquilo levava tanto tempo que precisávamos ficar voltando e renovando os números, e simplesmente começamos a enlouquecer, estávamos sofrendo uma lavagem cerebral pela coisa toda, e eu comecei a odiar aquilo. De fato eu só toquei o disco duas vezes até hoje. Eu não acho que Tommy seja sobre o que está na gravação -- eu acho que ele ganha vida é no palco. A mensagem é muito mais forte ao vivo do que no disco.

O Who sempre pareceu trabalhar assim. Versões gravadas das músicas não tomam forma até serem tocadas ao vivo por um tempo.

JE: Sim, como em "Cobwebs and Strange", aquela coisa da banda de metais me divertiu muito. Nosso empresário naquela época estava completamente pirado -- ele nos fez marchar em fila, dando voltas no estúdio, porque queria aquele som indo e vindo.

E nós ficamos marchando em volta de uma caixa de som no canto do estúdio, que já tinha o baixo, bateria e guitarra que havíamos gravado, e ficamos ouvindo aquilo e marchando em volta com Pete liderando, manuseando o gravador, eu tocando tuba, Roger tocando notas aleatórias em um trombone atrás de mim e Keith com dois chimbals presos por alças, tudo isso enquanto marchávamos dentro do estúdio. E sempre que passávamos pela caixa de som percebíamos que estávamos fora do tempo, porque até completarmos a volta ficávamos sem ouvir a música de fundo. Se fôssemos usar fones, iríamos nos embolar com os fios, então no final tivemos que gravar parados mesmo, mas toda vez que ouço essa música me lembro da gente marchando dentro do estúdio.

Quando vocês estavam gravando Tommy, como suas duas canções se encaixaram no amplo conceito do enredo? Foi Pete que se aproximou de você e disse "eu tenho buracos na história a serem preenchidos", ou algo do tipo?

JE: Não, Pete disse que havia dois personagens que ele achava que ele mesmo não poderia desenvolver tão bem quanto eu. Um era um tio homossexual e o outro era um primo cruel, que deveriam representar duas das experiências traumáticas de Tommy, essa e a Acid Queen. Eu achei tão fácil que compus "Fiddle About", com o personagem Uncle Ernie, enquanto voltava para casa. Se eu tenho um tema, uma idéia para uma canção, então ela surge quase que instantaneamente.

E quanto aos instrumentos de sopro no álbum? Você começou sua carreira tocando trompete, então isso não deve ser sua prioridade na hora de gravar.

JE: É verdade. O The Who sempre quer usar toda a seção de metais nos álbuns tocada por mim, mas ao mesmo tempo a banda sempre se orgulhou de ser capaz de apresentar as canções dos álbuns ao vivo. É importante, contudo, porque o grupo estaria ferrado se não pudéssemos tocar ao vivo. Porque essa é a única oportunidade em que nós realmente podemos ver que temos algo em comum, a única hora em que ficamos realmente juntos. É a única chance de nos reunirmos porque nós somos completamente diferentes uns dos outros. Nós não socializamos. No estúdio sempre ficamos meio que rabujentos, todo mundo de saco cheio e cada um indo pra um lado, porque estavam todos bebendo nos pubs antes da sessão. E isso me parece um inferno de vida, entrar em estúdio apenas para gravar seu último álbum e depois ficar esperando pra ver o resultado. Ao invés de sair e tocar aquilo para as pessoas, que é a única coisa a se fazer se você não quiser ficar pra trás.

Com o álbum a sua frente isso inclusive acrescenta credibilidade ao show, o que deve ser importante, não é?

JE: Tommy acabara de ser lançado e tocamos aquilo algumas vezes durante a turnê nos Estados Unidos. No começo as pessoas diziam, "Isso é um exagero", principalmente porque aquilo era como um mamute. Mas enquanto a turnê progredia, aquilo começou a significar algo para as pessoas, começou a funcionar ... (neste ponto o telefone toca, e Entwistle atende. "Alô? Sim ... ah, olá sr. Fox [ele está falando com o baterista do James Gang, Jim Fox]. Problemas com o exército? ... Sério? ... Oh, Jesus Cristo, ha! É ... eu tenho uma faca fantástica, se você quiser cortar seu dedo fora, heh, heh." Entwistle desliga e me diz que Jim Fox acabara de ser convocado).

Eu vou tentar fazer meu próximo álbum sem guitarra, se possível ... Há alguns números neste álbum em que eu não usei guitarra, como "What Are We Doing Here", que só tem um violão, "You're Mine" também só no violão ... em meus números eu prefiro a textura do piano, ao invés da guitarra. Eu componho mais ao piano agora, e não consigo tocar guitarra base, então não há um só trecho de guitarra na demo e todo o número toma forma em volta do piano, metais, e quaisquer outros instrumentos que eu esteja usando, então a guitarra não tem importância. Se você toca da mesma maneira que está na demo, então não precisa da guitarra.

Como será seu próximo álbum?

JE: Ainda com humor negro, mas sem falar de mortes e funerais e essas coisas. Talvez tenha umas duas canções sobre envelhecimento. É mais com os instrumentos que serão usados que eu estou preocupado, e a maneira como tudo será gravado, porque temos nosso próprio engenheiro-de-som agora, Glyn Johns. Ele meio que assinou conosco, nós não precisamos de um produtor, precisamos mais de uma espécie de produtor-engenheiro que possa apenas se sentar no estúdio e nos dar o som que queremos enquanto gravamos, já que não podemos ficar na sala de controle e tocar ao mesmo tempo.

Mas como eu disse, no próximo álbum eu quero me livrar da guitarra quase que completamente. Eu comprei novos instrumentos para esta turnê. Eu comprei uma trompa francesa porque a minha antiga enferrujou, é por isso que eu não a usei no álbum. E comprei um melofone, que é tipo uma trompa mas só que mais fácil de tocar -- é como uma trompa reduzida, e comprei um trompete piccolo para que eu possa alcançar notas mais altas, e também um trombone.

Você vai ter um bocado de trabalho pra gravar tudo isso...

JE: Oh, eu fiz isso nesse último. Em "No. 29" nós usamos quatro canais para a bateria em estéreo, o baixo e a guitarra rítmica, e então dois canais para o piano elétrico, quatro trombones, quatro trompetes e quatro vocais. Ainda tivemos que mixar os 16 canais e reduzir um pouco a sequência. Oh, sim, inclusive todos os vocais foram comprimidos no canal de percussão.

É bastante complexo.

JE: É. Eu levei três semanas pra gravar.

É incrível que as músicas ainda mantenham tanta vitalidade com todas essas adições.

JE: Não se você consegue energia o bastante no instrumental, e se você se sentir à vontade quando estiver justapondo os instrumentos, ou se você realmente conseguir tocar com toda sua energia durante esse tempo -- quer dizer, eu devo ter tomado umas cinquenta garrafas de bebida fazendo esse álbum... eu vou fazer um solo de baixo no próximo álbum -- já passou da hora de outro solo de baixo...

*****


Eu fiquei estupefato com a urbanidade de Entwistle. Apesar de seu célebre senso de humor mórbido, ele se comportou exatamente como um típico nobre escocês. Pareceu-me que, dos quatro membros do grupo, Entwistle seria o mais próximo da sanidade.

Eu deixo John com um cordial aperto de mão e sigo para a suíte de Pete Townshend. Ele abre a porta com um sorriso e nos conduz à sala, onde estão alguns de seus amigos. Pete dá a um deles sua palheta enquanto todos saem, e depois de fitar atentamente a TV em cores que mostra um filme mudo com pessoas a cavalo numa perseguição na neve, ele vai até o botão e a desliga, sentando-se em seu colchão...


PETER TOWNSHEND

Você está prestes a finalizar sua primeira turnê pela América depois de um ano, a primeira turnê pós-Tommy. Analisando em retrospecto, o que você achou deste retorno?

PT: Nós retornarmos com um ponto de vista estranhíssimo em relação a tudo e a todos. Ficamos o princípio do ano inteiro tentando realizar um filme que seria basicamente a válvula de escape para nossos problemas. Na realidade passamos bastante tempo fazendo outras coisas envolvidas com música, shows, equipamentos e coisas do tipo. Tentando melhorar a nós mesmos para que quando finalmente chegasse o momento de produzir o filme haveria então um The Who novo e melhor, como acabou acontecendo, e nos baseamos nisso inclusive para dar ao filme um impacto adicional. Isso acabou sendo provavelmente a maior perda de tempo que grupo já teve desde que começou. Basicamente porque era uma espécie de coisa despropositada, essa em que estávamos envolvidos.

Você quer dizer muito incerta?

PT: É. Com esse conjunto de esforços sentimos agora que provavelmente trabalhamos mais duro no ano passado do que nunca. Não apenas tivemos que ... quer dizer, eu me desgastei a ponto de sofrer um colapso nervoso -- eu nunca sofri um, na verdade, mas cheguei perto, e eu nunca passara por algo desse tipo antes -- eu sempre senti uma abundância de energia, principalmente em se tratando de um de meus projetos, sempre pensei "bem, que se dane, é minha idéia, eu tenho que persistir, convencer todo mundo que ela é boa e aí a coisa vai" e colocava mais energia naquilo do que o restante. Mas neste caso em particular nós demos voltas e voltas e voltas, o prazo estourando depois de seis meses sem resultados, só problemas, e apenas eu envolvido naquilo e o resto do grupo ficando de saco cheio, John gravando seu próprio álbum, Roger me ligando todo dia tentando me convencer a abandonar tudo, entende, dizendo que o que precisávamos mesmo fazer era cair na estrada. Ah, e eventualmente nós desistimos, e pra ser sincero acabamos voltando ao velho método. Nós entramos no estúdio, escolhi alguns dos números que eu tinha para o projeto cinematográfico, gravamos essas músicas...

Quais?

PT: Er, "Pure and Easy", "Gettin' in Tune", "Won't Get Fooled Again", "Love Ain't For Keeping" e "Behind Blue Eyes". Fizemos um álbum normal e naturalmente aconteceu de realizarmos uma turnê também normal, por alguma razão, daí viemos e tocamos, na verdade não tendo nada mais o que fazer exceto promover o novo álbum.

Você acha mesmo que Who's Next é assim tão normal?

PT: Acho.

Mas a adição de sintetizadores não representa uma mudança no antigo formato dinâmico do Who?

PT: Eu gosto de pensar que sim. Quando produzimos a nós mesmos provavelmente ficamos um pouco embaraçados com nossas próprias identidades musicais na gravação -- podemos não gostar de certas coisas, idiossincrasias que nos fazem mais The Who. Então esse é um tipo de álbum não-Who, em vários aspectos e em materiais como "Baba O'Riley". Os versos fodem tudo, entende, mas é provavelmente uma das melhores performances vocais de Roger que eu já ouvi, e ele está cantando sobre nada -- isso é que eu acho triste [risos].

Como assim, "ele está cantando sobre nada"?

PT: Ele está cantando ... sobre nada! ... veja só: "Out here in the fields I fight for my meals...", quer dizer, é um trecho do roteiro ... um trecho do roteiro de um filme que nunca aconteceu.

A não ser que seja só eu colocando o que eu acho do grupo nisso, mas eu sei que não estou sozinho pensando assim... eu não conheço os detalhes desse filme, mas me parece que o sentimento dele se manifesta no álbum.

PT: Isso é bom. Esperávamos que fosse assim porque pensamos... no começo iríamos fazer um álbum duplo... iríamos fazer um álbum duplo porque pensamos, bem, foram oito meses de nossas vidas, certo? Pro melhor ou pro pior vamos deixar assim... porque eu tenho um quarto entulhado com essas gravações realmente estranhas e coisas do tipo, a maioria em sistema quadrifônico, que queríamos usar ao vivo, efeitos especiais de colagem de fitas e tudo o mais.

O material no álbum é bem destemido, quer dizer, não é um som puramente elétrico, são sons musicais, são sons de rock que funcionam celestialmente em você. Pretendíamos fazer o projeto completo, mas então percebemos que seria muito melhor, muito mais seguro pegar apenas o melhor daquilo e fazer um álbum de rock bom, sólido, porque tínhamos muito, muito medo de fazer o que o Beatles fez, nos expor como eles fizeram com seus álbuns duplos e acabar parecendo que aquilo era um exagero, muitas idéias desconexas que o público veria como individuais, apesar do fato de no fundo aquilo estar sempre ali presente.

Nós decidimos por um álbum simples porque na verdade era a coisa mais certa a se fazer, basicamente cada ângulo, cada tangente que abrimos nós eventualmente deixamos pra trás, voltando a um território mais familiar para o grupo. E quanto mais isso acontecia mais o ponto de vista do Roger prevalecia, de que a banda estava perfeitamente bem como estava e que eu não deveria mexer com isso.

Você estava tentando modificar o grupo?

PT: Ah, sim, eu estava na verdade... é, de certo modo sim. Mas se é para entrar nesse assunto é melhor tratá-lo como algo à parte. Então na realidade minha posição no momento é... obviamente muito, muito feliz que o grupo tenha se esforçado e por ainda ter a coragem de voltar. Às vezes é muito mais difícil recuar do que avançar. Nós progredimos, estávamos trabalhando e tínhamos um álbum que era o ponto culminante de todos aqueles esforços. Mas voltar aos Estados Unidos têm tido o mesmo valor. É legal porque estamos aqui, porque estamos realizando isso, mas eu ainda tenho as mesmas necessidades dentro de mim, eu ainda sinto as mesmas...

Frustrações?

PT: Frustrações, se você preferir, mas muito mais do que isso -- ambições para o rock and roll e para o grupo. Ter de passar pela turnê e ter de passar por Who's Next e todo o resto com o único propósito de chegar aonde temos de chegar me deixa impaciente, de saber se o rock and roll irá continuar e se o The Who irá continuar evoluindo. Porque você não pode simplesmente parar só porque alguém decidiu que esse é o seu ápice.

Muitos grupos fazem isso. Muitos grupos simplesmente dizem, "é aqui nosso lugar" e deixam por isso mesmo. Tommy deve ter sido -- pode ter sido pelo menos uma vez -- um ponto bem tentador onde se firmar.

PT: Na verdade não, porque... me fez sentir apenas que, se podíamos fazer algo como AQUILO, então poderíamos fazer algo relacionado à interação com o público, que é do que ele realmente trata. Eu costumava imaginar com frequência o quão potente algo como Tommy seria se não chegasse a ser um álbum, se fosse baseado apenas nas apresentações ao vivo. E eu comecei a pensar dessa maneira, que esse esquema de discos primeiro e shows depois teria de ser invertido de alguma forma. Eu ainda sinto isso.

Álbuns do Who sempre parecem ser um reflexo do que o grupo irá usar ao vivo, e as versões ao vivo são geralmente muito melhores, mas eu não sei quanto a Who's Next, pois agora vocês estão usando sintetizadores e coisas do tipo, e enfatizando uma linha bem nítida entre o material do álbum e o material do palco.

PT: Um dos lados disso é que nós sempre consideramos o álbum o ponto de partida de nossas apresentações... na verdade a maneira como preparamos um show como Who's Next é muito parecida com a que estamos acostumados -- pegar os números praticamente possíveis de serem tocados e -- o melhor e mais intrépido sendo "Won't Get Fooled Again", esse é, literalmente, o coelho em minha cartola no momento, é neste que estou apostando mais, porque esta era a base, este foi o primeiro número que fizemos. Mas isso tem que ser transcendido, entende? "Won't Get Fooled Again" é excelente porque é o tipo de ritmo golpeante com o qual você consegue tocar junto. O restante é um pouco mais sutil, mas nós vamos aprender a tocá-los, e tocá-los ao vivo, porque....

Você por um acaso vê isso como...

PT: Como certeza. Não só isso, mas eu definitivamente pretendo começar a usar fitas no palco. Você comprime um pedal e consegue o som. E inclusive processar o vocal através do sintetizador e também programar os sintetizadores para tocar a seção rítmica. Eles têm essas coisas chamadas seqüênciadores. Você faz todo o trabalho antes do show, programa a coisa toda e então vai e toca em cima disso. Uma vez que o grupo estabeleça um método de monitorar o efeito das fitas ou o que quer que aconteça, está tudo bem. O grande problema nesses oito primeiros meses de trabalho, de certo modo, foi que cada ponte técnica que enfrentamos foi muito difícil de se cruzar, porque estávamos tentando fazer tudo de uma vez, tentando produzir o filme, inventar um novo Who, realizar grandes avanços na música, compor uma leva de novas canções, eu estava tentando escrever um roteiro para o filme, estávamos tentando montar um P.A. quadrifônico, estávamos mergulhados nisso até o fundo mas na verdade sem chegar a lugar nenhum.

E você acabou saindo disso com "Won't Get Fooled Again".

PT: É [risos].

Então você vê esse novo -- eu não queria usar essa frase -- novo auge do Who, talvez, como uma espécie de mergulho na eletrônica?

PT: Nós somos músicos elétricos, afinal de contas. A guitarra é um ponto de partida... a guitarra se tornou, digamos, o violino da orquestra de rock. É o instrumento através do qual personalidades se identificam e se estabilizam. Você pode identificar melhor um guitarrista do que um violinista, na verdade.... porque ela se tornou um instrumento que é quase como uma voz, há diferentes tipos de sons que surgem de diferentes modos de tocar e é como... você consegue reconhecer o guitarrista.

Então sempre houve essa parcela de desumanidade, se você preferir assim, mas é só um ponto de partida, porque a guitarra não é só uma guitarra, quando ela é ligada se transforma num instrumento gigante que pode entreter 60,000 pessoas. Pode realizar outro tanto de coisas, uma guitarra pode ser o centro de controle de um sintetizador. Uma guitarra pode entrar no sintetizador e ter seu som separado e depois reunido de uma forma completamente diferente. No álbum, em Who's Next, há uma técnica bastante simples que usamos com o sintetizador ARP, se chama envelope follower, você conecta a guitarra nele e consegue uma espécie de som de wah-wah, só que mais leve.

Isso foi em "Going Mobile". Então foi assim que você conseguiu aquele som incrível.

PT: Mas era a própria guitarra que controlava a quantidade a ser filtrada. Quando se tocava uma nota o filtro fazia Bwaumm! E quando a corda parava o filtro se fechava, então você ficava sem nada.

O trecho sintetizado em "Baba O'Riley" é supostamente uma representação de sua personalidade ou algo do tipo, não é?

PT: É. Eu acho meio difícil explicar porque a intenção era boa, mas no final acabou saindo tudo meio atropelado. Eu acho que o que eu estava tentando empreender, na verdade, era uma técnica estilo John Cage, que era pegar... era parte da minha cruzada de "fazer o rock ser mais reflexivo". Deixar de lado toda a babaquice e ir direto à "alma" do negócio, e tirar a música dali. "Baba O'Riley" é o mais próximo que eu consegui chegar disso.

O efeito em "Baba O'Riley" é bem estranho. Há outra canção estranha no álbum, "Song Is Over". Qual a finalidade dela, ou o que você pretendia fazer?

PT: Essa era a última canção do filme. Basicamente o que acontece no roteiro... É uma era em que a superpopulação e a poluição e problemas desse tipo forçaram o homem a viver uma existência totalmente artificial. Ele vivencia essa experiência como num casulo -- é uma idéia bem batida em histórias de ficção-científica, na verdade -- fechado em um traje de experiência - Você veste o traje e vivencia programas. Na superfície eles fazem isso em tubos porque no topo... há uma elite -- um traje de experiência é caríssimo, mas considerado a melhor coisa a se fazer por seus filhos -- colocá-los em um traje de experiência e eles crescem naquilo e ficam longe dos problemas da superfície. E é na superfície que todas as coisas ruins acontecem, é lá que está toda a corja, é lá que vivem todos os hippies e fazendeiros. Os protagonistas da coisa são a escória da superfície, considerada a classe pobre, e as pessoas nos trajes de experiência.

O Festival Hall em Londres é dominado e várias experiências passam a ser realizadas ali, como... orgias e partidas de futebol, e o que mais você puder imaginar. Mas aquilo se tornou uma espécie de encenação -- como uma forma de arte por si só -- para fornecer boas experiências para as pessoas nos trajes. A arte tomou um caminho bem distinto do que é hoje, se tornando algo a ser apreciado por SER a vida, e é isso que você VIVE.

E por outro lado temos esse cara, que eu chamei de "Bobby", que decide que isso é uma besteira e que a única maneira de consertar tudo é através do rock and roll. Ele é um velho músico de rock and roll, e fala o tempo todo de suas lembranças dos velhos tempos -- basicamente uma representação da minha personalidade. E ele tentará organizar um concerto de seis meses de duração com a mesma platéia, e em volta daquilo armar um campo de força para que ninguém mais entre, e então eles simplesmente fazem isso -- se entregam totalmente a um concerto de rock and roll à moda antiga. A platéia é formada por pessoas comuns, pela escória da superfície e alguns fazendeiros, é daí que surgiu "Baba O'Riley".

O que eventualmente acontece é que a coisa toda vai ficando grande demais, e o governo, por ver aquilo como algo subversivo, decide que o concerto tem que ser interrompido porque, uma vez em seus trajes de experiência, as pessoas estão sob controle deles.

Isso resulta, basicamente, em um dia incrível. Bobby reúne as peças musicais de cada indivíduo e transforma aquilo em algo que seria... eu iria usar "Baba O'Riley" nesta parte, que começaria com todos dançando, e aquilo no final... "Baba O'Riley" tinha originalmente trinta minutos de duração e a versão atual é apenas uma junção dos pontos altos, mas há várias e várias passagens intermediárias que seriam usadas no filme para as cenas em que o público dança. A temperatura vai subindo cada vez mais... o campo de força falha por um momento, as tropas do governo invadem o teatro e Bobby, em um balcão acima do palco, leva um tiro e cai de lá. Quando ele começa a cair todos correm para tentar apanhá-lo, e quando ele atinge a multidão todos desaparecem, e isso seria o final de tudo, entendeu? Mas na versão escrita apenas os que estavam tomando parte no concerto desaparecem, o resto permanece lá, olhando para o vazio, sem saber o que aconteceu. Eles se foram. E é aí que "Song Is Over" começa. Nessa parte teríamos a Bonzo Dog Doo-Da Band tocando.

O ponto central é que o equipamento que foi usado, que eles usaram no teatro, é o equipamento que era utilizado para programar os trajes de experiência, então todos dentro dos trajes morrem porque ficam sem experiências, sem comida, sem nada. Os jovens desaparecem, e os únicos que restam são os fazendeiros e os oficiais do governo e alguns indivíduos espalhados por aí, e isso se torna uma espécie de deserto. Esta é mais ou menos a sinopse do roteiro, e "Song Is Over" seria como a canção final. É por isso que ela é meio estranha, é como uma mistura de tristeza e ansiedade, mas ao mesmo tempo tem essa euforia.

Há felicidade nela. Um sentimento de libertação.

PT: Porque basicamente fica subentendido que os jovens foram para algum lugar...

Ter escrito isso foi bom para que eu pudesse expressar, "bem, na verdade é isso que eu quero ver acontecer, é o que eu acho que o rock é capaz de fazer". Mas não dessa maneira óbvia, de ficção-científica. Digo, a ficção-científica é hoje, se você quiser, mas o que eu quis dizer é que... foi o veículo que eu escolhi como tema porque o que eu mais leio é ficção-científica, e eu senti que ela permitiria que eu me libertasse de verdades absolutas.

Basicamente, o que você está dizendo sobre o rock é, "a magia se foi. O rock and roll pode avançar para um novo ponto e é lá que estamos tentando chegar". Você está tentando realizar o que Bobby estava tentando na história...

PT: Isso, isso. O que realmente sentimos é que... temos uma grande responsabilidade porque somos capazes de fazer ISSO. Ou avançar em direção a isso, digo, obviamente eu não me impressionaria se algo tão sensacional quanto o que acontece no roteiro chegasse a ser realizado de verdade, mas eu me importo em ter uma platéia para quem tocar, e eu me importo se eles me amam ou se eu os amo, quer dizer, eu me importo com as experiências que eu tive no palco por terem sido muito raras, isso na América em particular, eu vivenciei as experiências mais profundas no palco, e eu sinto isso se esvaindo devido ao fato do rock ser um meio acelerante. Está sempre acelerando, sempre avançando cada vez mais rápido. Assim que isso começar a se estabilizar a velocidade talvez não diminua, ela pode permanecer a mesma, então o rock continuará a ser o que foi ano passado, há outra ópera-rock, há outro isso, há outro aquilo, há outro superastro e assim vai e vai e vai. Mas se não continuar acelerando, não estará refletindo as mudanças nos jovens, porque os jovens estão sempre acelerando, a vida acelera, entende o que eu digo? Nunca pára de ir cada vez mais rápido e rápido e rápido. A evolução não... a evolução está num plano que aumenta logariticamente, então tudo o mais é assim, na ciência, no rock. E quando o rock se estabilizar e começar a se firmar apenas no que ele conseguiu de melhor, vai ser aí que eu começarei a sofrer, entende...

Estamos num período de entressafra.

PT: Bem, eu não me importo, esses períodos são necessários...

Mas têm acontecido com bastante frequência ultimamente.

PT: Várias pessoas têm me acusado, no que provavelmente é uma acusação real, de que eu não consigo esperar pela próxima sensação, e que eu tenho medo de que o The Who possa não ser essa sensação. Ambas são verdadeiras, mas grande parte do fato reside nisso de que nós não existiríamos em qualquer outro lugar a não ser no rock. E o único lugar onde PODEMOS estar, agora, é na frente. Para nós, para o público e para qualquer um. Nós nos colocamos nesta posição, e agora só há uma maneira de seguir, e é pra cima. Entretanto, eu não estou falando necessariamente de uma subida, não é aquilo de "vamos nos dar bem de qualquer maneira" -- vamos chamar isso de um aprofundamento, que é a definição mais apropriada.

Passou-se um ano e vocês voltaram. Um ano é bastante tempo afastado, quase tempo demais, mas vocês voltaram na hora certa, entende, para se manterem na frente. O que você pensa disso?

PT: Bem, eu acho que em alguns casos nós voltamos na hora, mas em outros não teria importância se não tivéssemos voltado porque, pra ser sincero, eu não acho que estávamos perdendo alguma coisa.

Mas você acabou de dizer que as coisas estão sempre acelerando...

PT: Bem, pode ser, mas o grupo tem que fazer o que ele é capaz de fazer. Quando tentamos algo que não é nossa especialidade nós simplesmente não temos sucesso. Eu acho triste, por exemplo, os Stones terem perdido dois anos de história americana, mas isso na verdade não importa...

Para eles?

PT: Sei lá, quer dizer, eu não acho que realmente importa na amplitude geral das coisas. Eu não acho importante se o Who cair morto amanhã. Mas o que eu quero dizer...

É que para o Who isso importa.

PT: De certo modo sim, mas eu quis dizer é que quem deve se importar, entende, é a nação rockeira, porque a perda deles repercute nas nossas próprias perdas. Eu acho, basicamente, por sermos aqueles que pegam as instabilidades e inseguranças, de algum modo passageiras e às vezes sem importância, dos jovens, e as vivenciamos. E isso pode ser bem difícil, entende? Você está recebendo um bocado de frustrações das pessoas, mas quando elas estão muito frustradas, o grupo se torna muito mais frustrado. É como numa dessas situações... você não está só refletindo aquilo, está também vivendo um caso extremo -- isto é, quando estamos na estrada, obviamente... é por isso que é tão bom ser uma maldita banda inglesa, porque você pode voltar pra casa e pode analisar, pode pensar, e você pode descansar e refletir e se tornar ainda mais forte.

Tem algo que você disse antes que eu queria tratar, mas eu esqueci o que é... tem a ver com sua relação com a platéia... seu compromisso...

PT: Nós entendemos essa relação, mas é realmente difícil falar disso, é uma daquelas coisas que você tem que experimentar pra saber. Nós definitivamente desenvolvemos um sexto sentido para saber a direção dos pensamentos do público num certo momento, mas podemos nos atrapalhar às vezes porque esse sexto sentido de repente parece funcionar em níveis diferentes para cada um. Em outras palavras, eu posso subir no palco e decidir que a platéia não está nem aí, e talvez eu decida usar táticas de guerrilha nela. Roger pode decidir que aquela é uma tarde agradável e que ele se sente em casa e que aquela é uma platéia fácil, amigável, e que ele nem vai precisar se esforçar. Keith pode resolver que sentiu a loucura no ar, então cada um decide usar diferentes tipos de estratégias. Eu acho que isso indica que o grupo está encarando platéias muito mais como indivíduos no momento, e menos como um grupo. Isso nos leva novamente ao ponto que, para ser um realmente um grupo, você tem que ser completamente intimidado pela platéia, você tem que ser muito mais desafiado pela platéia. Para ser um grupo você tem que ser aquilo, literalmente, porque a platéia vê você como um grupo. Quando o grupo se torna maior do que a platéia então eles começam a analisar você como indivíduo e passam a esperar por certas expressões e movimentos, e então eles não vêem mais você como uma massa, vêem você como quatro pessoas que, que... são gigantescas... é como ter quatro grandes... como ter um homem e uma mulher no palco e chamá-los de marido e mulher. Tomar um pouco de ácido, entende? E olhar pra eles e perceber que não há como essas pessoas estarem mesmo conectadas [risos].

Não há como, de maneira nenhuma, a coisa toda é completa e totalmente uma piada, e a conexão que eles esperam está mais além. Mas no momento, apesar de separados, acontece de eles estarem caminhando juntos na mesma direção... na maior parte do tempo. E eu me sinto sob esse tipo de análise rockeira, bastante influenciada pelas drogas. Você é mais forte quando está em grupo, e quando está trabalhando unido, e quando está confiante de suas capacidades, do que no estado em que estamos agora. Nós sabemos que vamos nos separar... ah... mas nós queremos isso.

Vocês querem se separar.

PT: Sim. Eu acho que esse é o tipo de coisa que está acontecendo com a banda, sabe.

Eu pensei que essa situação tivesse melhorado quando John lançou seu álbum solo.

PT: Não, eu quis dizer que... não é esse tipo de separação, como "queremos acabar com a banda", não nos sentamos e dizemos "eu queria cair fora", entende o que eu quero dizer... voar em direções opostas. Manter quatro caras unidos é como... cada um no grupo tem de lidar com três pessoas ao mesmo tempo e numa rotina diária e acaba que, acaba que você gasta tanta energia mantendo o grupo unido que não sobra muito para que se possa encarar uma platéia de modo positivo. Não é como...

Você sente, agora que está no comando, que seria possível conduzir a platéia com maestria?

PT: Você estava certo da primeira vez. Eu realmente percebo isso -- o sentimento de que somos mais fortes agora, de que fazemos nossas melhores apresentações quando subimos no palco sem tolerância pra qualquer insensatez -- "Este é um concerto de rock and roll seus filhos da puta, então calem a boca e prestem atenção na música", o que dificilmente seria considerado rock and roll, mas surte o efeito desejado.

Deixe-me dar um exemplo, e um que eu conheço muito bem: Nova York. Toda vez que vocês se apresentam lá, ao que parece, algo desastroso acontece na noite de estréia. Quer dizer, alguém foi assassinado da última vez. E houve o incêndio no Fillmore, o assassinato de Martin Luther King, toda vez acontece alguma tragédia. Você acredita que é apenas coincidência?

PT: Ah... bom, vamos colocar dessa forma: eu não acho que o Who tocando em Nova York tenha algo a ver com Martin Luther King. Mas definitivamente tem a ver com a morte do garoto, porque ele estava tentando chegar ao nosso concerto, ou assim me disseram. Então isso definitivamente está em nossas costas. É uma dessas coisas que podem acontecer em shows de rock.

O incêndio, de certa maneira, foi um episódio estranho, mas até então... há rumores sobre isso também, alguns dizem que foi uma bomba incendiária que tinha como alvo o Fillmore, no que Bill Graham afirma que conhece a história real, de que era uma coisa envolvendo a proteção da loja vizinha, uma casa de jogos ou algo do tipo -- e que o cara estava falindo e se recusou a pagar por proteção, e deixou que explodissem o lugar para que pudesse receber o dinheiro do seguro, entende? Basicamente [risos] é a história desse aí.

Mas é estranho que esse tipo de coisa sempre aconteça em conjunção com um show de estréia do The Who em Nova York.

PT: Bem, acontece um monte de coisas, digo... quando eu for avô terei um monte de histórias pra contar -- quer dizer, o rock and roll tende a dar essas voltas como... acelerar um bocado os acontecimentos. Se você está em um grupo de rock and roll, certo? Particularmente se você está no Who, parece que você está tentando viver 80 anos de sua vida em um período ínfimo de tempo, entende? Na época que você tem mais energia pra isso e você alcança a maturidade muito muito cedo, mesmo sendo ainda muito muito jovem, isso como que balanceia uma situação que é praticamente o ideal de uma existência utópica na qual um astro do rock é feliz, certo? Resumindo, o Who está bastante envolvido com esse tipo de situação no momento. Na luz dos extremos dessa experiência que você está passando, entende, com a vida avançando tão incrivelmente rápido, conhecendo montes e montes de pessoas e lidando com um peso incrível de karma por todo o tempo, tentando evitar relacionamentos e construir relacionamentos e daí em diante, tentando se livrar de algumas e ao mesmo tempo lidar com um número incrivelmente alto de pessoas, você acaba... a morte de um político parece bastante inócua, o tipo de coisa que inevitavelmente aconteceria, é como um pneu furar ou um acidente de avião ou... quer dizer, na turnê com os Herman's Hermits o maldito avião bateu, e ninguém notou, ninguém disse nada. Ninguém. Ninguém SE IMPORTOU. Acidente de pouso... isso foi na época da nossa turnê com os Herman's Hermits mas mesmo assim não deixa de ser insano... você vai e espera pela explosão e ela chega -- BANG! Keith explodiu seu laboratório novamente, dia após dia. E ainda assim eles nos recebem de braços abertos nos Holyday Inns! Esse é o tipo de coisa -- quer dizer, todo muito diz coisas trágicas sobre as mortes de Hendrix e Joplin, mas ambos viveram numa escala tão acelerada que a hora deles finalmente chegou. Eram ambos pessoas muito velhas e muito experientes.

O sentimento que eu tive com o novo álbum foi... há um novo objetivo, e esse é o primeiro passo. Qual foi o tamanho desse passo para a banda?

PT: Um grande passo, como A Quick One foi. É difícil dizer. Eu realmente não sei, ainda, para qual direção foi esse passo. Eu já arrumei um título, no entanto, mas não vou lhe dizer, pois é o melhor título que eu já inventei para qualquer projeto. Engloba tudo -- o que iremos fazer... surgiu em Cleveland -- eu tive esse lampejo, então eu meio que sei a direção que eu quero seguir. Um título é a reflexão de um lampejo, se é que você me entende. Você tem uma idéia e a partir daí a concepção de algo, e o título é meramente uma afirmação.

Esse título é positivo?

PT: É. Eu acho que sabemos pra onde estamos indo.

Você não vai fazer o filme agora, o projeto foi abandonado, certo?

PT: Sim. Vou te contar, um de nossos problemas, de fato nosso maior problema, é que nossos empresários queriam desesperadamente fazer o filme, e eles são pessoas muito desorganizadas. Eles assumiram o Who com a única intenção de realizar um filme. E isso é algo que eu acho que Kit Lambert quer desesperadamente fazer antes de morrer, acho que é isso que provavelmente o mantém vivo. Quando eu sugeri a ele que déssemos outra chance ao projeto do filme sobre Tommy, ele literalmente pulou de alegria e me abraçou e me beijou e me levou pra almoçar e voltou a falar comigo, entende [risos]. Quer dizer, quando eu disse que talvez seria uma boa se ele dirigisse o filme, ele abriu mão de todas as suas posses, colocou tudo num grande caminhão e despejou no meu quintal, dizendo que seria meu servo pelo resto da vida. Isto é quanto Kit deseja fazer um filme.

O Who na realidade também sentiu isso, digo, nós queremos fazer uma porra de filme incrível e impressionante mas no fim é apenas cinema -- um dos motivos de eu achar que é importante, é porque esse ainda é um meio que pode capturar a imensidão do rock, a grandeza dele. Woodstock por exemplo, você sente a grandeza do evento. Não existe outra maneira de mostrar aquilo, seja pelas pessoas falando ou por fotos ou todo o resto -- o filme realiza isso, e o filme pode capturar a grandeza do rock e também a grandeza do som. Isso é importante, grandes amplificadores por todo o cinema. E também pode capturar as futilidades -- as coisas que a maioria dos jovens não vêem. Você sabe, a realidade, o que acontece por trás do pano, mas que não deixa de ser parte daquilo. É difícil falar disso sem soar como se fôssemos fazer um documentário.

Você quer produzir um filme sobre o The Who?

PT: Nós queremos produzir um filme sobre o que o Who irá fazer -- o que o Who faz. Nós projetamos isso em termos de como mudar as apresentações de rock, entende, do nosso ponto de vista, que teremos de fazer isso.

A essência geral é de que o rock não pode mais satisfazer as pessoas. As pessoas terão que SER o rock, e o rock terá que ser um tipo diferente de evento, algo para onde você vai e vivencia aquilo. Quer dizer, há vários detalhes impraticáveis nisso, mas há coisas que precisam ser feitas. O que quer que aconteça ou o que precisar ser feito, nós faremos, e provaremos que o fizemos, e que isso aconteceu através do filme. E então ninguém mais vai aceitar esse esquema em que o rock tem de funcionar, confinado no que foi pré-estabelecido por outros tipos de música, outros tipos de entretenimento, pelo balé, pela ópera, pelo circo, pelo futebol, por outras formas de diversão, porque o rock é diferente, e precisa de sua própria estrutura para funcionar.

De certo modo se torna apenas uma questão de preparo, se você está lá ou não. Enquanto você puder ver aquilo, e ser aquilo, você é aquilo.

PT: Certo. Outra coisa óbvia é que os discos são ótimos porque você pode sentir a vida através deles. O vídeo também será primordial. Há muitos preconceitos com o formato limitado da televisão. Eu mesmo não gosto muito e... as pessoas vão querer projetar as imagens, eu acho, ao invés de assistir na televisão. Em todo caso, isso significa que, quando essa época chegar, o rock poderá realizar coisas incríveis, como pessoas produzindo seus próprios filmes e músicos produzindo filmes para as pessoas, e ambos sendo reconhecidos através desse meio.

A única questão que eu tenho no entanto é essa: isso é obviamente uma viagem sua e de Kit Lambert. Onde ficariam os outros integrantes do Who? Quer dizer, onde John Entwistle se encaixaria em um filme?

PT: Eu realmente não sei. Na verdade eu nunca me sentei com John e discuti onde ele poderia se encaixar. Eu simplesmente escrevo as músicas e peço a ele pra tocar, ou... sou amigo dele, na verdade. Com alguém, por exemplo, como Keith, você pode sentir um certo nível de entusiasmo, quer dizer, Keith é realmente uma pessoa entusiástica. Se você vai e conversa com ele sobre um projeto, ele fica todo empolgado e quer fazer aquilo na mesma hora. Roger, mais uma vez, tem uma reserva incrível de energia -- é reservado, certo? Da mesma maneira como John é reservado, mas é diferente, ele... é menos ambicioso, eu acho, mais conformado com o que quer que aconteça. Mas John é simplesmente... nós aprendemos mais sobre John por ele ter feito um álbum do que em todos esses anos que ele vem tocando conosco. Verdade, porque ele FEZ aquilo, e aquilo significou algo para nós, é o que eu estava falando sobre reconhecimento. Esse disco do John foi muito esclarecedor pra mim.

O motivo de eu ter perguntado é porque, quando você fala de transformar isso em filme, quando você fala em ampliar o tipo de impressão sensorial que você causa nas pessoas, não só ao vivo mas de maneira gravada, então isso se torna, digamos, história. Você mudaria a definição do grupo em termos que são muito difíceis de serem alcançados. Não é mais apenas o Who, mas uma entidade histórica.

PT: Eu não acho que tenha de ser apenas o Who, pura e simplesmente. Eu acho que o que quer que façamos resolverá inúmeros problemas, e para avançarmos de onde estamos agora teremos de aprender muito uns sobre os outros. Obviamente terei de dar uma quantidade fantástica, e também o grupo, em termos de imagem e crédito e coisas desse tipo. Mas nós receberemos de volta uma quantidade fantástica em matéria de público, em matéria de resposta. Se isto irá nos solidificar ainda mais como um grupo ou nos tornar ainda mais individualistas eu não sei, mas estamos nos tornando mais individuais no momento, então de certo modo, o que quer que façamos, eu acho que, se positivo, irá fazer o The Who mais The Who.

Eu vejo o álbum de John na maior parte como um álbum do Who, da mesma maneira que sinto as noitadas bizarras de Keith com Bonzo Dog, ou seu programa de rádio com Viv Standshell [sic, Stanshall] na Inglaterra e tudo isso, e ele provavelmente fazendo álbuns cômicos e coisas do tipo, como parte do trabalho do Who. Eu sinto que meu álbum sobre Meher Baba é do Who também, em vários aspectos. Eu sinto que isso é o Who. Eu acho tudo isso ótimo, enquanto o grupo puder tirar proveito. "My Wife" é o melhor número de rock do álbum, na minha opinião.

Uma última questão. Você poderia me antecipar o que irá acontecer quanto a tudo isso no futuro imediato, porque ainda me parece meio vago?

PT: Bom, primeiramente vamos dar uma pausa. Não um dia de folga, mas dar um tempo a nós mesmos para mantermos tudo coeso e evolutivo, e fazer com que as coisas passem a pertencer mais ao Who do que às minhas fantasias pessoais. Ao voltar e trabalhar na produção do nosso show, tentaremos empregar o uso de mais fitas no palco, mais efeitos... vamos tentar melhorar a iluminação, com a qual estamos muito, muito insatisfeitos no momento. Com a quantidade de trabalho envolvido, essa parte do show ainda é muito fraca. Tentaremos botar o som nos eixos, e cair de cabeça juntos nessa área, e faremos um especial de TV que será um documentário sobre a banda produzindo o filme. O motivo de eu querer fazer isso, à parte o fato de sentirmos que poderia ser incrivelmente interessante, é que achamos que catalisará uma boa quantidade de ação, vai na verdade fazer a coisa toda acontecer. Entende o que eu quero dizer? Oh, e também um álbum...

Who's Next deixará muitas pontas soltas se não ganhar uma continuação. Assim como A Quick One precedeu Sell Out, que meio que concretizou várias idéias que foram começadas ali, me parece que vocês terão de dar uma continuidade ao que foi iniciado com Who's Next com algo que represente um pouco mais do que o Who tem pela frente.

PT: Bem, eu acho que a evolução natural do som da banda vai realizar grande parte disso, e uma positividade crescente também. Mas, mais do que tudo, o que faremos será juntar as pontas soltas envolvidas. Sabendo que Who's Next é o resultado de um problema não-resolvido, quando esse problema terminar Who's Next terá um significado diferente. Será parte do problema e será mais interessante de certo modo, assim que realizarmos o que pretendemos fazer, eu acho.

*****


É difícil conduzir uma entrevista com Peter Townshend. Ele parece totalmente em casa desde o começo, tenta ser tão prestativo quanto possível, e no geral controla ele mesmo a entrevista, respondendo a maioria das perguntas antes mesmo de você ter a chance de fazê-las.

Em contraste, Roger Daltrey parece bastante desconfortável. O encontramos reunido com alguns amigos em seu quarto. Ele está rouco, o tempo inteiro chupando pastilhas para a garganta e tirando baforadas nervosas de um cigarro de menta. Ele é incrivelmente gentil, mas parece pisar em terreno completamente estranho.


ROGER DALTREY

Como você se sente agora, voltando a viajar em turnê?

RD: Muito velho, cara. Muito velho pra ficar lá cantando. Eu só precisava de uns dias aqui ou ali, essas apresentações toda noite tão ficando demais.

Pete falou sobre um filme que o grupo estava planejando fazer no futuro, um próximo passo para a banda. Como você se encaixa nisso -- o que o grupo vai fazer agora?

RD: Depende do que vai ser... eu gosto do que a banda tá fazendo agora... basicamente uma idéia... eu não posso falar disso. Na verdade eu não quero falar disso... quer dizer, basicamente é sobre rock and roll, só, simples assim. Nós vamos tentar fazer o primeiro filme de rock and roll.

Você vai tentar compor algum material pra isso?

RD: Eu estou compondo também, mas não combina com o Who, entende?

Você tem feito músicas?

RD: É, o tempo todo... só que não é pro The Who. E eu não quero fazer um disco solo. Talvez quando tudo tiver terminado, talvez. Tudo que eu vejo é que alguém precisa manter todo mundo unido, então eu gasto todo meu tempo tentando manter a gente junto.

Existe a possibilidade da banda se separar?

RD: Estamos mais perto disso do que nunca.

John disse que estava a ponto de deixar o grupo na época que lançou seu disco solo, o que o fez...

RD: John está sempre deixando o grupo. Talvez seja esse o problema, entende, talvez John simplesmente não queira estar no grupo, sei lá [dá um sorriso vazio].

Pete disse que estão se abrindo tantas portas que ele sente vontade de seguir sozinho, mas não pode porque a banda como um todo... é muito importante.

RD: Er... Pete e eu estamos nos dando bem, melhor do que nunca! Eu acho que é uma das razões de ainda estarmos juntos... tem algumas coisas rolando, mas a gente não pode desenvolver nada aqui, vamos trabalhar tudo quando voltarmos pra Inglaterra.

Estão sempre escrevendo análises complexas sobre o The Who tocando ao vivo, dizendo que você é freqüentemente usado como porta-voz dos pontos de vista do Pete e coisas do tipo...

RD: Bom, obviamente é verdade.

O quanto de você realmente se envolve nisso?

RD: Oh, bastante. Pete sempre escreveu músicas com as quais eu me identifico, então metade da batalha já está ganha. É fácil cantar sobre algo que você acredita. E enquanto eu continuar acreditando, eu posso continuar cantando. Eu me envolvo bastante nisso, pode ter certeza. Eu acho que de qualquer maneira muitas das composições de Pete são inspiradas em mim. Muitas das idéias são minhas, mas ele consegue colocar as palavras aonde eu não consigo. Acho que Pete sempre quis ser, de certo modo.

Vocês então se reúnem e...

RD: Ah, não. Ele escreve a canção e eu canto. Ele faz uma fita dela de um jeito e eu canto de outro.

A voz dele tem muito pouco alcance, mas...

RD: É, ele usa a voz muito bem, normalmente costuma funcionar. O que você achou do nosso novo show?

Bem, eu acho que vocês amadureceram mais, no sentido de canções como "Won't Get Fooled Again" terem sido desenvolvidas. No princípio houve altos e baixos, mas agora parece que está tudo no mesmo nível.

RD: Nós vamos experimentar mais com as fitas, elas são muito boas. O único porém é tentar não ficar muito preso a elas, é aí que Pete e eu sempre discordamos. Mas como sempre, Pete está um pouco afoito demais, mas eu prefiro que o grupo faça do jeito dele do que deixar a fita no topo, fazendo a coisa toda ao redor da fita, que é o que acontece em "Won't Get Fooled Again" -- a música toda é baseada no tema no sintetizador, o que eu acho completamente errado. Bom, funciona legal, se encaixa bem no número mas... chega.

Você acha que seu público tenha de alguma maneira mudado, desde a última vez que vocês estiveram na América?

RD: É. Mudou um bocado. Parece ser muito mais adolescente agora.

Como você se sente em relação a isso?

RD: Ah, estranho. Eu ainda não parei pra pensar nisso. E não fico pensando muito em quartos de hotel também -- ruim pra você... Deve ser uma coisa boa, entende, adolescentes histéricos crescem e desenvolvem mais bom gosto... nós já tivemos esse tipo de público antes.

O que acontece, eu acho, é que há um grande vazio, e uma quantidade terrível de garotos famintos vagando por aí, procurando por algo. Mas não há esse algo, na verdade -- é por isso que eu fiquei entusiasmado com o retorno do The Who, mas agora que eu paro e falo sobre isso, ninguém sabe ao certo... todo mundo parece muito reservado quanto a todos os aspectos.

RD: É aí que nós voltamos pra casa pra pensar no próximo projeto.

O consenso geral é de que aparentemente esta não foi uma turnê bem-sucedida para a banda. Como se houvesse algo incomodando vocês.

RD: É, eu não acho que tenha sido um sucesso -- quer dizer, nós não ganhamos terreno, eu não sinto.

Bom, mas vocês esperavam ganhar terreno?

RD: Na verdade não. A gente esperava mostrar pras pessoas que ainda estamos vivos e que nos importamos com elas. Então eu acho que fizemos o que pretendíamos fazer. Mas ainda é difícil fazer isso.

Eu sempre achei que nunca deveríamos ter sumido. A gente devia ter se firmado no que fazemos de melhor ao invés de nos afastarmos, que foi o que fizemos. O único problema, o que me incomoda com a banda -- não é um problema sério, é só que... eu sinto que estou cantando melhor do que nunca e estou gostando muito, e realmente recebendo sensações boas do público. Pete está tocando melhor... eu acho que o sucesso do grupo é que subiu um pouco na cabeça deles. Não escreva isso aí [risos]. Está tudo bem se você disser que está consciente disso, talvez faça algum bem. Porque eu digo a eles o tempo todo e sempre sou ridicularizado. Pete realmente tentou, e eu estou mesmo tentando porque -- eu acho que não conseguimos.

O que você quer dizer com isso?

RD: Bem, a situação não é assim desesperadora, quer dizer, é só uma questão de reconhecimento, entende... vamos falar a verdade, ninguém está tocando assim tão mal -- a maioria das pessoas não vão nem perceber. Mas nós percebemos, eu percebo, e o que eu quero é ficar melhor, não pior. Até onde eu sei, eu tenho cantado bem há apenas, vamos ver... tem talvez dois anos, que eu comecei a pegar o jeito. Até onde eu sei nós acabamos de começar. Isso que é tão estranho. Quer dizer, fizemos os melhores shows de nossas vidas na Inglaterra, foram os melhores shows que já fizemos. Todo mundo tocava muito. Então depois, sei lá...

O rock and roll é basicamente contraditório. Digo, você está lidando com uma...

RD: Esse que é o problema, porra, isso não pode ser.

Bem, enquanto você tiver uma situação em que uma pessoa pense que cinco dólares lhe proporcionarão algo imprevisível -- vai ser contraditório, porque há essa idéia de "Rock como Teatro" e, você me entende, "Rock como Entretenimento Pessoal", em contraste com a idéia do rock como sendo na verdade uma força vital que transcende tudo isso, e as contradições surgem numa base diária, mundana, rotineira. Só depois de um longo período de distanciamento é que "apenas as coisas boas" se destacam.

RD: Eles não esperam mais do que os cinco dólares em seus bolsos. Realmente. É assim que eu vejo isso, de qualquer maneira ... sabe como é? ... Veja, eu quis dizer ... esse é que é o problema com o rock, que os garotos tenham de pagar cinco dólares para vê-lo e eles acham que têm de receber de volta o valor desses cinco dólares. Esse é o problema, mas não tem nada a ver conosco. Nós damos tudo o que temos ... nós realmente damos. E você não pode dar mais, quer dizer, se isso não é o bastante ... quer dizer, por cinco dólares ... quer dizer, eu, nós éramos pobres há cinco anos atrás, porra, a gente estava começando a ganhar dinheiro. Isso ainda significa tudo pra mim. Se fosse a situação inversa, quer dizer, eu pagaria cinco dólares pra ver os Beatles reunidos mais uma vez. Eu pagaria cem dólares pra vê-los de volta [risos]. Eu pagaria milhares de dólares, na verdade. Porque o dinheiro significa tudo, só para vê-los. A maioria dos jovens não enxerga dessa maneira hoje em dia ... além do fato de você ter essa encheção de saco nos negócios. Quer dizer, agentes e toda essa merda, se preocupando com quanto dinheiro estão ganhando, o que é uma babaquice ...

O que você espera do futuro imediato?

RD: Viagens, sei lá. A idéia que Pete teve é incrível. Eu o apoio totalmente.

E você acha que ela pode ser realizada?

RD: É o jeito como ele quer que ela funcione que proporciona essa vantagem sobre a outra. Sua outra idéia também era ótima. Infelizmente, ele tentou correr antes de poder andar. Eu pude ver isso, todo mundo pôde... eu me aconselho bastante com nossos agenciadores de turnê porque eles ... eles não são músicos e podem enxergar muito mais além do que nós. Eles podem enxergar a platéia porque não estão sob os refletores. Eles podem ouvir o som por inteiro. Eu converso com eles o tempo todo, sobre várias coisas, e recebo várias idéias para o show. Mesmo que eles não pudessem realizar essa idéia do Pete, da maneira como ele havia escrito. Então eu não estava sendo apenas dogmático. Eu simplesmente sabia que não iria funcionar e que deveríamos estar fazendo o que estamos fazendo agora, mas talvez a gente esteja fazendo isso tarde demais. O álbum deveria ter sido lançado bem antes.

Concordo. O álbum deveria ter surgido alguns meses atrás para que as pessoas pudessem se familiarizar com ele, porque o material apresentado é muito recente. Há algo aí fora que vocês estão buscando...

RD: Sim. Eu sei o que é ... nós vamos conseguir. Eu não vou dizer nada sobre a idéia dele, eu sei que você está tentando pescar isso de mim mas eu não vou ...

Ninguém quer dizer nada, a idéia deve ser mesmo muito boa.

RD: E é.

*****


Deixando Roger nós seguimos para o nono andar, onde Keith Moon está hospedado. Moon é bem conhecido por suas traquinagens -- ele é um dos mais célebres palhaços do rock. E quando entramos em seu quarto essa imagem é totalmente correspondida. Comparada à elegante complacência das outras três, a suíte de Moon é um caos. Uma mesa portátil está no centro da sala, coberta de pilhas de garrafas vazias e meio cheias e lixo variado. O som da televisão vindo de um dos cômodos é bem audível, providenciando um constante zumbido eletrônico a todos os presentes. Já Keith está majestoso, nos recebendo com uma saudação enquanto oferece uma garrafa de bebida.

Mas assim como muitos palhaços antes dele, Keith não é tolo, mas um esperto manipulador de máscaras e posturas, por todo o tempo confiante de que está dando a você não mais do que ele pretende. Eu me vejo gradualmente fechando minha guarda contra ele, até que a entrevista começa a desandar na direção de uma batalha de egos numa sala de estar.


KEITH MOON

Eu vou começar com uma pergunta bem direta. Como você analisa seu papel com o The Who?

KM: Um... meio baterista, intermediário e... meio que lunático de plantão [começa a passar a abertura do The Avengers na televisão]. Caramba, começou The Avengers? Venha, senhorita Peal... Oh, sim, me desculpe, sinto muito, er, ah...

Agora vocês estão no topo, são uma grande banda e obviamente fazem bastante sucesso mas... pra você, existe mais alguma coisa que te estimule a seguir em frente?

KM: Mais sucesso! Ah, bem é, ah... eu sinto que a quantidade de talento e poder no grupo, sabe, é muito mas ainda não atingiu sua conclusão natural. Ainda há muita coisa que podemos fazer -- muitas coisas que fazemos agora que podemos fazer ainda melhor.

Com Who's Next eu senti que há algo lá fora que vocês acabaram de começar, a ponto de...

KM: Isso é verdade. Quando estávamos trabalhando em A Quick One e no negócio da mini-ópera, a gente não sabia nada ainda sobre Tommy, não sabíamos que estava funcionando até finalizarmos Tommy. É real agora, estamos usando muito mais aparelhos eletrônicos... sintetizadores e diferentes instrumentos.

Bem, como você lida com isso sendo Keith Moon, baterista do The Who?

KM: Bem, assim mesmo, como Keith Moon baterista do The 'Oo. É assim que eu faço.

Você simplesmente reage a isso, se sente satisfeito, sem parar pra pensar nem nada?

KM: Pensar nisso só atrapalha as coisas.

Bem, eu percebi. É um contraste com, digamos, Pete, que parece pensar sobre tudo constantemente. Você não parece se importar mas ... bem, deixe-me colocar desta maneira -- ocasionalmente, quando "Won't Get Fooled Again" começa, você sai do ritmo.

KM: Entendo.

Quer dizer, como se fosse uma posição estranha. Você se sente desconfortável tendo de tocar acompanhado de uma gravação?

KM: Não, é, ah ... é por ser metronômico, ter um padrão de tempo muito rígido. Aquilo não flutua por completo, você tem que pensar mecanicamente. E acaba perdendo interesse. É simplesmente adotar um conceito e trabalhar com aquele conceito, aquele formato. É um formato muito mais confortável agora do que antes. Eu mudei alguns móveis de posição e encarpetei o lugar. Eu acho muito mais fácil trabalhar com isso agora. No começo era simplesmente desconfortável.

Quando você começou a usar os fones-de-ouvido?

KM: Mais ou menos no meio da turnê. O grande problema era não poder ouvir a fita. Então temos John e Pete detonando tudo e esta fita, que é importante porque eles se baseiam em mim. E eu me baseio na fita, então se eu não escutar aquilo todos ficarão perdidos.

Ah, claro. Pete disse que ele toca com o topo do seu kit e John com seu bumbo.

KM: É verdade. E eu toco com a fita. Se a fita não estiver ali, nenhum de nós estará. Então tivemos essa idéia do fone-de-ouvido, estávamos tocando em alguns teatros onde os monitores eram simplesmente inaudíveis. Aconteceu na primeira noite em Forest Hills.

Eu tive um par de fones que pegaram fogo. Eu estava usando aquilo e Bob chegou correndo na metade de "Won't Get Fooled Again", com um balde d'água. Ele parecia que ia jogar aquilo em mim. Daí eu tentei desviar, e quando virei a cabeça vi aquela fumaça toda saindo dos fones, o maldito troço estava em chamas. É isso que eu chamo de pirotecnia!

Você gostou do novo show? Há uma grande diferença...

KM: Gostei. Está melhorando agora, temos tocado bastante -- está muito mais familiar, nós podemos relaxar mais. Quando você começa aquilo tem que se concentrar em tocar os números corretamente, então você não pode se divertir e relaxar, e a platéia sente isso. Havia aquela aura de novidade ao redor daquilo e, ah, agora está mais tranquilo... podemos simplesmente tocar a música, como que subconscientemente...

Você não acha que foram incluídas músicas novas em demasia, na tentativa de se afastar das apresentações passadas (Tommy, etc)?

KM: Não gostamos de abandonar nenhuma música de qualquer período em particular do grupo -- preferimos mantê-las, mas o material principal tem que ser o novo.

Vocês todos se reúnem antes da turnê e trabalham a ordem das músicas, etc?

KM: Sim. A gente só escolhe quais vão funcionar no palco e quais não vão. Então nós como que esquematizamos uma ordem pra elas, esta ficaria bem aqui, essa outra não. Temos uma espécie de estoque de músicas, daí podemos interagir bem uma música com outra.

Uma coisa que me surpreendeu ao conversar com os outros três é que parece haver um quê de decepção quanto à turnê, e com a maneira como ela se desenvolveu, culpa em parte dos problemas com o equipamento.

KM: É. Têm sido meio que um problema. O público... foi incrível, eles têm sido fantásticos. Isso afetou... Pete e John... e, ah, Roger, mais do que a mim [risos]. Acontece que eu sou o único acústico da banda... bem, Roger, mas ele tem mais equipamento do que qualquer um.

Você quer dizer o P.A.

KM: É, o P.A., o monstro que ele é... Estamos fazendo uma apresentação com a qual não somos totalmente familiarizados, entende, e ainda temos isso acontecendo ao mesmo tempo, então é muito difícil lidar com esse tipo de coisa. Você precisa confiar em seu equipamento, mas é claro que não é sempre culpa dele -- em alguns salões você tem uma tomada de cinco bocais no camarim e tem que ligar dez toneladas e meia de equipamento nela. Em alguns teatros, temos que ligar os cabos direto nos postes da rua... aceita um drink?

Claro... o que você achou dessa nova idéia do Pete, de fazer um filme?

KM: Eu não sei, qual é essa nova idéia dele? Diga lá, ele ainda não me contou... eu acho, ah, teremos que nos reunir e conversar bastante quando voltarmos, porque há um monte de idéias surgindo nesta turnê e que ainda não foram usadas, então quando voltarmos tiraremos algumas semanas de folga, John vai levar seus cachorros pra passear, então a gente vai se reunir e tomar umas, ficarmos bêbados e não decidirmos absolutamente nada ... mas eventualmente isso acaba se resolvendo, foi assim que fizemos Tommy, no pub em frente ao estúdio. [Então, abruptamente] Eu acho que vou ter que juntar minhas coisas e descer pro quarto do Ox...

*****

Deixamos Moon bem a tempo de seguir para a casa de espetáculos. O Who está numa grande noite e toca um set final enlouquecedor, ressonante com o próprio sentido de sua ascendência. Seu retorno foi um sucesso, realizado sob seus próprios termos, e a banda mais uma vez provou seu valor.

O ponto alto da noite é o número principal, "Won't Get Fooled Again"; a introdução de Townshend passa a limpo a história do Who e termina com um floreio: "Nós vimos você fazer isto", ele ergue o punho fechado, "vimos você fazer isto", um sinal da paz, "então simplesmente faremos o que está entre eles ... isto." Ele estica seu braço numa saudação nazista. "É uma evolução natural, sabe como é...". Então, numa voz muito mais alta, "Este aqui, o número que estamos prestes a tocar, bota todo esse lixo... de lado. Essa é uma canção de rock and roll..." Aplausos da platéia "... que é a salvação ... da sociedade ... atual!" Agora, gritando o mais alto que pode, "Won't ... Get ... Fooled ... Agaaaiiinnn!"


THE WHO DISCOGRAFIA OFICIAL:
Álbuns de estúdio
My Generation (nos EUA: The Who Sings My Generation) (1965)
A Quick One (nos EUA: Happy Jack) (1966)
The Who Sell Out (1967)
Tommy (1969)
Who's Next (1971)
Quadrophenia (1973)
The Who by Numbers (1975)
Who Are You (1978)
Face Dances (1981)
It's Hard (1982)
Endless Wire (2006)

THE WHO Álbuns ao vivo
Live at Leeds (1970)
Who's Last (1984)
Join Together (1990)
Live at the Isle of Wight Festival 1970 (1996)
BBC Sessions (2000)
The Blues To The Bush (2000)
Live at the Royal Albert Hall (2003)
Encore Series 2002 (2002)
Encore Series 2004 (2004)
Encore Series 2006 (2006)
Live from Toronto (2006)

THE WHO Coletâneas
Magic Bus: The Who on Tour (1968)
Direct Hits (1968)
Meaty Beaty Big and Bouncy (1971)
Odds & Sods (1974)
The Story Of The Who (1976)
Phases (9 LP box set) (1981)
Hooligans (1981)
Join Together (1982)
Who's Greatest Hits (1983)
Rarities Vol.1 (1983)
Rarities Vol.2 (1983)
The Singles (1984)
The Who Collection (1985)
Who's Missing (1985)
Two's Missing (1987)
Who's Better, Who's Best (1988)
Thirty Years of Maximum R&B (boxset com 4 CDs) (1994)
My Generation: The Very Best of the Who (1996)
The Ultimate Collection (2002)
20th Century Masters - The Best of the Who (2003)
The 1st Singles Box (boxset com 12 CDs de 12 x 7") (2004)
Then and Now (2004)

THE WHO Trilhas sonoras
The Kids Are Alright (1979)
Amazing Journey: The Story of the Who (2008)

THE WHO EPs
Ready Steady Who! (11 de novembro de 1966)
"Disguises" / "Circles" / "Batman" / "Bucket T" / "Barbara Ann"
Tommy (11 de novembro de 1970)
"Overture" / "Christmas" / "I’m Free" / "See Me Feel Me"
Wire & Glass (2006)

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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Sempre Vinil: show do AC/DC no Brasil.


Sempre Vinil: show do AC/DC no Brasil.




O AC/DC iniciou em outubro uma turnê mundial para divulgar o novo álbum da banda, Black Ice.

É bom lembrar que o AC/DC lançou o disco anterior, "Stiff Upper Lip", em 2000, então já era mais do que tempo de uma das maiores bandas do rock, hard rock, metal ou qualquer outro gênero pesado voltar ao estúdio e aos palcos.

A assessoria de imprensa da TF4 divulgou uma nota na madrugada de hoje (19/09), informando que a data de divulgação das informações sobre o show em São Paulo foi alterada, do dia 21 de Setembro para o dia 24 de Setembro. Confira:
"A Time For Fun confirma a realização do megashow "Black Ice World Tour", do AC/DC, no Estádio do Morumbi, dia 27 de Novembro. Os ingressos começam a ser vendidos a partir de 01° de Outubro. Mais informações sobre preços e horários serão divulgadas em 24 de Setembro."

A banda esta Formada atualmente por Brian Johnson (vocais), Angus Young (guitarra),
Malcolm Young (guitarra e backing vocal), Cliff Williams (baixo) e Phil Rudd (bateria), a banda lançou em 2008 o álbum "Black ice".

AC/DC DISCOGRAFIA OFICIAL:
Álbuns de estúdio.
1975: High Voltage (versão australiana)
1975: T.N.T.
1976: High Voltage (versão internacional)
1976: Dirty Deeds Done Dirt Cheap (versão australiana)
1976: Dirty Deeds Done Dirt Cheap (versão internacional)
1977: Let There Be Rock (versão australiana)
1977: Let There Be Rock (versão internacional)
1978: Powerage
1979: Highway to Hell
1980: Back In Black
1981: For Those About to Rock We Salute You
1983: Flick of the Switch
1985: Fly on the Wall
1986: Who Made Who
1988: Blow Up Your Video
1990: The Razors Edge
1995: Ballbreaker
2000: Stiff Upper Lip
2008: Black Ice


segunda-feira, 21 de setembro de 2009

SEMPRE VINIL LP CILIBRINAS DO ÉDEN



SEMPRE VINIL LP: CILIBRINAS DO ÉDEN - RITA LEE E LÚCIA TURNBULL.
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SELO PHILIPS - 1973, LIMITADO A 500 CÓPIAS, NUMERADO À MÃO!!!


Durante o decorrer do ano de 1973, a gravadora Philips promoveu o famoso Phono 73 com shows ao vivo com todos os contratados da gravadora na época. Rita Lee, acompanhada de Lucia Turnbull, apareceu pela primeira vez após sua saída dos Mutantes com o titulo da dupla ''Cilibrinas do Éden''. Algum tempo depois, as Cilibrinas e o grupo Tutty-Frutty entraram no estúdios da Philips para gravar um álbum, que não se sabe se foi gravado em fins de 1973 ou inicio de 1974. O fato é que o álbum ficou pronto e a gravadora simplesmente não lançou! Em seu lugar, Mazolla (o produtor) foi chamado para lapidar o álbum, reaproveitado apenas a musica ''mamãe natureza'' que foi totalmente regravada deixando as outras nos velhos tapes da gravadora abandonados até este lançamento do LP!
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Improvisos e influências do LSD marcam a música.
TODAS AS MÚSICAS DO LP, COMENTADAS:
1 Cilibrinas do Éden - Uma viagem sonora com sussurros, teremim, risos, suspiros, sinetas e frases como "Eu não vi, eu não creio". Improvisos e influências do LSD marcam a música, uma das que foram gravadas num palco de teatro, com uma pequena platéia de amigos e técnicos de som. Dá até para ouvir alguns aplausos no final.
2 "Festival divino" - Cheia de cordas e bastante melancólica, conta a história de um paraíso em que bichos falam, o deus é
cabeludo e vive tocando sua viola. O inferno, por sua vez, tem pessoas de ternos e de cabelos curtos. A abertura da canção, aliás, é um dos registros mais puros e belos da voz de Rita.
3 "Bad trip" (Ainda bem) - Uma das melhores do disco. Foi dela que surgiu "Shangrilá" (do mesmo álbum de "Lança perfume", de 1980). O começo, aliás, é praticamente o mesmo: "De repente eu me vejo/ Amarelada, bodeada, sem ninguém/ Nessas horas aparece a preguiça/ A vontade de sumir... de vez". A partir daí, entretanto, Rita revela versos bem mais pesados ("Que medo/ Que grilo/
Que bode/ Bad trip"). No final, para enganar a censura, ela repete a frase "Tive vontade, sim, de dar um tiro na cabeça". Mas, para fechar a canção, canta apenas "Tive vontade, sim, de dar...".
4 "Vamos voltar ao princípio porque lá é o fim" - Outra no esquema viagem total. Rita canta em dueto com Lúcia Turnbull: "Quero ouvir as trombetas chamando por mim".
5 "Paixão da minha existência atribulada" - "Sinto você/ Nesse meu violão/ Toco sua música/ Com minha mão/ Me apaixonei por você e por mim!", cantam Rita e Lúcia nesse rock acústico.
6 "Gente fina é outra coisa" - Rita é uma das compositoras mais censuradas na época da ditadura militar. Essa música é um exemplo. A roqueira canta sobre os valores impostos pela sociedade da época: "Não vá se misturar/ Com esses meninos cabeludos que só pensam em tocar/ E você escuta o papai dizendo/ Que gente fina é outra coisa... Hoje mesmo te vi/ pensei que fosse seu pai/ Não, não, não, mas que decepção/ Eu fiquei triste de ver/ A sua vida começando pelo lado errado". E os censores não perdoaram: "Na letra em exame, uma jovem insurge-se contra o pátrio-poder, ao tentar persuadir um amigo a desacreditar de seu pai para juntar-se a um grupo juvenil de comportamento duvidoso", assinala o censor José do Carmo Andrade num documento de 30 de agosto de 1973. Ele afirma ainda que "a mensagem é negativa e induz aos maus costumes". Em outra tentativa de liberação, datada de novembro de 73, a letra de Rita é barrada novamente: "Apresenta conotação anárquica... sua liberação poderia acarretar uma desagregação social e familiar, de consequências negativas". Em 1977, Rita reaproveitou a música e fez uma letra nova para ela, que foi gravada com o título de "Locomotivas" para a novela de mesmo nome da TV Globo.
7 "Nessas alturas dos acontecimentos" - Rock pesado de Rita em parceria com o Tutti Frutti. Ela canta: "Periga até pintar um disco/ Tudo pode acontecer/ Você vai ver/ E quem fica parado é poste/ Eu quero é me locomover". Essa música, aliás, apareceu numa coletânea obscura que a Polygram colocou no mercado em 1981, só com músicas dos três primeiros discos dela, chamada "Os grandes sucessos de Ritta Lee" (assim, com dois Ts mesmo, como ela chegou a assinar no começo da carreira).
8 "E você ainda duvida" - Outra composição só de Rita, um hino ao rock, nos mesmos moldes de outros que a ruiva viria a fazer mais tarde (Como "Esse tal de roquenrol", de 1975, e "Orra meu", de 1980). O final tem versos de "Tutti frutti", de Little Richard. Essa faixa chegou a ser lançada oficialmente num disco do primeiro festival Hollywood Rock, de 1975. O álbum, que contava com músicas dos artistas que participaram do festival (como Rita, Raul Seixas e Erasmo Carlos) era para ser ao vivo. Mas acabou se tornando uma enganação: as gravações não tiveram qualidade e a gravadora simplesmente pegou músicas de estúdio dos artistas que fizeram o show e colocou aplausos no final.
9 "Minha fama de mau" - Regravação acelerada do sucesso de Erasmo Carlos, a quem Rita chama de pai do rock brasileiro. Termina com uma citação de "A hard day's night", dos Beatles.
10 "Mamãe natureza" - Primeira versão do clássico de Rita, com guitarras ainda mais marcadas e vocais mais "sujos".

ESSE É UM DOS MAIS RAROS E PERDIDOS ÁLBUNS DA HISTÓRIA DO ROCK BRASILEIRO!!

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SEMPRE VINIL: BJ e Léo do Tempestt ( SP)


SEMPRE VINIL - DIVULGAÇÃO: BJ e Léo do Tempestt ( SP)

O melhor do Hard Rock em um acústico com BJ e Léo da banda Tempestt!

Data: quinta-feira, dia 24 de setembro
Local: Manifesto Bar
Endereço: Rua Iguatemi, 36, Itaim Bibi - São Paulo/SP
Fone: (11) 3168-9595
Abertura da casa: 22h
Entrada: R$ 10
Cerveja Lata R$ 2,50 à noite toda
Sem consumação mínima (conforme art. 39 do Cód. de Defesa do Consumidor)

Cartões: Visa, Mastercard e Dinners
Débito: Visa Electron, Maestro, Rede Shop
Censura: 16 anos
Convênio com Estacionamento (Rua Joaquim Floriano, 1137): R$ 12
Acesso a deficientes / ar condicionado

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sexta-feira, 27 de março de 2009

Sempre Vinil e a Banda Suprema Corte.


Sempre Vinil e a Banda Suprema Corte.

Flyer do show.

A FUSÃO DO BLUES, DO FOLK, DO PROGRESSIVO E DO ROCK ANOS 60
NA FORMAÇÃO DO ESTILIZADO SOM DO SUPREMA CORTE.



A banda Suprema Corte formada por profissionais liberais do Rio se apresenta no dia 31 de março no Centro Cultural Memórias do Rio. O evento será às 20h00.

No cardápio musical teremos composições de autoria da própria banda e de outras famosas e conhecidas no mundo.

Destaque para o vocal e guitarra de Marcos Merhi e também da presença do violino do Igino Mancini.

Local: Centro Cultural Memórias do Rio

Rua Gomes Freire, 289 - Lapa / Centro (quase esquina c/ Rua Senado)

Reservas pelos fones: 2221-5441 e 2222-7380


Couvert: R$15,00 / Lista Amiga: R$10,00

Cardápio: ROCK da mais alta qualidade.

Não perca este show!

Sempre Vinil ®. Copyright© 2006. Todos os direitos reservados.


quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Sempre Vinil: Nico e Velvet Underground


Nico do Velvet Underground: A mulher fatal do rock
por A. Petillo



Nico ( The Velvet Underground )



Christa Päffgen, nascida na Alemanha, totalmente controlada por nazistas, que matou o seu pai num campo de concentração, foi uma das figuras mais fascinantes e misteriosas da música pop contemporânea. Multimídia, seu talento e beleza fizeram sucesso tanto na música, como no cinema e nas capas de revistas de moda. Ah, ela também é conhecida como Nico. Nico é uma daquelas figuras poderosas, que exercem um controle sobre tudo e todos. Ela sabe de seu poder e o usa sem medo. Uma mulher fatal. É aquela mulher que você encontra a noite, de vestido preto e maquiagem sob os olhos, você a observa e de imediato já sabe que vai se apaixonar, que ela vai te fazer de otário, mas mesmo assim vai em frente, em direção ao matadouro de cabelos loiros, olhos verdes e corpo escultural. A mulher fatal. Olhe a maneira como anda. Ouça a maneira como fala. Ouça-a cantando.
Aos 13 anos Nico largou casa e escola para vender lingerie de porta em porta. Um ano depois, sua mãe a encontrou numa loja de roupas em Berlin, onde trabalhava como manequim. Com o resultado de alguns bicos que arrumava, ela mudou-se para a Ilha de Ibiza, onde encontrou um fotógrafo de moda, que lhe deu o apelido, Nico, em homenagem à um ex-namorado que o havia deixado. Foi o começo de um intrínseco relacionamento de Nico com Ibiza, a ilha seria seu spot, e também seu calvário. Em uma boate conheceu o cineasta Frederico Fellini, que a convidou para figurar em seu filme La Dolce Vitta, que acabou tornando-se um clássico do cinema. A partir daí, sua reputação cresceu, e ela conseguiu um contrato com uma grande agência de modelos em Paris. Seu rosto começou a invadir capas de revistas e comerciais de TV no mundo todo. Paris foi seu lar durante cinco anos, passando quase todos finais de semana em Ibiza.

Decidida a ser atriz, em 1960 Nico se mudou para Nova Iorque, matriculando-se na Lee Strassberg's Method School, uma séria escola de interpretação tendo Marilyn Monroe como colega de classe. Em 1964, numa festa, conhece Brian Jones, então guitarrista dos Rolling Stones, que ficou impressionado com o tom sexy e sombrio de sua voz, convencendo-a a cantar. De imediato a apresentou a Andrew Loog Oldham, o lendário produtor da banda, que no ato preparou seu primeiro compacto: "I'm Not Saying", produzido por um tal de Jimmy Page

Totalmente deslumbrada com a nova carreira e decidida a se tornar uma cantora de sucesso, Nico manteve-se em NY, fazendo uns bicos como modelo e cantando numa boate de segunda categoria . Nesse período, ela conhece o ator Alain Delon, com quem teve um filho, chamado Ari. Aos poucos, o mundo começou a querer saber quem era aquela misteriosa loira. De volta a Paris, Nico conhece Bob Dylan, que impulsiona sua carreira de cantora, dando-lhe uma das mais belas rock-songs já feitas: "I'll Keep It Mine", gravada no seu disco de estréia, "Chelsea Girl". Dylan também fez uma música em homenagem a ela, chamada "Visions Of Johanna", que está no seu clássico disco "Blonde On Blonde".

De vota a NY, Dylan apresenta-a ao artista plástico Andy Warhol, e a história se faz.
Reza a lenda que a primeira coisa que Nico falou a Andy Warhol foi "eu quero cantar". Andy, diante do pedido, apresentou-a a seus protegidos, o Velvet Underground, até então uma banda de barzinhos. Nico ficou um ano tocando com a banda, de bar em bar. Lou Reed fez especialmente pra ela clássicos do rock como "Femme Fatale", "All Tomorrow Parties" e "I'll Be Your Mirror", canções atormentadas que só poderiam ser cantadas pela voz misteriosa e desesperada de Nico. Logo após o lendário primeiro disco do Velvet, o da banana na capa, Nico foi saída da banda, pois Lou Reed e John Cale começaram a achar que a sua presença ocultaria o resto da banda. Nico partiu em carreira solo. "Chelsea Girl" foi o debut. Sua voz encharcada de drogas e álcool, seu corpo magro e maquiagem pesada no rosto foi a imagem e a trilha de desajustados e desesperançados do começo dos anos 70 até hoje. Seu olhar, ao mesmo tempo intimidador e carente era sua marca registrada. Suas apresentações eram experiências inesquecíveis, como um ritual, de intensidade mágica arrebatadora, explorando todos os limites mentais da platéia. Nico lançou vários álbuns na década de 70, todos produzido por John Cale, todos encharcados de sentimentos e sons estranhos. Em 1981, Nico lançou "Drama Of Exile", totalmente afundada na cocaína e na heroína. Nos anos seguintes, Nico, sozinha, cansou de ver seus amigos morrerem vítimas de overdose. Seus shows nesse período eram como um tributo a esses mortos, deixando-se envolver cada vez pelo lado escuro da vida. "Camera Obscura", de 1985, e também produzido por John Cale é um marco do rock atormentado e gótico, com Nico e Cale abusando do experimentalismo, em longas faixas estranhas e sombrias. Nico percebeu que era hora de parar, de viver, de se sentir viva. Na manhã de 18 de Julho de 1988, na ilha de Ibiza, Nico saiu para dar uma volta de bicicleta. Totalmente limpa de seu passado regado a drogas em excesso. Horas mais tarde foi encontrada, morta, na rua, ao lado de sua bicicleta, vítima de uma hemorragia cerebral. Seu corpo foi enterrado em um pequeno cemitério em Berlin, na presença de poucos amigos, tocando suas músicas em toca-fitas.
Tudo isso já diz muito sobre a música feita por Nico. Se você acha o rock indie o máximo, ouça antes "Chelsea
Girl".

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Discografia da Nico e com os ''Velvet Underground:
Álbums de estúdio 1967 The Velvet Underground and Nico 1967 Chelsea Girl 1969 The Marble Index 1970 Desertshore 1973 The End 1981 Drama of Exile (realizado em 2 versões) 1985 Camera Obscura
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Álbums ao vivo:
1974 June 1, 1974
1982 Do or Die: Nico in Europe 1985 Nico Live in Pécs 1986 Live Heroes 1986 Behind the Iron Curtain 1987 Nico in Tokyo 1988 Fata Morgana (Nico's Last Concert) 1989 Hanging Gardens 1994 Heroine 2003 Femme Fatale: The Aura Anthology (Drama of Exile expanded, mais disco ao vivo) 2007 All Tomorrow's Parties (Álbum duplo ao vivo)
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Compilações/Coletânea
s:

1998 Nico: The Classic Years 2002 Innocent & Vain An Introduction to Nico 2003 Femme Fatale The Aura Anthology (reedição de: Drama of Exile com bônus ao vivo em Chelsea Town Hall 8/9/1985) 2007 The Frozen Borderline - 1968-1970 (reedição de The Marble Index and Desertshore com bônus) Singles: 1965 I'm Not Sayin' / The Last Mile (45 RPM Single) 1981 Saeta / Vegas (45 RPM Single, Flicknife Records FLS 206)

Foto do 1º LP do Velvet Underground com a Nico:










quarta-feira, 9 de julho de 2008

Sempre Vinil : Release Tour Beto Saroldi CD novo


Sempre Vinil : Release Tour Beto Saroldi "Louco de Amor".


O saxofonista Beto Saroldi, do Brasil para o Mundo!
Gentilmente cedida para a Sempre Vinil


Performance do saxofonista Beto Saroldi: Fotos.

Beto Saroldi tocando ao vivo: Foto 1
Gentilmente cedida para a Sempre Vinil


Beto Saroldi tocando ao vivo: Foto 2
Gentilmente cedida para a Sempre Vinil



Beto Saroldi tocando ao vivo: Foto 3
Gentilmente cedida para a Sempre Vinil

Sempre Vinil apoiando a Cultura Brasileira.

FOTO DO CD CHARME: BETO SAROLDI
Gentilmente cedida para a Sempre Vinil


FOTO DO CD METRÔ: BETO SAROLDI
Gentilmente cedida para a Sempre Vinil


FOTO DO CD VISÕES DE VOCÊ: BETO SAROLDI
Gentilmente cedida para a Sempre Vinil



Saiba um pouco mais sobre o saxofonista Beto Saroldi.

O saxofonista, compositor, arranjador e produtor musical Beto Saroldi, fez sua estréia em 1975, no Teatro Opinião, com Eduardo Dussek. Depois trabalhou com vários artistas e bandas até receber o convite de Wagner Tiso para a inesquecível Tournée junto com Lô Borges em 1979. Logo após seu nome começava a se tornar conhecido entre os grandes músicos.

Em 1980 Fagner no auge do sucesso, convida-lhe para participar de sua banda.
Em 1981 sua vida no mercado fonográfico mudaria para sempre. O saxofonista e fundador da Banda Black Rio, Oberdan Magalhães, lhe telefona e pede para que Saroldi faça a Tour de Erasmo Carlos e as Frenéticas em seu lugar no projeto Pixinguinha pelo Brasil. O sucesso foi tão grande, que na chegada ao Rio de Janeiro, Erasmo impressionado com seu fraseado, sua linha melódica e estilo de tocar Sax, o convida para gravar o disco "Mulher", segundo a crítica, o disco mais importante na carreira do Tremendão. Com os solos de "Pega na Mentira", e "MinhaSuperstar".

Beto Saroldi se tornou o saxofonista mais requisitado nos estúdios nos anos 80 e 90. Com um estilo marcante e suas influências de ROCK, MPB, SOUL MUSIC, JAZZ, BLUES e a música clássica: Herança dos seus Pais; foram inúmeras horas de estúdio, com nomes que vão desde Fafá de Belém, Lulu Santos, Toquinho, Barão Vermelho, Zizi Possi, Capital Inicial, Joana e muitos outros. Saroldi sempre gostou de formar Bandas Instrumentais, na volta da Tour de Erasmo e do disco "Mulher", sua Banda com o pianista Maran Schagem e seu amigo e grande guitarrista Celso Fonseca, fazia o maior sucesso nos bares, até chegar aos ouvidos de Gilberto Gil, que acabou contratando Celso Fonseca e Beto Saroldi para trabalhar na UMBANDAUM". Foram anos maravilhosos, em festivais de Jazz pelo mundo afora, e Tournée pelos EUA, EUROPA, AMÉRICA CENTRAL, ORIENTE MÉDIO e BRASIL é claro.

Gil foi sem dúvidas o artista e a estrela de maior grandeza com quem Saroldi trabalhou e é seu amigo até hoje. Quando Beto se refere a Gil é sempre como "O Iluminado". Tocou também com o fantástico JIM CAPALDI do legendário grupo inglês "TRAFFIC". Junto com Dussek tocou no "ROCK IN RIO", o primeiro grande festival no Brasil em 1985. Logo após viaja para Nova Iorque de férias, assiste a vários grupos de Jazz em clubes, e na volta ao Brasil resolve formar pela primeira vez a Banda que levaria seu nome.

Em 1988 grava seu primeiro disco solo "METRÔ", que já sai com música para novela "Bebê a Bordo". O segundo CD "CHARM" foi lançado em 1994 recebeu indicação ao prêmio SHARP de melhor disco instrumental, e ainda tem a música "Balada do Otto" feita por Saroldi especialmente para o personagem de Francisco Cuoco na novela "Deus nos Acuda". Participou da trilha internacional da novela "Despedida de Solteiro", na faixa "Italian Mission", "DJ Memê featuring Beto Saroldi".

Em 2000, lança o CD "VISÕES DE VOCÊ" com apresentação de seu amigo Erasmo Carlos. Gravou o especial de fim de ano do Rei Roberto Carlos, e participou da homenagem do Prêmio Shell a Roberto & Erasmo pelo conjunto da obra.

Beto Saroldi participa do DVD do Tremendão "Erasmo Ao Vivo" e no DVD "Concertos MPBR" com Maria Bethânia, Zélia Duncan, Wanderléa e Erasmo.

Beto Saroldi está gravando seu novo CD, em fase de negociação com as gravadoras. Este CD tem diversas participações especiais como Celso Fonseca, Arthur Maia, o grande guitarrista Holandês Jan Dumée do grupo Focus, Eduardo Dussek, Rick Ferreira, Nivaldo Ornelas, Glauco Fernandes e a cantora Barbra Zinger. Quanto se apresente Beto Saroldi tem lotado as casas noturnas quando toca com o SHOW "LOUCO" DE AMOR". Com fraseado e vocabulário que muito tem de Jazz nos improvisos e da Soul Music da gravadora MOTOWN no balanço e na parte harmônica, dono de uma sonoridade inconfundível, e um melodista de primeira, coisas que aprendeu com seu mestre Paulo Moura no início de carreira, Saroldi não abre mão de músicas nas versões para Sax como "Noites com Sol" (Flávio Venturini & Ronaldo Bastos) e a linda Travessia (Milton Nascimento & Fernando Brant), que vem emocionando a platéia.

Veja o que Saroldi diz sobre essas duas canções: "Foi a maneira que encontrei de agradecer a bela e rica música das Minas Gerais, em especial a todo o pessoal do "CLUBE DA ESQUINA", com aquele disco espetacular que nunca parei de ouvir. E são esses músicos maravilhosos, que junto com os Beatles, Stones, Stevie Wonder, Marvin Gaye, Jimi Hendrix, John Coltrane, Michael Brecker, o genial Miles Davis, Os Mutantes, Tom Jobim, Gil, Caetano, Ivan Lins, Roberto Menescal e Erasmo que influenciam a música do saxofonista.

O novo CD de Beto Saroldi está espetacular, com uma versão de "What's Going On", que é uma das minhas preferidas. E conta com a participação do grande guitarrista da banda Holandesa "FOCUS", o Jan Dumèe, que fez um solo vigoroso na música do Ivan Lins.

Do repertório autoral estão "O TÚNEL DO AMOR", "BALADA DO OTTO" e a que dá nome ao SHOW "LOUCO DE AMOR".
E ainda "What's Going On" (Marvin Gaye), "Another Day in Paradise" (Phil Collins) e "Te Devoro" (Djavan). Vocês não podem perder BETO SAROLDI ao vivo em "LOUCO DE AMOR". Venham e tragam os amigos. Vocês vão amar esse Show!

Músicos:
BETO SAROLDI - SAX & WX-11 WIND SYNTH,
CLÉBER RENNÓ - PIANO & TECLADOS,
ALFREDO LIMA - GUITARRA & VIOLÃO DE AÇO,

BETTINA GRAZIANI - VOZ.




segunda-feira, 5 de maio de 2008

Sempre Vinil Loja Virtual LPs Raros 180 gramas

Loja Sempre Vinil LPs Raros Importados, 180 gramas, Picture Disc etc.
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Sempre Vinil - Loja Virtual de Discos de Vinil, LPs raros nacionais e importados.


A loja Sempre Vinil é especializada em discos de vinil e acessórios diversos, com sede na cidade de São José do Rio Preto, Estado de São Paulo.
Temos a experiência adquirida ao longo de mais de 10 anos de trabalho, e desde 2004 trabalhando exclusivamente via Internet.
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A loja Sempre Vinil possui Certificado de Segurança Digital de alto nível , homologado, protegendo suas informações cadastrais com extrema segurança.


Até Breve!
LOJA SEMPRE VINIL - 2006 © ®.
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quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Sempre Vinil : Daevid Allen GONG Show São Carlos


SeuPC & Sempre Vinil: Foto do SHOW Daevid Allen GONG em São Carlos.




Sempre Vinil: Em breve matéria do SHOW Daevid Allen GONG em São Carlos.


NOTA: Eu nunca vou conseguir escrever uma matéria sobre o Daevid Allen, salvo se fosse pelo menos do tamanho, em páginas, de um livro.
Conhecer, falar com o David Allen é uma experiência sublime.

Thanks & the Best.
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sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Sempre Vinil : Daevid Allen GONG Show no Brasil

Sempre Vinil: Daevid Allen líder da legendária banda de
Rock Progressivo GONG faz Shows no Brasil.





DAEVID ALLEN & GONG GLOBAL FAMILY
Incluindo:
FABULOUS + UNIVERSITY OF ERRORS + INVISIBOPS
com :
DAEVID ALLEN : (GONG) GUITAR & VOCALS
JOSH POLLOCK : (UNIVERSITY OF ERRORS) PIANO / GUITAR
MICHAEL CLARE : (UNIVERSITY OF ERRORS) BASS
FRED BARLEY : (COMPACTA TRIO) DRUMS
FABIO GOLFETTI : (INVISIBOPS) GUITAR
GABRIEL COSTA : (INVISIBOPS) BASS
MARCELO RINGEL : (CENTRAL SCRUTINIZER) TENOR / SOPRANO SAX

AGENDA:
16/11 CHEGADA SAO PAULO
17/11 ENSAIOS
18/11 ENSAIOS
19/11 ENSAIOS
20/11 TEATRO DO SESI (SAO PAULO)
21/11 STUDIO SP (SAO PAULO)
22/11 TBA
23/11 SAO CARLOS viagem
24/11 FESTIVAL CONTATO (SAO CARLOS)
25/11 PARTIDA PARA SFO

RELEASE:
Daevid Allen
é um artista, músico, poeta e performer que entrou em cena no rock em 1966,quando formou o lendário Soft Machine na Inglaterra no auge da Swing London. A banda se apresentava ao lado do Jimi Hendrix Experience e do Pink Floyd, no famoso UFO Club. Logo após deixar sua marca definitiva no rock psicodélico inglês, Daevid foi para a França onde formou o Gong, um grupo multicultural que muito influenciou toda uma geração de rock espacial com sua psicodelia, dadaísmo e improvisação.

Durante sua época no Gong, Daevid criou a sua mais importante obra: a trilogia “Radio Gnome Invisible”, que conta a história das aventuras de Zero num mítico planeta verde habitado por gnomos, os Pot Head Pixies. Foi em seu período com o Gong que Daevid inventou sua técnica de Glissando Guitar, com a qual extrai um som onírico de sua guitarra,construindo paisagens sonoras psicodélicas.

Ao longo de sua trajetória, Daevid sempre esteve na vanguarda dos acontecimentos, como por exemplo, nos anos 60, quando esteve ao lado dos poetas da geração beat como William Burroughs, em Paris no Maio de 68, ou no final dos anos 70 em Nova York ao lado de bandas emergentes como o Material, do renomado produtor Bill Laswell.

Em 1992 Daevid veio ao Brasil para participar da conferência mundial RIO-92, onde se apresentou ao lado de Fabio Golfetti.

Inventivo e inquieto, Daevid está sempre em busca de novos parceiros para produções artísticas arrojadas. Recentemente aliou forças com os japoneses do Acid Mothers Temple na formação do Acid Mothers Gong, em que devaneios sônicos improvisados se juntam à sua poesia, produzindo uma arte musical que foge de qualquer rótulo.

Em 2006 o Gong foi redescoberto pela mídia inglesa e incensado como uma das mais originais, criativas e influenciais bandas psicodélicas de todos os tempos, tendo figurado numa matéria da respeitada revista britânica MOJO. Ainda em 2006 ocorreu um festival de três dias em Amsterdam onde várias bandas relacionadas e influenciadas pelo Gong desfilaram seus trabalhos, culminando numa reunião da formação clássica do Gong. Esse festival, que lotou a casa de shows Melkweg, teve como público fãs da banda que vieram de vários pontos do planeta para presenciar essa reunião histórica.

Daevid Allen / Gong Global Family é o nome dado para essa reunião no Brasil, 3 projetos no mesmo show, incluindo Fabulous (Daevid & Josh), University of Errors (Daevid + músicos americanos + convidado Fred Barley na bateria) e Invisibops (com músicos brasileiros que já participaram de seus projetos como Glissando Orchestra e Invisible Opera Company of Tibet).

O repertório está baseado no 1o. disco do Soft Machine (Jet Propelled Photographs) e no Gong "era Camembert Electrique".

Daevid Allen traz ao Brasil um pouco da magia e da psicodelia do Gong e Soft Machine, em apresentações imperdíveis e imprevisíveis que ficarão para sempre na memória dos que as presenciarem.


Outubro 2007

LINE-UPs:
FABULOUS
(Duo "acústico com Daevid + Josh)
Daevid Allen (guitarra / glissando / vocal)
Josh Pollock (guitarra / piano / theremin)
Repertório:Improvisação, performance o poesia

UNIVERSITY OF ERRORS (Banda recente do Daevid formada em São Francisco, California)
Daevid Allen (guitarra / vocal)
Josh Pollock (guitarra / piano / theremin)
Michael Clare (baixo)
convidado: Fred Barley (bateria)

Repertório:
Baseado no disco Jet Propelled Photographs do Soft Machine, destacando I Should Have

Known e Hope For Happiness

INVISIBOPS (Invisible Opera Co of Brazil) (Banda multicultural representando o espírito do Gong)
Daevid Allen (guitarra / glissando / vocal)
Josh Pollock (guitarra / piano / theremin)
Fabio Golfetti (guitarra / glissando)
Gabriel Costa (baixo)
Fred Barley (bateria)
Marcelo Ringel (tenor & alto sax)

Repertório:
Baseado no Gong "era Camembert Electrique" com destaque para You Can't Kill Me e

Dynamite

DATAS DOS SHOWS:

20/11 • TEATRO POPULAR DO SESI
Local
TEATRO POPULAR DO SESI (Centro Cultural FIESP)
Endereço Avenida Paulista 1313 - Cerqueira Cesar, São Paulo, SP - CEP 01311-923
Telefone (11) 3146 7405 / (11) 3146 7406
Website http://www.sesisp.org.br/home/2006/centrocultural/
Dia 20/11/2007
Horário Terça-feira às 20 horas
Duração Aproximadamente 120 minutos
Capacidade 456 lugares
Ingressos Preço promocional R$ 3,00 (promoção não cumulativa - não dá direito a
meia entrada). Vendas na bilheteria do teatro ou pela Ticketmaster, (11) 6846-6000 ou www.ticketmaster.com.br
(Confira os horários da bilheteria) a partir de 01/11/2007

Indicação etária:
Show não recomendado para menores de 14 anos. Será permitida a entrada do menor somente acompanhado dos pais ou responsável legal após preenchimento de um termo de autorização.

21/11 • STUDIO SP
Local
STUDIO SP
Endereço Rua Inácio Pereira da Rocha, 170 – Vila Madalena
Fone (11) 38175425
Website http://www.studiosp.org
Dia 21/11/2007
Horário Quarta-feira às 22 horas
Duração Aproximadamente 120 minutos
Capacidade 320 lugares
Ingressos R$25,00 - Vendas no local na bilheteria. Preço promocional R$ 15,00 (com o nome na lista através do email: studiosp@studiosp.org
Assessoria de Imprensa: Fernanda Couto
Fone: (11)3085.8476
fecouto78@gmail.com

22/11 • MOSH STUDIOS (recording session) TBC
Local
MOSH STUDIOS
Telefone (16) 33518782
Website http://www.mosh.com.br
Dia 22/11/2007
Horário Quinta às 14 horas
Duração Aproximadamente 6 horas

24/11 • FESTIVAL CONTATO: UFSCar
Local
Estação Cultura
Endereço Praça Antonio Prado s/nº. (antiga Estação FEPASA)
Telefone (16) 3351 8782
Website http://www.contato.ufscar.br/
Dia 24/11/2007
Horário Sábado às 21 horas
Duração Aproximadamente 120 minutos
Capacidade 3000 lugares
Ingressos Entrada gratuita
Assessoria de Imprensa: Ricardo Rodrigues e Carol Tokuyo
festivalcontato@ufscar.br


MÚSICOS:

DAEVID ALLEN (1938)
Daevid Allen, Bert Camembert ou Dingo VIrgin, é um guitarrista, compositor, vocalista e artista performático, mais conhecido por ter sido o co-fundador das bandas de rock psicodélico SOFT MACHINE (na Inglaterra, em 1966) e GONG (na França, em 1970), continuando com esta última até hoje. Ele é algumas vezes creditado como "Daevid Alien". Ele mora atualmente em Byron Bay, Austrália.

JOSH POLLOCK (1964)
Dr. Josh Pollock, ou La Bomba, é encarregado de abastecer o Laboratório da Universidade com paredes sônicas maciças extraídas de sua guitarra, que ele toca como canhoto porém sem inverter as cordas.
No palco Josh se assemelha a um completo maníaco, e seus pulos incessantes podem assustar os mais incautos.

MICHAEL CLARE (1951)
Prof. Michael Clare, ou Professor Perplexed, põe seu baixo a serviço da cozinha
da Universidade dos Erros. É sua função fornecer uma base sólida para as pirações de Daevid e Josh. Michael tem um projeto paralelo, a banda Loud Milk.

FABIO GOLFETTI (1960)
Fabio Golfetti - guitarrista muito conhecido por seu trabalho à frente do VIOLETADE OUTONO e INVISIBLE OPERA, e também por consumir grandes quantidades de queijo e pão Ming. Guru da sub-unidade local filiada ao Planeta Verde, é responsável por manter no ar a estação retransmissora da Rádio Invisível.

GABRIEL COSTA (1973)Gabriel Costa - é baixista do INVISIBLE OPERA, tendo também tocado no COMPACTA TRIÔ. Quando não está tocando baixo pode ser visto tentando unificar a Relatividade e a Mecânica Quântica. Como isso nunca dá certo, ele vai tomar chá.

FRED BARLEY (1974)
Fred Barley - baterista de mão cheia, usa seu instrumento para derreter o tempo à sua volta e depois moldá-lo novamente de outro jeito. Mestre dos trocadilhos, em sempre uma carta na manga, e tem sempre uma manga em algum lugar. É a usina rítmica por trás do COMPACTA TRIÔ.

MARCELO RINGEL (1963)
Marcelo Ringel - começou no sax alto num quarteto de jazz, “Café Concerto”, estudou em San Francisco por 10 meses e infelizmente voltou pro Brasil (ninguém agüentou ele lá)...depois explorou o tenor, soprano, a flauta e não se decidia. Hoje é sax barítono/tenor da THE CENTRAL SCRUTINIZER BAND.

Mais informações: http://www.invisivel.com.br/daevid/



Um abraço, Paulo.
SeuPC & SEMPRE VINIL 2004 © 2007

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sábado, 10 de novembro de 2007

Sempre Vinil Robert Wyatt Discografia Biografia


Robert Wyatt LP Disco Vinil Rock Bottom Obra-Prima

Robert Wyatt foto 1

Robert Wyatt foto 2

Robert Wyatt foto 3

Robert Wyatt foto 4



Robert Wyatt, nascido Robert Ellidge, em Bristol em 28 de Janeiro de 1945, é um músico inglês da cena de Canterbury, e ex-membro da banda Soft Machine.

Quando adolescente, viveu com seus pais em uma casa de hóspedes de 14 quartos na Geórgia, chamada Wellington House, em Lydden, próxima a Canterbury. Lá ele recebeu aulas de bateria do baterista de jazz americano George Niedorf.

Em 1962, Wyatt e Niedorf se mudaram para Majorca onde ficaram com o poeta Robert Graves. No ano seguinte, Wyatt retornou à Inglaterra e se juntou ao Daevid Allen Trio com Daevid Allen e Hugh Hopper. Em seguida Allen foi para a França formar o Gong (gongo), e Wyatt e Hopper formaram a banda Wilde Flowers (flores selvagens) com Richard Sinclair, Kevin Ayers e Brian Hopper. Wyatt foi inicialmente o baterista dos Wilde Flowers, mas com a saída de Ayers, ele se tornou o vocalista principal.
Em 1966, a banda Wilde Flowers acabou, e Wyatt e Mike Ratledge formaram a banda Soft Machine (máquina mole) com Ayers e Allen. Ali Wyatt tocava bateria e cantava, uma combinação incomum para uma banda de rock.
Em 1970, após turnês caóticas, três discos e crescentes conflitos internos na Soft Machine, Wyatt lançou seu primeiro álbum solo, The End of an Ear (o fim de uma orelha), que combinou seus talentos vocais e multi-instrumentais com efeitos de fita.

Um ano depois, Wyatt saiu da Soft Machine e, além de participar da bigband Centipede (centopéia), formou sua própria banda chamada Matching Mole (um trocadilho com "machine molle", que em francês significa máquina mole), com uma proposta voltada À música instrumental. Depois de dois discos e um disco em conjunto com outros artistas, o Matching Mole estava próximo de embarcar em um terceiro disco quando, em 1º de Junho de 1973, durante uma festa, Wyatt pulou de uma janela do terceiro andar. Como consequência, ele ficou sem os movimentos da cintura para baixo (paraplégico) e confinado a uma cadeira de rodas.
A lesão levou Wyatt a abandonar o projeto Matching Mole, e a desistir da bateria. Ele começou uma carreira solo, e com uma série de músicos de estúdio (incluindo Mike Oldfield, o poeta Ivor Cutler and Fred Frith, guitarrista de Henry Cow), ele lançou seu aclamado álbum solo chamado Rock Bottom (expressão inglesa que em português é usada com o sentido: No Fundo do Poço). Ainda no mesmo ano ele lançou um single com uma versão cover de "I'm a Believer" (sou um crente), que alcançou a posição 29 nas paradas inglesas. Aconteceram várias discussões pesadas com o produtor do Top of the Pops com relação a seu desempenho em "I'm a Believer," tendo como base que sua aparência em uma cadeira de rodas 'não era apropriada para os olhos de uma família'. O produtor queria que Wyatt aparecesse em uma cadeira normal. Wyatt venceu a discussão e 'perdeu os panos mas não a cadeira de rodas'('lost his rag but not the wheel chair', provavelmente alguma expressão em inglês), e se apresentou de forma contrária.
O disco solo seguinte de Wyatt, Ruth Is Stranger Than Richard (Ruth é mais estranha que Richard), foi mais voltado para o jazz, com influências jazzísticas e de música africana. Entre os músicos convidados estavam Brian Eno tocando guitarra e sintetizador. Rock Bottom e Ruth Is Stranger Than Richard foram produzidos por Nick Mason do Pink Floyd e Wyatt iria no futuro fazer o vocal principal no disco solo de Nick Mason de 1981 chamado Fictitious Sports (esportes fictícios) (o primeiro álbum solo do baterista do Pink Floyd, com letras de Carla Bley).

Ao longo do resto dos anos 70, Wyatt participou bastante do meio musical, trabalhando com artistas como Henry Cow, Hatfield and the North, Carla Bley e Michael Mantler. Seu trabalho solo durante o início dos anos 80 foi cada vez mais político, e Wyatt se tornou um ativista e patrocinador do partido comunista da Inglaterra. Em 1983, sua interpretação da canção anti-guerra de Falklands chamada "Shipbuilding" (construção de navios) de Elvis Costello, a última de uma série de versões cover políticas, chegou ao número 35 nas paradas de sucesso inglesas.
No final da década de 80, após participar de outros trabalhos, ele e sua esposa Alfreda Benge passaram um período na Espanha, returnando em 1991, quando lançou o disco Dondestan (que em espanhol quer dizer "onde estão"), considerado por muitos como seu melhor trabalho desde Rock Bottom. Seu álbum Shleep, de 1997, também foi bem aclamado.

Wyatt participou do assombroso "Masters of the Field" (mestre dos campos), assim como no "The Highest Gander" (o olhar mais nobre), "La Forêt Rouge" (a floresta vermelha) e "Hors Champ" (cavalo campeão) da trilha sonora do aclamado filme Winged Migration (migração alada), de 2001. Ele pode ser visto na seção de extras do DVD, e é elogiado pelo compositor do filme, Bruno Coulais, como sendo uma grande influência de sua juventude.
Em 2001, Wyatt foi curador do festival de Meltdown, e cantou "Comfortably Numb" durante a apresentação de David Gilmour no festival, gravada no DVD "David Gilmour in Concert".
Em 2003 ele lançou seu álbum Cuckooland (terra dos cucos) que foi indicado para o prêmio Mercury Music.
Em 2004, Wyatt participou canção "Submarine" da cantora Björk, que foi lançada no quinto álbum dela, Medúlla.
"Ele vive em Louth, Lincolnshire e tem equipamento em seu quarto onde grava a si mesmo e grava seus discos. Trouxemos um G4 com Pro Tools e gravamos em cerca de uma tarde. Ele é um cantor extraordinário. Antes de sair, ele insistiu em nos dar uma escala da sua voz, onde ele canta todos os tons ? e ele tem uma extensão impressionante, tipo 5 ou 6 oitavas. O que realmente é interessante em sua extensão é que cada oitava é de um personagem totalmente diferente. Na verdade, nós acabamos usando isso mais tarde em "Oceania", usamos o que ele chama de 'Wyattron' (comparando-se a um Mellotron)." ? Björk, XFM, 25 de Agosto de 2004.
Em 2006, Wyatt tocou com David Gilmour no novo lançamento de Gilmour, chamado On An Island (em uma ilha), cantando e tocando corneta e percussão em "Then I Close My Eyes" (então eu fecho meus olhos). Wyatt também participou como convidado da série de concertos de Gilmour no Royal Albert Hall, tocando corneta nesta música.
Recentemente o verbo "Wyatting" (Wyattando) apareceu em alguns blogs e revistas musicais, para descrever a prática do uso de faixas estranhas de uma jukebox de um pub para perturbar os frequentadores de outro pub. O nome foi lançado por Carl Neville, um professor de inglês londrino de 36 anos, pois um dos LPs preferidos para esse efeito é Dondestan.
Robert Wyatt disse ao jornal The Guardian: "Eu acho isso muito engraçado," e "Me sinto muito honrado com a idéia de me tornar um verbo."

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Robert Wyatt Discografia Oficial.

Robert Wyatt Albums LPs:
The End of an Ear (1970)
Rock Bottom (1974) *****
Ruth Is Stranger Than Richard (1975)
Nothing Can Stop Us (1981, Singles compilation; 1983 Australian edition includes "Shipbuilding")
The Animals Film (1982, Soundtrack)
Old Rottenhat (1985)
Dondestan (1991)
Flotsam Jetsam (1994)
A Short Break (1996, EP)
Shleep (1997)
Dondestan (Revisited) (1998)
Solar Flares Burn for You (2003)
Cuckooland (2003)
His Greatest Misses (2004, compilation)
Theatre Royal Drury Lane 8th September 1974 (2005)
Comicopera (2007)
Robert Wyatt EPs:
The Peel Sessions (1974, "Alifib"/"Soup Song"/"Sea Song"/"I'm a Believer")
Work In Progress (1984, "Biko"/"Amber and the Amberines"/"Yolanda"/"Te Recuerdo Amanda")
4 Tracks EP (1984, "I'm a Believer"/"Yesterday Man"/"Team Spirit"/"Memories")
Airplay (2002, "Fridge"/"When Access Was a Noun "/"Salt-Ivy"/"Signed Curtain")
Robert Wyatt Singles:
"I'm a Believer"/"Memories (song)" (1974)
"Yesterday Man"/"I'm a Believer" (1974)
"Yesterday Man"/"Sonia" (1977)
"Arauco"/"Caimanera" (1980)
"At Last I'm Free"/"Strange Fruit" (1980)
"Stalin Wasn't Stallin'"/"Stalingrad" (1981)
"Grass"/"Trade Union" (1981)
"Shipbuilding"/"Memories of You"/"'Round Midnight" (1982)
"The Wind of Change"/"Namibia"(1984) (as "Robert Wyatt with the SWAPO Singers")
"The Age of Self"/"Raise Your Banners High" (1984)
"Chairman Mao" (1987)
"Free Will and Testament"/"The Sight of the Wind" (1997)
"Heaps of Sheeps"/"A Sunday in Madrid" (1997)

Até a próxima...

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Sempre Vinil: Sons da Cidade Porto Alegre - RS


clique na imagem para ampliar (se abrirá em nova janela)

Sempre Vinil: Sons da Cidade em Porto Alegre/RS


O Sons da Cidade reúne, mensalmente, três grupos musicais profissionais de Porto Alegre no palco do Teatro Renascença, em bloco de 30 minutos cada. Este projeto prioriza o contato do público com estilos diversos (Chorinho, Blues, Samba, Rock, Erudito, Nativista, MPB, Jazz), enfim, o universo musical da cidade em todos os seus gêneros e gerações.

O show tem início com Martinez Nunes, bacharel em Música, habilitação e composição pela UFRGS. Atua como violista, compositor, arranjador e regente. Em 1991 fundou o grupo vocal Da Boca prá Fora, onde desenvolve um trabalho de música popular brasileira à capela . Foi indicado ao Açorianos de 2002, como melhor compositor erudito.

O público contará também com a participação dos PoETs, que é o encontro de três músicos/compositores/vocalistas: Alexandre Brito, Ricardo Silvestrin e Ronald Augusto, mostrando um repertório de canções compostas em parceria. Todos fazem as letras e as músicas. Todos cantam. Todos por um.

A noite encerra com Frank Jorge, compositor e multiinstrumentista, que participou das bandas mais importantes do Estado, como Cascavelletes, Graforréia Xilarmônica e Cowboys Espirituais. Ganhou dois Açorianos, como melhor Banda (Graforréia) em 95, e melhor compositor em 98.



Dia: 30 de outubro
Horário: 20h30
Local: Teatro Renascença
Ingresso: 1 kg de alimento não-perecível em benefício a Associação Educacional e Beneficente Emanuel.

Realização: Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre, através da Coordenação de Música.

NOTA: Este evento acontece TODA última Terça-Feira do Mês.

Matéria enviada por: Jader Borges.







Sempre Vinil: Beto Saroldi no Armazem Digital

clique na imagem para ampliar (se abrirá em nova janela)

Assista ao vídeo do Beto Saroldi (ao vivo) - What's Going On
Link:
http://www.youtube.com/watch?v=Cz6lx2_e9eo


QUERIDOS AMIGOS!

NO PRÓXIMO SÁBADO DIA 3 DE NOVEMBRO ÀS 21:00h TEMOS UM ENCONTRO NO ARMAZÉM DIGITAL LEBLON, QUE FICA NO SHOPPING RIO DESIGN CENTER.
MINHA BANDA E EU ESPERAMOS VOCÊS.

O SHOW "LOUCO DE AMOR" CONTA AINDA COM AS PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS DO FANTÁSTICO GUITARRISTA DE "BLUES" FERNANDO SAUMA E DO MEU PARCEIRO E BAIXISTA CARLOS DUBA.

AGUARDO VOCÊS PARA UMA NOITE DE MUITO JAZZ, SOUL E BLUES.

GRAZZIE TUTTI,
BETO SAROLDI.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Sempre Vinil: 12ª FEIRA DO VINIL FLORIPA




12ª FEIRA DO VINIL DE FLORIANÓPOLIS/SC.
DIA 10 DE NOVEMBRO DE 2007.
LOCAL: PORTUCALE GRILL
RUA : FERNANDO MACHADO 39
CENTRO - ILHA
FONE PARA CONTATOS: (48) 3028-3378

À TARDE, MAIS UMA VEZ, CONTAREMOS COM A APRESENTAÇÃO DA BANDA "ROCK PEDRERO", QUE LÁ PELAS 15:00HS NOS BRINDARÁ COM CONHECIDOS CLÁSSICOS DO ROCK'N'ROLL.

ALGUMAS INFORMAÇÕES SOBRE O EVENTO:
INÍCIO: 9:00HS.
SHOW : 15:00HS.
TÉRMINO: 19:00HS.

LEMBRANDO QUE A ENTRADA É GRÁTIS E A CERVEJA ESTARÁ BEM GELADA.

CUSTOS: CADA PARTICIPANTE DA FEIRA,(EXPOSITOR) PAGARÁ 10,00 REAIS, COM DIREITO A UMA REFEIÇÃO.
CADA EXPOSITOR TERÁ DIREITO A UMA MESA SIMPLES (SE DESEJAR MAIS DE UMA MESA, PAGARÁ MAIS 10,00 REAIS).

CACHÊ DA BANDA:
SERÁ PAGO MEDIANTE O PAGAMENTO DE 20,00 REAIS DE CADA EXPOSITOR E DE QUEM POR LIVRE E ESPONTÂNEA VONTADE QUISER COLABORAR.

Enviado por: Luiz Antonio
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quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Sempre Vinil: A História do Toca-Discos

A História do Toca-Discos.
Matéria enviada por DJ Cascavel

O Primeiro "Toca-discos", (Fonógrafo) do mundo foi patenteado por Thomas Edison em 1878, que o criou baseando-se nas anteriores experiências de Thomas Young(Vibroscópio, 1807), Edward Leon Scott de Martinville (Fonautógrafo, 1857) e Charles Cross (Paléophone, 1877). O "Fonógrafo de Edison", trata-se de um cilindro giratório recoberto com cera (ou estanho, cobre) onde são gravadas (riscadas) por uma agulha, as vibrações de um som emitido e afunilado em uma corneta, interligada a uma lâmina (membrana) que sustenta a agulha. Com a emissão do som o ar movimentava-se vibrando a lâmina que faz a agulha riscar em forma de ondas a superfície do cilindro que está girando.De forma inversa, ao girarmos o cilindro já riscado, com a agulha em contacto, esta o lerá e transmitirá as vibrações para a lâmina (membrana), cujas vibrações, amplificadas pela corneta, emitirão o som.Projeto que funcionou até a invenção do gramofone, que foi projetado e patenteado em 1887 pelo Judeu Alemão Hanôver Emile Berliner, que juntamente com seu irmão, eram donos da "Deutsche Grammophon Gesellschaft", que foi a primeira fábrica de "discos" do mundo.O Gramofone tem o mesmo princípio do fonógrafo quanto à reprodução do som. A diferença está na leitura da agulha. Enquanto no fonógrafo a agulha lê a profundidade do sulco, no gramofone lê lateralmente em zigue-zague. A maior diferença no entanto é que Berliner substituiu os cilindros pelos discos. Muito mais práticos e qualidade de gravação e volume superiores. Note-se que na fase mecânica do gramofone, ou seja até 1927 quando foi incorporado o sistema elétrico, os discos rodavam a 76 ou 80 rpm. A partir de 1927 estabeleceu-se a rotação de 78 rpm.O toca-discos eletrônico, chegou em 1927 e veio desde então sendo aperfeiçoado até a criação o disco de vinil por Peter Golmark em 1948, trazia a inovadora forma de leitura do disco, que baixava de 78 rpm para 45 e 33rpm, fazendo assim com que a durabilidade e qualidade do disco e áudio nele gravado fosse muito mais duradoura.O "toca-discos" é um equipamento eletromecânico responsável por captar a informação escrita no disco e transformá-la em sinal elétrico. Podemos dividi-los em três grupos, amadores, semi-profissionais e profissionais, onde as diferenças estão na fabricação de seus componentes e seu preço final. Um fator muito importante é o tipo de acionamento do prato giratório, que pode ser por polia, por correia (belt-drive) e acionamento direto (direct-drive). O acoplamento por polia é o pior de todos, pois transmite a vibração do motor para o prato e consequentemente para a cápsula fonocaptora. O acoplamento por correia é satisfatório, pois a correia absorve a vibração do motor e não a transmite para o prato. Sua desvantagem está na rápida degradação da correia e se houverem imperfeições nas mesmas, provocarão variação na velocidade do disco. O melhor acoplamento é o direto, pois não depende de contatos mecânicos. Sua desvantagem está no alto custo e complicação dos circuitos eletrônicos de controle de velocidade, por isso, só equipam toca-discos profissionais.O prato giratório deve ser grande e pesado, de forma a diminuir a flutuação na velocidade de rotação, com auxílio de sua inércia (pratos leves, geralmente de plástico não são bons). O prato deve ser bem balanceado e não ter folga em seu eixo.Os tamanhos convencionais de discos de vinil "ainda" comercializados são de 7", 10", 12" e 15" (polegadas) e as velocidades padronizadas são, 16, 33, 45 e 78 RPM (rotações por minuto). O Primeiro "Toca-discos", (Fonógrafo) do mundo foi patenteado por Thomas Edison em 1878, que o criou baseando-se nas anteriores experiências de Thomas Young(Vibroscópio, 1807), Edward Leon Scott de Martinville (Fonautógrafo, 1857) e Charles Cross (Paléophone, 1877). O "Fonógrafo de Edison", trata-se de um cilindro giratório recoberto com cera (ou estanho, cobre) onde são gravadas (riscadas) por uma agulha, as vibrações de um som emitido e afunilado em uma corneta, interligada a uma lâmina (membrana) que sustenta a agulha. Com a emissão do som o ar movimentava-se vibrando a lâmina que faz a agulha riscar em forma de ondas a superfície do cilindro que está girando.De forma inversa, ao girarmos o cilindro já riscado, com a agulha em contacto, esta o lerá e transmitirá as vibrações para a lâmina (membrana), cujas vibrações, amplificadas pela corneta, emitirão o som.Projeto que funcionou até a invenção do gramofone, que foi projetado e patenteado em 1887 pelo Judeu Alemão Hanôver Emile Berliner, que juntamente com seu irmão, eram donos da "Deutsche Grammophon Gesellschaft", que foi a primeira fábrica de "discos" do mundo.O Gramofone tem o mesmo princípio do fonógrafo quanto à reprodução do som. A diferença está na leitura da agulha. Enquanto no fonógrafo a agulha lê a profundidade do sulco, no gramofone lê lateralmente em zigue-zague. A maior diferença no entanto é que Berliner substituiu os cilindros pelos discos. Muito mais práticos e qualidade de gravação e volume superiores. Note-se que na fase mecânica do gramofone, ou seja até 1927 quando foi incorporado o sistema elétrico, os discos rodavam a 76 ou 80 rpm. A partir de 1927 estabeleceu-se a rotação de 78 rpm.O toca-discos eletrônico, chegou em 1927 e veio desde então sendo aperfeiçoado até a criação o disco de vinil por Peter Golmark em 1948, trazia a inovadora forma de leitura do disco, que baixava de 78 rpm para 45 e 33rpm, fazendo assim com que a durabilidade e qualidade do disco e áudio nele gravado fosse muito mais duradoura.O "toca-discos" é um equipamento eletromecânico responsável por captar a informação escrita no disco e transformá-la em sinal elétrico. Podemos dividi-los em três grupos, amadores, semi-profissionais e profissionais, onde as diferenças estão na fabricação de seus componentes e seu preço final. Um fator muito importante é o tipo de acionamento do prato giratório, que pode ser por polia, por correia (belt-drive) e acionamento direto (direct-drive). O acoplamento por polia é o pior de todos, pois transmite a vibração do motor para o prato e consequentemente para a cápsula fonocaptora. O acoplamento por correia é satisfatório, pois a correia absorve a vibração do motor e não a transmite para o prato. Sua desvantagem está na rápida degradação da correia e se houverem imperfeições nas mesmas, provocarão variação na velocidade do disco. O melhor acoplamento é o direto, pois não depende de contatos mecânicos. Sua desvantagem está no alto custo e complicação dos circuitos eletrônicos de controle de velocidade, por isso, só equipam toca-discos profissionais.O prato giratório deve ser grande e pesado, de forma a diminuir a flutuação na velocidade de rotação, com auxílio de sua inércia (pratos leves, geralmente de plástico não são bons). O prato deve ser bem balanceado e não ter folga em seu eixo.Os tamanhos convencionais de discos de vinil "ainda" comercializados são de 7", 10", 12" e 15" (polegadas) e as velocidades padronizadas são, 16, 33, 45 e 78 RPM (rotações por minuto).O braço é outro componente muito importante em um toca-discos.É responsável por fornecer uma base de fixação para a cápsula fonocaptora. Sua montagem mecânica apresenta 2 eixos: um vertical ou pivô (responsável pela rotação) e outro horizontal (responsável pelo movimento de "gangorra"). Na verdade o braço é uma balança, onde o peso na ponta da agulha deve estar entre 3 e 6g. Podem ter três tipos de formatos, "S", "J" e reto. Os bons são construídos com metal leve de alta estabilidade. Seu ajuste principal é o de peso na agulha. Podemos encontrar, também, outros ajustes que compensam as forças indesejáveis como o "anti-skate". Os mais puristas retiram todo mecanismo automático do braço, a fim de diminuir a massa total do mesmo. Todos os toca-discos apresentam um erro de trilhagem dependendo do raio do disco (figura ao lado). Quanto mais para fora do disco, maior o erro, que no interior é de 6,4° e no exterior é 19,5°. Para minimizar tal erro os braços apresentam curvatura na ponta em que se encontra a cápsula. Toca discos profissionais apresentam o "Shell" (conjunto cápsula + agulha) móvel, de acordo com o raio em que se encontra no disco, compensando dinamicamente o erro de trilhagem.As unidades fonocaptoras podem ser de cristal, cerâmica ou magnética. Cada uma com uma resposta de freqüência diferente, exigindo correções nos circuitos amplificadores. As agulhas podem ser de diamante ou safira. Também, podem ser cônicas (mais comuns) ou elípticas (só para os profissionais).Pada os DJ's, o suprassumo dos toca-discos é o "Technics MK-II". O equipamento é um símbolo para os DJ's assim como a guitarra o é para o Rock. A máquina é muito estável e de alta qualidade. Apresenta ajuste de pitch (variação linear na velocidade de rotação), pausa e uma sensacional "luzinha" na ponta da agulha, que permite ao DJ encontrar as faixas na escuridão.Em fim, um toca-discos é uma máquina que deve ser tratada como uma balança, se estiver "descalibrado" ou fora de nível, pode nos dar uma leitura errada do disco.

Matéria enviada por DJ Cascavel.





The model C - the "original" PRESTO recorder. Discontinued in early 1941



sábado, 29 de setembro de 2007

Sempre Vinil Syd Barrett Discografia Biografia


Sempre Vinil Syd Barrett Discografia Biografia



Sempre Vinil Syd Barrett Discografia Biografia

As risadas doidas do gênio criança, frágil e despretensioso Syd Barret
por Douglas Dickel e Bondia

Se The Piper At The Gates Of Dawn, disco que Syd Barrett compôs com o Pink Floyd em 1967, é o principal do psicodelismo eletrificado, The Madcap Laughs é o marco do psicodelismo de violão e voz, gravado em 1969.

Quando Barrett ficou afetado por causa do uso abusivo de ácido lisérgico, não deu mais para ficar na banda. Em entrevistas, ficava olhando fixo para o nada, andava sujo e nos shows ficava tocando a mesma nota.

Mas ele não perdeu o gênio criativo. Então os amigos Roger Waters e David Gilmour, baixista e novo guitarrista do Pink Floyd, ajudaram-no a gravar um disco solo que era para ser consolo, mas foi uma obra-prima. Syd tocou os violões e cantou, e os outros tocaram guitarra, baixo, teclado e bateria. O jeito de cantar é lisérgico por ser desafinado; Dark Globe e If It’s In You são lindos desafinos.

Syd está estranho, e Madcap assusta no começo. Não tem nada a ver com as viagens psicodélicas do Pink Floyd em The Piper At The Gates Of Dawn ou A Saucerful Of Secrets. Pelo contrário, são canções na maioria das vezes simples, desajeitadas e despretensiosas.

Também o toque do violão é lisérgico, pelos ritmos quebrados. A batida acelera e desacelera e é complexa. Dá para ouvir o som da palheta nas cordas. As melodias são bastante elaboradas, construídas com muitas notas. Alguma influência de Beach Boys e Beatles.

As conversas durante as músicas, a gravação meio caseira e muitos outros atos meio inocentes de Syd fazem de Madcap uma obra natural, sem aquela coisa artificial e megalomaníaca do Pink Floyd pós-Piper.

A lista de fãs de Syd Barrett é grande: Mutantes, Júpiter Maçã, Rodrigo César (Grenade), Beck, Carlo Pianta (Graforréia Xilarmônica); David Bowie gravou See Emily Play, Smashing Pumpkins gravaram Terrapin, Placebo e R.E.M. gravaram Dark Globe, The Jesus And Mary Chain gravou Upside Down e Vegetable Man, e Voivod e Soft Boys gravaram Astronomy Dominé.

The Madcap Laughs é, em resumo, um álbum sentimental, frágil e sem pretensão de uma figura que muito significou no cenário do rock. Além da versão simples o fã pode encontrar por o box set triplo Crazy Diamonds, que compila os dois álbuns oficiais (Madcap e Barret), mais a compilação de raridades Opel, lançada apenas em 1989, com mais seis bonús tracks, num total de 58 faixas e um livro d 24 páginas. Imperdível.

Músicos:
Syd Barret — guitarra, violão
David Gilmour — guitara e violão
Roger Waters — baixo
Richard Wright — orgão
Mike Ratledge — orgão
Hugh Hooper — baixo
Robert Wyatt — percussão
Jerry Shirley — percussão
Produção: Malcolm Jones, David Gilmour, Roger Waters, Syd Barret; maio 1968

Terrapin

Meio blues, só o violão de Barrett com som forte de palheta e um dedilhado de Gilmour no fundo.
Termina com a palheta tocando em cordas presas.

Uma música que anda em ritmo cansado, com uma guitarrinha de fundo fazendo uns sonzinhos meio psicodélicos,
mas ainda assim uma música simples.

No Good Trying

Baixo, bateria, solinho de teclado e slide guitar.

O que Terrapin tinha de cansada, No Good Trying vem com energia.
Syd puxa um pouco mais os vocais, as guitarras correndo em um solinho agudo e cheio de detalhes.
A bateria dá um ritmo batido e forte.

Love You

Alegrinha, com ritmo e cravo estilo Emerson, Lake & Palmer; tipo música de parque de diversões.
A letra é brincadeira com a sonoridade das palavras:
"Honey love you, honey little, honey funny sunny morning love you more funny love in the skyline baby".

Essa música lembra muito aquele estilo meio infantil de Syd junto ao Floyd em The Piper At The Gates Of Dawn.
Os barulhinhos de fundo correndo em um ritmo alternativo, e só às vezes acompanhando o ritmo original da música,
dão um charme.

No Man’s Land

Duas guitarras: uma com distorção bem anos 90 (!) tipo My Bloody Valentine, saturada porém não muito suja.
Passa energia.

A voz de Syd fica um pouco acima dos outros instrumentos cantando em um tom meio sério.
Durante os solos essa música lembra um pouco, mas bem pouco, as música mais "espaciais" do Pink Floyd.

Dark Globe

Vocal desafinado e batida do violão variando o ritmo.

Uma das músicas mais bonitas do álbum.
Syd canta com muita vontade, sem nem mesmo se importar com o limite em que sua voz agüenta se manter afinada. Musiquinha simples, sem efeitos ou solos.

Here I Go

Letra ingênua. Melodia alegre.


Here I Go é simples, sem muitos efeitos, o ritmo é meio dançante e Syd engrossa a voz para cantá-la. Nota 9

Octopus

Lembra “Sgt. Pepper”. A letra fala de dragões, cangurus e octopus.

Melhor música do álbum! Um ritmo puxado com uma batida forte.
O refrão inesquecível "Please leave us here, close our eyes, to the octopus ride!".
Essa música tinha tudo para ter sucesso. Nota 10

Golden Hair

A mais soturna. Adaptação de poema de James Joyce. Lindos riffs de violão.

Música quieta. Os instrumentos acompanhando exatamente o que está sendo cantado... é um poema cantado. Nota 8

Long Gone

Valsa que alterna vocais graves agudos. Muito psicodélica!

Outra música que inicia com os instrumentos acompanhando o que está sendo cantado. Durante o refrão, o volume vai aumentando e são adicionadas umas vozes cantando em outros tons... interessante mas não me emociona.

She Took A Long Cold Look

Voz e violão. Barrett “erra” no meio.

Violão e voz num ritmo tranqüilo. Lembra uma cadeira de balanço e um cara sem ter o que fazer tocando violão.
Apesar de bonita, é uma música fria.

Feel

Voz, violão e ritmo errado.

Outra das mais bonitas do álbum. Como Dark Globe, Feel é cantanda com muita sinceridade e sentimento.
Violão e voz sem frescuras. Linda.

If It’s In You

Erro, desafino e bela melodia.

A música que Syd mais se complica para cantar.
Ela exige muito do vocal, e Syd desafina em diversas partes da música.
Os erros acabam dando charme à música e demonstram uma total apatia de Syd com a estética e os padrões.

Late Night

Voz, duas slide guitars, bateria suave e sem baixo.

Essa música fecha o álbum original com chave de ouro. Uma música que, como Terrapin, é meio cansada, com as guitarrinhas psicodélicas no fundo e Syd cantando meio com sono.

Uma versão japonesa do álbum traz as seguintes faixas como bonús tracks:

Octopus

Syd tenta começar a cantar, erra e começa de novo. Uma versão um pouquinho mais lenta que a original.
Prefiro esta versão, principalmente quando Syd se empolga com os refrões.

No Good Trying

Muito parecida com a original.

Love You

Versão mais rápida e sem os barulhinhos de fundo.

Love You

Versão mais lenta e sem os barulhinhos de fundo.

She Took A Long Cold Look

Syd zoa tudo no começo, e os vocais ficam meio trêmulos no refrão. Legal.

Golden Hair

Versão mais viajada com uns back-vocais e uns "ventos" de fundo.

LINHA DO TEMPO

1946 Nasceu Roger Keith Barrett
1961 Ganhou a primeira guitarra
1965 Formou o Pink Floyd
1967 Primeiro disco da banda
1968 Ficou doido pelo LSD e foi substituído por Gilmour
1969 "The Madcap Laughs"
1970 Gravou "Barrett"
2000 Vive com a mãe em Cambridge, distraindo-se com televisão e jardinagem.
2006 Falece dia 11/07/2006 aos 60 anos.


Leaf Hound Growers of Mushroom.


Leaf Hound "Growers of Mushroom".
Por Wagner Xavier


Se a santíssima trindade do hard rock mundial é amplamente conhecida e alardeada por todos (Deep Purple, Black Sabbath e Led Zeppelin), nada como descobrir seus filhos naturais e esquecidos. Se esta analogia realmente fosse levada a sério, poderíamos afirmar que o Leaf Hound estaria entre os filhos mais verdadeiros do mais famoso e festejado dos três, o mundialmente conhecido Led Zeppelin.

Formado nos idos de 70 em Londres, o Leaf Hound lançou apenas um álbum, que simplesmente assombra pela qualidade, impacto, excelente execução e canções que beiram a perfeição e nos chocam por saber que bandas inferiores conseguiram êxito enquanto o Leaf Hound praticamente nada conseguiu em sua época.

Formada pelos irmãos Derek e Stuart Brooks na guitarra e baixo, Mick Halls na outra guitarra, Keith G. Young na bateria e pelo excelente vocalista Peter French, o Leaf Hound praticamente nasceu do legendário Black Cat Bones, banda de blues rock do final dos sixties onde tocaram os irmãos Brooks com o recém falecido Rod Price, do Foghat, lançando em 1969 o excelente álbum Barbed Wire Sandwich, e também do Brunning Sunflower Blues Band de Peter French e Mich Halls, que resultou no disco Bullen Street Blues, em 1968.

Já como Leaf Hound, o quinteto lançou a obra prima Growers of Mushroom, gravado em 1971 pela Decca Records em apenas um dia (na verdade uma sessão de 11 horas de estúdio) e praticamente esquecido por mais de 20 anos, mas que ainda surpreende pela força e nos remete imediatamente a bandas como o já citado Led Zeppelin, e em alguns momentos mais leves e blues ao fundamental Free de Paul Rodgers, ou mesmo ao Deep Purple de Ritchie Blackmore e Ian Gillan.

O álbum inicia com Freelance Fiend (3’09) e já nos remete a atmosfera dos dois primeiros álbuns da banda de James Patrick Page e Robert Plant, talvez mais próxima de Good Times Bad Times. Um andamento pesado, com destaque para a voz de French. O início é promissor...

Na seqüência, a bela Sad Road to the Sea (4’14) tem uma levada mais acústica, é linda de morrer, e destaca um belo solo de guitarra de Brooks. A terceira faixa é Drowned My Life in Fear (2’58), também de primeira linha. O vocal é muito parecido ao de Robert Plant, mas French também tem seu estilo próprio. Além de ser muito bem executada.

A longa Work My Body com seus 8’09s é a suíte do disco, um rockão com levada bem blues no melhor estilo do inicio dos anos 70. De extrema beleza, com destaque para o baixo swingado e longos solos de guitarra, a faixa é um clássico absoluto. Stray (3’45), a próxima, é pura Whole Lotta Love. Fantástica. Incrível como isto é bom de ser ouvido. Certamente, na época deve ter rolado aquela coisa de imitação, influência, mas 35 anos depois isto é absolutamente irrelevante, e além do mais isto sempre aconteceu em todos grandes momentos da música.

A sexta faixa é With a Minute To Go (4’16), a grande balada do disco. Possui um belo andamento, vocal emocionado, linha de baixo muito interessante e violões ao fundo. A melhor de todas. A faixa título é curtinha (2’16), mas é bem interessante. Talvez a mais levezinha do disco. Não chega a cortar o barato, mas dá pra dar uma respirada durante sua execução. Para variar um pouco, esta música chega a lembrar um pouco os bons momentos do The Who no clássico Who’s Next, do mesmo ano.

em Stagnant Pool (3’57) o hard rock volta a toda. Mistura de Led com Deep Purple da fase In Rock, a faixa é daquelas arrasa quarteirão, guitarra solando o tempo todo, baixo com grande destaque e uma bateria pra lá de eficiente. Que sonzeira dos bons tempos. Para finalizar o disco, Sawdust Ceasar (4’26), também um gostoso hard rock mantendo o nível. Um primor.

Após o lançamento do álbum na Inglaterra, e de um relativo sucesso em seus shows, Growers of Mushroom foi editado também na Alemanha pelo selo Telefunken, porém acabou não alcançado o sucesso esperado e a banda dispersou-se.

Com o fim prematuro, Peter French seguiu para o Atomic Rooster, alcançando então muito sucesso com o estupendo In Hearing Of. Logo depois ele ainda participaria do excelente Cactus, dos ex-Fanilla Fudge Carmine Appice e Tim Boggert (porém isto é outra história...).

Growers of Mushroom felizmente voltou a tona com o advento do CD. A Repeitore lançou o CD em 1994, com encarte e também com duas faixas extras (as ótimas It’s Going to Get Better – lançado em single na Alemanha em 71 – e a inédita Hip Shaker).

Apesar de difícil, é também possível adquirir uma reedição em LP com capa dura, dupla, encarte, pôster gigante e bônus extras (da maravilhosa Akarma) – um luxo (eu já peguei o meu.). Simplesmente covardia. Enfim, o Leaf Hound é outra grande banda dos bons e velhos tempos que infelizmente não se consagrou, mas ainda sim criou uma obra prima que hoje, apenas das fortes referencias de Led Zeppelin, não nos deixa dúvida de sua excepcional qualidade.

Daqui a 20 anos é bem provável que também poderemos nos lembrar do Radiohead ou dos Strokes de hoje em dia, e todos seus “filhos”, separar os naturais dos bastardos, entender que o sucesso ou o prestígio nem sempre é oferecido aos melhores, e que nem todos conseguem um lugar ao sol, mesmo que mereçam. Enfim, que a vida nem sempre é justa como gostaríamos. Porém, se a justiça tarda, ela não falha: Growers of Mushroom, do Leaf Hound, uma obra prima dos bons tempos.

Músicos:
Derek Brooks – guitar
Stuart Brooks – bass
Pete French – vocals
Mick Halls - lead guitar
Keith George Young – drums

Info álbum:
Growers Of Mushroom (Selo Decca SKL-R 5094) 1970 R5


A gravadora Discos Marcus Pereira

Discos Marcus Pereira, uma gravadora que foi uma alegoria do Brasil
Por Paulo Eduardo Neves.

A gravadora Discos Marcus Pereira foi o mais importante projeto fonográfico nacional. Hoje seus discos estão praticamente todos fora de catálogo, apodrecendo nos porões da gravadora EMI. Este texto conta sua história, que de tão brasileira, parece uma alegoria de nosso país.

Datas redondas são sempre um bom pretexto para relembrar, ainda mais em nosso país que sofre de um sistemático esquecimento de sua cultura. Neste ano de 2002, comemora-se 35 anos do início e 20 anos do fim do mais importante projeto fonográfico nacional, a Discos Marcus Pereira.

A gravadora foi a primeira no país a adotar uma política de produção alternativa, fora da indústria cultural, de grandes grupos fonográficos e do mecenato estatal. É a inspiradora da saudável proliferação de pequenas gravadoras voltadas para a qualidade e diversidade da música brasileira. Se hoje tempos Kuarup, Rob Digital, Núcleo Contemporâneo, Acari, Biscoito Fino e CPC-Umes, a ela devemos.

Quando a gravadora acabou, seu precioso acervo foi parar com a gravadora Copacabana, que também encerrou suas atividades, terminando tudo em posse da pequena distribuidora ABW, que chegou a lançar muita coisa da Marcus Pereira em CD. Há alguns anos a EMI comprou todo o acervo nas mãos da ABW. Eles estavam interessados no vasto catálogo de jovem guarda da Copacabana, pois boa parte dos dirigentes das grandes gravadoras são oriundos deste pobre movimento musical. Enquanto os fonogramas de iê-iê-iê começaram a ser relançados pela multinacional, o acervo da Marcus Pereira foi imediatamente esquecido. Se quando estava nas mãos da ABW era possível encontrar em CD dezenas de seus discos, hoje os discos em catálogo não completam os dedos de uma mão e os demais apodrecem nos porões da EMI. Um verdadeiro atentado à memória nacional.

A história da Discos Marcus Pereira mistura variadas doses de paixão, dificuldades financeiras e políticas, amizade, descaso e muito idealismo, tudo ao som da melhor trilha sonora que este país já produziu. Sua história é tão brasileira, mas tão brasileira, que mais parece uma alegoria sobre nosso país. A começar pelo lugar onde surgiu.

Bares e botequins são templos de cultura nacional. Um grupo de amigos e amantes de música brasileira frequentava o bar Jogral na cidade de São Paulo. Entre eles estavam o publicitário Marcus Pereira e o dono do bar Luis Carlos Paraná. O Jogral era o grande ponto de encontro da boa música brasileira na cidade. Em 1967, reunindo amizades e afetos para homenagear o compositor Paulo Vanzolini, lançavam o disco "Onze Sambas e uma Capoeira". O LP, que também marcava a estréia artística de Cristina Buarque, trazia a marca "Jogral". No ano seguinte gravavam com gente da casa algo que há muito não acontecia: um disco de choro. Era o "Flauta, Cavaquinho e Violão". O pretexto era dar os discos como brinde de fim de ano da empresa de Marcus. Outros discos foram saindo, um melhor do que o outro. Em 1973, a coleção de 4 discos "Música Popular do Nordeste" vale a Marcus o prêmio Estácio de Sá do MIS do Rio. Era o pretexto que faltava para abandonar sua rentável agência de publicidade e cuidar de uma nova empresa, a Discos Marcus Pereira.

Se você for fazer uma listagem sobre os melhores discos brasileiros de todos os tempos, a Marcus Pereira marcará presença com um número impressionante para uma pequena gravadora. Não faltarão na lista os dois primeiros do Cartola, o "Na Quadrada das Águas Perdidas" de Elomar, a Orquestra Armorial dirigida pelo Maestro Guerra Peixe, o "Violão Brasileiro Tocado pelo Avesso" de Canhoto da Paraíba e muitos outros. Se hoje aparecem projetos que visam mapear a música feita no Brasil, ele copiam a sua série de 16 LPs com músicas de cada região brasileira. Eles abriram espaço para a música de estilos tão diversos quanto a Banda de Pífanos de Caruaru ao experimentador Walter Smetak. A década de 70 viu um ressurgimento do choro e a gravadora foi o principal suporte fonográfico do movimento, gravando discos sensacionais de Abel Ferreira, Raul de Barros, Canhoto da Paraíba, Carlos Poyares, Altamiro Carrilho e tantos outros. Gravou uma série de discos de samba, onde cada um era dedicado a uma das mais tradicionais escolas, Salgueiro, Portela, Mangueira e Império Serrano. Neles era contada sua história artística através dos grandes nomes de cada uma. Só o disco da Portela pode ser considerado o quinto disco da sua Velha Guarda, com participações de Monarco, Alcides Malandro Histórico e Alvaiade. Os demais reuniam gravações de baluartes de cada agremiação, como Tio Hélio, Mano Décio da Viola e Padeirinho.

A mais alta estirpe da música brasileira gravou ou participou de seus discos. Muitos entraram em estúdio pela primeira vez. Foram 144 discos em menos de 10 de anos de existência. Passaram por lá Abel Ferreira, Altamiro Carrilho, Arthur Moreira Lima, Banda de Pífanos de Caruaru, Canhoto da Paraíba, Carlos Poyares, Carmem Costa, Cartola, Celso Machado, Chico Buarque, Chico Maranhão, Clementina de Jesus, Dercio Marques, Dona Ivone Lara, Donga, Elba Ramalho, Elomar, Evandro do Bandolim, Jane Duboc Luperce Miranda, Nara Leão, Orquestra Armorial, Papete, Paulo Marquez, Paulo Vanzolini, Quinteto Armorial, Quinteto Villa-Lobos, Raul de Barros, Renato Teixeira, Roberto Silva, Tia Amélia e muitos outros.

Só que os negócios eram dureza. Alegando que seu trabalho estava voltado para a pesquisa, Marcus conseguiu um financiamento da FINEP que bancou boa parte de seus discos, como o resto da coleção que mapeou a música do Brasil e os de Cartola e Donga. Chegou a hora de pagar os juros. A dificuldade de distribuição (sempre ela) o sujeitou a um contrato leonino com a gravadora Copacabana. Marcus conseguia tirar leite de pedra para manter seu sonho. Em fevereiro de 1982, após a grave recessão de 79, a gravadora enfrentava sérias dificuldades financeiras. Suas dívidas acumulavam. A gravadora que levava seu nome estava indo à falência. Neste momento difícil que passava o trabalho e sonho de uma vida, problemas pessoais agravara a situação. Marcus Pereira então se suicidou.

Você conseguiria imaginar uma história mais brasileira do que esta?



sexta-feira, 28 de setembro de 2007

A INTELIGENTE MENTIRA CHAMADA THE MONKEES


Por Marcos Merhi.

No ano de 1966, os Estados Unidos invejosos do estrondoso sucesso dos Beatles e da enorme divisa exportada pelo império britânico face ao fabuloso talento de John, Paul, George e Ringo, promoveram um concurso de âmbito nacional. A intenção era criar um grupo musical que fizesse frente aos dois maiores expoentes britânicos daquela época: Beatles e Rolling Stones.

Cerca de 300.000 jovens candidataram-se dos mais diferentes pontos do país a fim de ingressarem na mais amparada e produzida carreira artística jamais vista até então. Os requisitos fundamentais eram: juventude, simpatia, beleza, carisma e descontração. Tinha também de ser apenas quatro elementos (já que os Beatles nunca foram cinco), tinham de ser brancos, sem nenhum aparente defeito físico e cabelos lisos e bem cortados, enfim o verdadeiro protótipo dos namoradinhos da América, que pudessem arrancar suspiros e gritos das gatas americanas, bom humor e muita irreverência. Na realidade o que parecia vir em segundo plano era o talento já que isso também podia facilmente ser fabricado. Sabe-se que o excelente músico Stephens Stills do famoso grupo Crosby, Stills, Nash & Young, na época desempregado, foi cabalmente reprovado, pois apesar de sua incontestável musicalidade, ao dar um largo sorriso para a banca examinadora, perceberam que seus dentes não eram perfeitos. O resultado final foi abocanhado por quatro rapazes de nomes David Jones, Mike Nesmith, Peter Tork e Micky Dolenz. Dos quatro, apenas dois já tinham experiência na carreira artística. David Jones vinha de um fracassado lançamento de um disco onde cantava baladinhas doces do tipo Paul Anka e Neil Sedaka e Micky Dolenz que havia estrelado anos atrás um seriado americano passado no Brasil com o título de "O menino do circo". Os dois restantes eram até então ilustres desconhecidos. A produção tinha de ser impecável e assim chamaram o melhor estilista americano, os melhores produtores e grandes compositores daquela época como Tommy Boyce, Bob Hart, Carole King, Gerry Goffin, Neil Diamond e outros. Foram lançados simultaneamente em áudio e vídeo e, desse modo, enxertaram goela a dentro da juventude americana entrevistas, filmes e discos acompanhada de uma enorme máquina publicitária para lançá-los além das fronteiras. No Brasil seus filmes vespertinos (sem pé nem cabeça, sem roteiro e sem direção) fizeram o maior sucesso entre nossos jovens já meio esgotados daquelas melosas guitarrinhas da jovem guarda. Assim, o mundo acabava de conhecer o mais recente fenômeno musical americano: The Monkees.

Entretanto, um fantasma rondava o grupo. Surgia um boato de que os simpáticos rapazes eram uma farsa de vez que na realidade não eram eles quem tocavam seus grandiosos e lucrativos sucessos. A resposta no entanto, dada sempre em entrevistas via televisão para todo o país, era a seguinte: "Pessoal, acabamos de vir de uma turnê pelo país. Se não fomos nós que tocamos, estamos bem encrencados". Os jovens então engoliam seco e retornavam a seus lares agradecidos e aliviados. Os anos se passaram e o sucesso também. Por volta de meados de 69 o grupo se desfez. Os rapazes eram tão inocentes e deslumbrados, que ao se separarem perceberam que durante todo o tempo foram (segundo o que se sabe) inescrupulosamente roubados pelos seus empresários tendo no final de tudo mais dívidas que lucros a receberem o que deixou suas gravadoras (primeiro a Colgems e depois a RCA)mais desinteressadas ainda numa possível reabilitação. Dizem até que anos mais tarde, David Jones, o único inglês do grupo, foi visto já um tanto envelhecido, morando em um quarto sem aquecimento em um bairro qualquer de Nova Iorque. Com a onda de nostalgia (e graças a Deus) que assola atualmente nosso país e, com o lançamento de suas obras em CDs, a verdade finalmente veio a tona. Os quatro rapazes em verdade nunca tocaram coisa nenhuma. Apenas colocavam a voz, na maioria das vezes emprestada por Micky Dolenz e mais nada. A parte instrumental ficava a cargo dos mais requisitados músicos de estúdio daquela época como Wayne Erwin, Gerry McGee, Billy Lewis, Larry Taylor, Larry Knechtel, Jim Gordon, Glen Campbell e outros. Até mesmo a harmonia vocal era feita por cantores contratados. Peter Tork então (o loirinho com cara de bobo)não tocava absolutamente nada, não cantava coisa alguma e talvez sequer aparecia no estúdio. Evidente que todos devem estar perguntando: E as turnês? Mímica pura. Enquanto os quatro rapazes gesticulavam e manuseavam os instrumentos, uma verdadeira banda (já que na época não havia o Play Back) se posicionava atrás do palco, na porta dos bastidores e produziam o som que a enganada platéia aplaudia delirantemente.

Após mais de trinta anos brincando desse jeito era provável que os rapazes aprendessem seriamente a tocar alguma coisa e foi assim que em 84 retomaram a carreira, dessa vez sem enganos, e lançaram um CD sem muita pretensão, tanto que até a presente data não se tem notícia de nenhum outro lançamento desse retorno. Enfim, ao contrário do dito popular essa foi uma mentira que não teve a perna tão curta assim.

Discografia oficial:
Rhino Hi-Five: The Monkees [Vol. 2]
2007
Rhino Hi-five: The Monkees
2006
The Monkees [Deluxe Edition] [Digital Version]
2006
More Of The Monkees [Deluxe Edition][Digital Version]
2006
Headquarters Sessions
2006
Summer 1967: The Complete U.S. Concert Recordings
2005
Last Train To Clarksville
2004
Live (1967)
2004
Missing Links
2004
Live 1967
2004
The Birds, The Bees, & The Monkees
2004
The Monkees Present: Micky, David & Michael
2004
Missing Links Volume 2
2004
The Best Of The Monkees
2003
Extended Versions
2003
Live Summer Tour
2002
The Essentials
2002
Music Box
2001
Greatest Hits (Deluxe Limited Edition)
1999
Daydream Believer and Other Hits
1998
The Monkees: Anthology
1998
I'm a Believer and Other Hits
1997
Justus
1996
Barrel Full Of Monkees: Monkees Songs For Kids!
1996
Missing Links Vol. 3
1996
Listen to the Band
1991
Missing Links Vol. 2
1990
Pool It
1987
Then & Now - Best Of The Monkees
1986
More Greatest Hits
1982
Greatest Hits
1976
Changes
1970
The Monkees Present
1969
Instant Replay
1969
The Birds, The Bees & The Monkees
1968
Head
1968
Pisces, Aquarius, Capricorn & Jones Ltd.
1967
More Of The Monkees
1967
Headquarters
1967
The Monkees
1966

Coletâneas:
Gold - Summer Of Love
2007
Austin Powers: The Spy Who Shagged Me, More Music From The Motion Picture
2005
Hallucinations: Psychedelic Pop Nuggets from the WEA Vaults
2005
Come To The Sunshine: Soft Pop Nuggets From The WEA Vaults
2004
Casey Kasem: The 60's #1 Pop Hits
2004
Guitar Rock: Smokin' 60's
2003
That's What Little Girls Are Made Of
2003
1966! The Coolest Year In Music History
2003
Sentimental Journey Vol. 3: Last Train...
2002
Red, White & Rock
2002
The Ultimate Rock & Roll Collection: The 60's
2001
Cosmic Grooves: Sagittarius
2001
Casey Kasem: America's Top 10 Through Years - The 60's
2001
Instant Party: Blow-Out!
2001
Entertainment Weekly: Greatest Hits 1966
2001
Entertainment Weekly: Greatest Hits 1968
2001
Entertainment Weekly: Greatest Hits 1967
2001
25 All-Time Greatest Bubblegum Hits
2000
VH1: It's Only Rock 'N' Roll!
2000
Austin Powers: The Spy Who Shagged Me
1999
Class Reunion '68: Greatest Hits Of 1968
1999
WOGL 10th Anniversary, Vol. 2: Best of the 60's
1997
WCBS-FM 101: 25th Anniversary: Best...60s
1997
WODS-FM's 10th Anniversary: Best...60s
1997
Super Cool 60's (1964-1969)
1997
Friends for Life [Lightyear]
1996
Songs In The Rough
1996
Dumb And Dumber: Get Down, Get Dumb
1996
Dr. Demento Gooses Mother!
1995
Tales From The Rhino
1994
A T.V. Family Christmas
1992
Best Of Beat
1991
Billboard Top Rock & Roll Hits 1966
1988
Best Of 60's Mellow
1987
Television's Greatest Hits, Vol.2: From the 50's and 60's
1986
Nuggets: A Classic Collection From the Psychedelic Sixties
1986



sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Feira da Benedito Calixto comemora 20 anos

Feira de Artes da Praça Benedito Calixto comemora 20 anos
com o cartunista Paulo Caruso e o artista do graffiti Eduardo Kobra.

Praça Benedito Calixto:
Charge de Paulo Caruso a ser reproduzida no muro da Associação por Eduardo Kobra.


Para comemorar os 20 anos da Feira de Artes, Cultura e Lazer da Praça Benedito Calixto, a Associação dos Amigos da Praça Benedito Calixto - AAPBC e o projeto O Autor na Praça, recebem os artistas plásticos Paulo Caruso e Eduardo Kobra. Na ocasião o artista do graffiti Eduardo Kobra reproduzirá uma imagem do cartunista e caricaturista Paulo Caruso no muro/fachada da sede da AAPBC, a charge de Paulo Caruso, retrata a feira, com destaque para o patrono da praça: o pintor Benedito Calixto. Contaremos com a participação do cartunista Junior Lopes realizando caricaturas. A Feira da Praça, que existe desde 1987, surgiu a partir de uma iniciativa da AAPBC e vários artistas, com a proposta de ocupar o espaço público oferecendo a população atividades de cultura e lazer. A feira é hoje um ponto de referência intelectual, cultural e já faz parte do calendário turístico e de lazer de São Paulo. O evento, que se realiza todos os sábados, das 9 às 19 horas, no bairro de Pinheiros, conta com a participação de 320 expositores, com artesanato variado, obras de arte e antiguidades, o Chorinho, praça de alimentação, o projeto O Autor na Praça e o Jornal da Praça. Programação e maiores informações e imagem da charge abaixo.


Programação:

  • 10h00 – Exposição de maquetes que reproduzem monumentos, prédios e pontos históricos do bairro de Pinheiros, criadas pelo palhaço, ator, professor e diretor de teatro Florêncio Borges.

  • 11h00 – inauguração do painel no muro da sede da AAPBC, na Praça Benedito Calixto, nº 112. A imagem, de autoria do cartunista Paulo Caruso, apresenta uma charge da Feira, com destaque para o patrono da praça, o pintor Benedito Calixto e será reproduzida pelo artista do graffiti Eduardo Kobra.

  • 11h00 – Abertura da exposição Exposição “A mordacidade e o humor de Paulo Caruso”, que reúne desenhos originais, ploters, banners e material de pesquisa e cadernos de esboços do artista para suas criações. A exposição será instalada no interior da sede da AAPBC.

  • 14h00 as 18h00 – No projeto O Autor na Praça, o cartunista Paulo Caruso, autografa o livro Avenida Brasil: Se Meu Rolls-Royce Falasse e outros de sua auoria, no Espaço Plínio Marcos, tenda no meio da Feira da Benedito Calixto.

Serviço:

Comemoração dos 20 anos da Feira de Artes da Praça Benedito Calixto

Sábado, dia 22 de setembro, a partir das 10h00

Feira de Artes da Praça Benedito Calixto, Pinheiros – SP

Informações: AAPBC – Tel. (11) 3081 1803 / Edson Lima - Tel. (11) 3746 6938

Realização: Associação dos Amigos da Praça Benedito Calixto e O Autor na Praça

Apoio: Restaurante Consulado Mineiro, Jornal da Praça, Max Design e Cantinho Português.


Avenida Brasil: Se Meu Rolls-Royce Falasse - Neste livro, Paulo Caruso retoma a coletânea de sua coluna Avenida Brasil, publicada durante 25 anos em Isto É e, agora, na Revista Domingo, do Jornal do Brasil. Em um apanhado saboroso, estão registradas as várias fases do governo Lula, da euforia inicial que tomou conta do país ao desencanto reinante com a sucessão de escândalos que o acometeu. O Fome Zero, a Operação Anaconda, Severino Cavalcanti e a Ópera do Mensalão são alguns dos assuntos que desfilam diante do leitor, como num resumo da gestão do operário que chegou lá, uma visão do governo Lula que não prescinde do humor para o julgamento que a história haverá de fazer um dia.

Avenida Brasil: Se Meu Rolls-Royce Falasse - Texto e Arte: Paulo Caruso

88 páginas, Preço R$ 46,00 - Editoras: Devir e Jacarandá.

Perfil do artista Eduardo Kobra - nascido em São Paulo e começou os seus primeiros traços em 1987, junto com a segunda geração do grafite sob a influência do hip hop, mas inquieto de personalidade, logo foi aprimorando os seus traços e encontrou na aerografia a parceira ideal, para desenvolver a sua exclusiva forma de expressão. Suas criações são ricas em detalhes, extremamente realistas, com uma estética perfeita, pois são frutos de pesquisas detalhadas e contam com a parceria da visão técnica do arquiteto, urbanista e especialista em projeto e execução de trabalhos bi e tridimensionais para espaço público Márcio Rodrigues Luiz.

Embora nunca tenha tido contato pessoal, um de seus principais mestres atuais é o americano Eric Grohe, um artista plástico que faz da sua arte um meio de transformação. A dimensão, a perfeição e o realismo de seus murais confundem os olhos de quem observa, reduzindo a nada a diferença entre escultura e pintura. Os trabalhos de Kobra, muitos executados antes mesmo do contato com a arte de Grohe, trazem características semelhantes. O artista brasileiro já prestou serviço para empresas como Playcenter, Beto Carrero World, Coca Cola, Nestlé, Chevrolet, Ford, Roche, Jonnie Walker, Roche, Iodice, Carmim e para as agências The Marketing Store, Diageo, Agnelo Pacheco, além de ter trabalhado com o arquiteto Sig Bergamin para a Lê Lis Blanc.

Projeto “Muro das Memórias”

O artista plástico Eduardo Kobra está deixando a cidade de São Paulo mais bonita. O projeto tem como principal objetivo transformar a paisagem urbana através da arte. É uma mistura de nostalgia e modernidade, por meio de reprodução imagens do inicio do século em muros da cidade. Desde o início do ano já foram entregue cinco murais e a idéia é fazer mais seis até o final do ano. Kobra desenvolve obras que misturam o traço da aerografia com a inspiração na pintura do moderno grafite, rico em sombra, luz e brilho. O resultado são murais tridimensionais que permitem ao público interagir com a obra. Resultado deste projeto a exposição “Memórias de São Paulo”, traz oito telas retratando a São Paulo do início do século passado e está instalada no Restaurante Bendito Grill’s, na praça Benedito Calixto, 179, até 28 de outubro.

Paulo Caruso Paulistano - Arquiteto, formado pela Fauusp, este paulistano de 57anos vem retratando a cidade através de seus cartuns em varias publicações, entre elas a revista Projeto e nos jornais Folha de S.Paulo, Diário de S. Paulo, Estadão e atualmente no Jornal do Brasil . Com dezenas de livros publicados na linha do humor e da caricatura política, pela primeira vez lança um livro com textos e desenhos sobre a cidade, caricaturando seus tipos e edifícios, fazendo um comentário bem humorado da vida na megalópole. Paulistano, morador da Vila Madalena desde os 2 anos de idade, Paulo Caruso faz um passeio pela cidade rememorando sua própria historia afetiva e pessoal e tentando, com seu traço característico, enfatizar e privilegiar aspectos saborosos dessa experiência. Os vários estilos arquitetônicos em um duelo a céu aberto na cidade, o contraste entre o ecletismo clássico e o modernismo, a possibilidade de uma orientação visual no traçado urbano e um comentário sutil através dos seus cartuns é contemplado neste trabalho rico em ilustrações e informação para quem deseja entender um pouco desta cidade e sua historia. Sem abdicar de seu estilo de traços rápidos e expressivos, Paulo Caruso cria um novo modo de representação do urbano, sem pretensão de hiper-realismo ou desenho técnico, alguma coisa entre o impressionismo e o perfeccionismo, o IMPERFECCIONISMO, como o próprio autor o define. Uma seleção de doze imagens selecionada deste trabalho foram reproduzidas em tamanho natural no Calendário que a Imprensa Oficial do Estado editou no ano de 2004. São eles: o Monumento às Bandeiras, o Teatro Municipal, o Museu do Ipiranga e o Monumento à Independência, o Centro Cultural Banco do Brasil, o Edifício Copan, a Pinacoteca do Estado, o Mercado Municipal, a Sala São Paulo, a Estação da Luz, o Palácio dos Correios e , no Anhangabaú, uma visão dos edifícios mais altos da cidade de várias épocas, O Martinelli, o Banespa , Banco do Brasil e Sampaio Moreira. Em torno de uma centena de imagens compõem o livro São Paulo por Paulo Caruso, editado pela MM Comunicação e impresso pela IMESP.


Contato: Edson Lima.
Fones: 11 3746 6938 e 11 9586 5577





sábado, 8 de setembro de 2007

CAMORRA AL PESTO SHOW

CAMORRA AL PESTO SHOW.




Aê galera, nesta quinta-feira (véspera de feriado) estréia um projeto novo no Il Brasco em Novo Hamburgo:É a CAMORRA AL PESTO SHOW.

Uma festa com muita música, besteiras, bizarrices, distribuição de brindes e até karaokê p/ quem quiser se aventurar a cantar no palco.

A festa é comandada pelo mafioso Al Cindo e conta com música ao vivo de Volnei Cavalheiro e banda e o ecletismo sonoro do DJ Michel.

CAMORRA AL PESTO SHOW
Il Brasco Pub (Marcílio Dias, 2085 - NH)
Ingresso Feminino - R$ 5,00
Ingresso Masculino - R$ 12,00

* A mulherada não paga ingresso até a meia-noite.

Maurício Schirmer
THE BEST PRODUÇÕES
Fone: 51 9945 0595
http://www.thebestproducoes.com.br/


MÓDULO 1000 NÃO FALE COM PAREDES

MÓDULO 1000 LP: NÃO FALE COM PAREDES



Músicas:
Turpe est sine crine caput
Não fale com paredes
Espêlho
Lem-ed-êcalg
Olho por olho, dente por dente
Metrô mental
Teclados
Salve-se quem puder
Animália


LP LISTADO NO LIVRO DO AUSTRÍACO HANS POKORA'S, CONHECIDO COMO O
"INDIANA JONES", O DESCOBRIDOR DE RARIDADES NO MUNDO INTEIRO.


Módulo 1000: Não Fale Com Paredes

* Fernando Rosa
O jornal Rolling Stone, em sua edição nacional, de número 4 (21 de janeiro de 1972) trazia na segunda capa (interna) anúncio de página inteira com o disco. Está lá escrito: "Nosso som é o som do mundo para ser sacado e curtido" - Módulo 1000, com a foto do quarteto e a capa do disco, trazendo apenas o nome da banda e da obra - "Não Fale Com Paredes". Uma estréia que prometia, mas que enfrentou resistências, mesmo dos setores mais roqueiros da mídia, inclusive do próprio RS.

A razão da reação adversa de alguns é, ao mesmo tempo, o grande trunfo do álbum: o som progressivo, altamente técnico, que, ao contrário das críticas, não deixava de manter o pé no rock e da psicodelia. Integravam o grupo carioca, os músicos Luiz Paulo (órgão, piano e vocal), Eduardo (baixo), Daniel (guitarra) e Candinho (bateria). A produção, devidamente capitalizada no anúncio do jornal, é do disc-jockey Ademir, um dos mais destacados da época, depois de Big Boy.

De fato, em suas nove músicas, "Não Fale Com Paredes" é um exercício de criatividade instrumental que, hoje, pode-se nivelar aos melhores discos do gênero produzidos no exterior. "Turpe Est Sine Crine Caput", cantada em latin, com um impressionante trabalho de guitarra, abre o disco mostrando o que vem pela frente. "Não Fale Com Paredes", com letra de Vitor Martins ("Uma pessoa/É uma figura/É uma imagem/Numa moldura/Minha imagem quer sair do quadro/Dessa vitrine sem profundidade"), em clima de quase hard-rock à la Grand Funk Railroad, expõe a face mais pesada do grupo. E "Espelho" é uma viagem acústica, com vocais suaves, que lembra um pouco a sonoridade dos Mutantes.

Um aviso na capa do LP reflete a preocupação do grupo com a qualidade de produção: "o tempo de duração de cada face do disco foi limitado a 16 minutos para proporcionar uma excelente reprodução sonora". Objetivo alcançado, pois ainda hoje causa surpresa aos novos ouvintes o resultado final do disco, gravado com as conhecidas condições técnicas nacionais de trinta anos atrás. E por jovens que tinham idade média de 20 anos.

"Não Fale Com Paredes" também é assíduo frequentador dos "want lists" (procurados) de colecionadores internacionais de discos raros de psicodelia e progressivo. Sua capa (em detalhe) está no livro "2000 Record Collector Dream", do austríaco Hans Pokora, e uma de suas músicas - "Lem-Ed-Êcalg (Glacê de Mel, ao contrário) integra a coletânea "Love, Peace & Poetry - Latin American Psychedelic Music", ao lado do também brasileiro Som Imaginário.

Mesmo assim, a sina de "Não Fale Com Paredes" parece ser parmanecer no anonimato. Tanto que já é candidato a transformar-se em "disco perdido" também na era digital. Remasterizado, com capa original de papel e encarte com as letras, ganhou versão em CD (edição também esgotada há anos), sem que ninguém tenha se dado conta. Originalmente gravado pela Top Tape, a reedição caprichada, limitada e esgotada é da Zaher Zein do Projeto Luz Eterna.

* Texto originalmente publicado na revista ShowBizz.
Luiz Paulo Simas/Daniel


1 abraço, SeuPC Discos de Vinil.


13th Floor Elevators Psychedelic Sounds Of



13th Floor Elevators Psychedelic Sounds Of



Members:
Roky Erickson
Dan Galindo
Tommy Hall
Stacy Sutherland
Danny Thomas

Músicas do LP:

Youre Gonna Miss Me
Roller Coaster
Splash 1
Reverberation (Doubt)
Dont Fall Down
Fire Engine
Thru The Rhythm
You Dont Know
Kingdom Of Heaven
Monkey Island
Tried To Hide


REVIEW:
Se você não sabe quem é esse grupo, eu vou lhe dar uma dica. Se for realmente um leitor fiel desse site, deve ter visto e revisto o filme Alta Fidelidade com John Cusack. E se prestou atenção ao início do filme, quando aparece um sulco de vinil e uma canção berrada e maluca, então, você já ouviu o 13th. Aquela é "Youre Gonna Miss Me", o maior clássico dessa banda liderada por Roky Erickson, um dos maiores porra-loucas da história da música, dono de idéias mais disparatadas do que Syd Barrett e Iggy Pop juntos e que tem uma vida pessoal para lá de acidentada. Roky é uma figura mítica no meio e que continua tocando e gravando discos. Apesar de ter durado pouco tempo, o 13th Floor Elevators tem uma história curiosíssima e saiba como uma jovem cantora chamada Janis Joplin deixou de entrar para a banda por considerá-los extremamente malucos e por temer as drogas que os integrantes utilizavam. Só por isso já valem serem comentados. Mas, há mais, muito mais...

Se você não sabe quem é esse grupo, eu vou lhe dar uma dica. Se for realmente um leitor fiel desse site, deve ter visto e revisto o filme Alta Fidelidade com John Cusack. E se prestou atenção ao início do filme, quando aparece um sulco de vinil e uma canção berrada e maluca, então, você já ouviu o 13th. Aquela é "Youre Gonna Miss Me", o maior clássico dessa banda liderada por Roky Erickson, um dos maiores porra-loucas da história da música, dono de idéias mais disparatadas do que Syd Barrett e Iggy Pop juntos e que tem uma vida pessoal para lá de acidentada. Roky é uma figura mítica no meio e que continua tocando e gravando discos. Apesar de ter durado pouco tempo, o 13th Floor Elevators tem uma história curiosíssima e saiba como uma jovem cantora chamada Janis Joplin deixou de entrar para a banda por considerá-los extremamente malucos e por temer as drogas que os integrantes utilizavam. Só por isso já valem serem comentados. Mas, há mais, muito mais...

Se Syd teve os neurônios fritados por LSD, foi expulso do Pink Floyd e hoje é um quase vegetal, Roky foi internado, tomou choques e quase não se recuperou. Se Jim Morrison se cagava de ser preso após o incidente do show em Miami, em 1968, e cujo o processo se arrastaria até sua morte, Roky foi preso por portar um solitário cigarrinho de maconha e teve que alegar insanidade mental para escapar de uma cana federal. Mas, por causa disso, passou três anos e meio em um hospital psiquiátrico, tomando eletrochoques, que quase o transformaram em um vegetal após ser diagnosticado como esquizofrênico. E tudo isso comandando uma pequena banda, que tinha fama de transgressora por causa das idéias alucinadas de seu líder.

Desde pequeno, Roger Kynard Erickson era um garoto estranho. Nascido no dia 15 de julho (curiosamente no dia em que essa coluna está sendo montada), em na conservadora Dallas, no estado do Texas, Roky já era um grande "pepino" para as autoridades locais. Em meio a tudo isso, mostrava um grande talento para a música; aos cinco aprendeu piano e aos doze ganhou uma guitarra de seus pais, um arquiteto e uma quase-cantora de ópera. Resolveu desde cedo que seria músico, abandonando a escola. Seus grandes modelos eram Little Richard e James Brown. Mas uma de suas maiores influências, foi Evelyn Erickson, sua mãe.

"Minha mãe fazia um curso para cantora de ópera na Universidade do Texas e cantou no coro de uma igreja local entre os anos de 1947 a 1964. Ela venceu um concurso de talento, em Austin, cantando La Traviata de Verdi, e gravou um compacto com as músicas Oh, Holy Night e Silent Night para um pequeno selo chamado Echo. Ela foi uma grande influência para mim como cantora."

Rory conta que através dela começou a tomar aulas de piano: "antes mesmo de eu ser alfabetizado, com quatro ou cinco anos, eu comecei a ter aula de piano com uma vizinha chamada Alma Jean Ward. Aos oito ou dez anos ela me ensinou rudimentos de guitarra e corri para casa para ensinar meus irmãos os poucos acordes que eu havia aprendido."

Rory lembra da primeira vez que viu James Brown em um palco: "ele fez um show em Austin e quando tocou seu órgão eu fiquei assustado, porque ele parecia tão envolvido com o instrumento e com a música que soltava uns gritos que me deram medo. Também gostava muito de John Lee Hooker, Albert King e John Mayall."

Assim, em 1965, com 18 anos, compôs a clássica canção "Youre Gonna Miss Me" e resolveu montar sua própria banda. A primeira, e de curta duração, foi o Spades, que estreou um concurso da mesma escola em que Roky havia deixado - na verdade fora expulso pelo comprimento de seu cabelo.

E foi com os Spades que Roky gravou o primeiro compacto, contendo já "Youre Gonna Miss Me". Foi quando uma banda chamada The Lingsmen formada por Stacy Sutherland (guitarra), Benny Thurman (violino e baixo), John Ike Walton (bateria) e Max Rainey (vocais) cruzou o caminho de Roky, através de Tommy Hall.

Tommy era um estudante de psicologia que passava boa parte do tempo tomando ácido e tocando em pequenas bandas, especialmente grupos de blues. Ao conhecer o Lingsmen, resolveu montar uma banda com eles. Junto com Clementine Hall, atraíram Roky para conhecer o Lingsmen e começarem uma nova banda.

Assim nascia o 13th Floor Elevators, nome inventado por Clementine Hall, com Stacy Sutherland (guitarra), Benny Thurman (violino e baixo), John Ike Walton (bateria), Tommy Hall (efeitos), além de Roky (guitarra e vocais). O nome, aliás, é cercado de uma certa confusão. Mas talvez seja a versão da própria autora, a mais correta: "eu estava sentada em minha cama com Tommy quando ele me perguntou qual o nome que deveria dar ao grupo. Eu sugeri Elevators, não apenas porque o som era psicodélico, mas também poderia sugerir uma daquelas antigas bandas de r&b, como Miracles ou The Temptations. Dias depois, ele me disse que a banda tinha gostado do nome, mas que faltava algo e sugeri o 13th. E a razão mais óbvia era que naquela época não existia o 13º andar nos prédios dos Estados Unidos. Mas outra razão é que a 13ª letra do nosso alfabeto é o M, que poderia significar marijuana. Além disso, o 13 sempre foi meu número de sorte."

Tommy servia como um ótimo complemento a Roky, combinando drogas, filosofia e religião. Como ele e Clementine eram mais velhos - ele tinha 34 anos, Clementine 26 e Roky apenas 18 - que os demais membros do grupo, exerciam enorme influência e Tommy era um dos principais compositores.

Foi Tommy também que apresentou as drogas para a banda, especialmente o LSD, que teve uma enorme influência na vida de Roky. E foi ele também que inventou a marca registrada do som do Elevators: um jarro amplificado! Ao invés de colocar um microfone no jarro, Tommy resolveu amplificá-lo, dando aquele som completamente maluco e reconhecível para quem já ouviu alguma canção da banda.

Assim, nascia a lenda do 13th Floor Elevators, uma banda de concepções totalmente absurdas em uma terra totalmente conservadora, de forte doutrina batista. E Roky era o elo de tudo isso. Aos poucos, vinha com histórias escabrosas, de como queria fazer contato com seres do espaço, colocando as televisões ligadas, mas fora do ar, para captar sinais de marcianos, além de dizer que fora abduzido várias vezes.

Uma importante figura a forjar o som foi também o guitarrista Stacy Sutherland, que ajudou a moldar o som hipnótico, junto das letras que falavam de experiências místicas ou de drogas.

O grupo começou uma série de shows pelo Oeste e em 1966, quase teve uma vocalista na banda de nome Janis Joplin! Na época uma total desconhecida.

Na verdade, Janis havia adorado o grupo e só não entrou porque havia recebido uma oferta melhor financeiramente para voltar à Califórnia e entrar no Big Brother and the Holding Company. Mas, reza a lenda, que um dos motivos para que Joplin não se juntasse aos Elevators foi por temer as drogas mais pesadas, como o LSD, o que não deixa de ser uma ironia, sabendo do trágico fim dela.

Em 1966, após terem lançado um compacto próprio com "Youre Gonna Miss Me" e terem alcançado um sucesso razoável nas paradas, ficando em 56º lugar, conseguiram um contrato com a International Artists e lançaram o primeiro LP, Pshychedelic Sounds of The 13th Floor Elevators, um clássico do rock de garagem, produzido por Lelan Rogers, irmão do xaroposo cantor Kenny Rogers. A capa foi desenhada por John Cleveland, um artista de Austin e lá já aparecia, uma pirâmide, um dos símbolos da banda e que havia sido sugerido por Tommy, um amante da cientologia. A pirâmide também foi tirada da costas da nota de 1 dólar, junto com a inscrição Annuit Coeptis. Detalhe: a pirâmide tem uma pilha de 13 tijolos.

Poucas vezes um disco teve uma produção tão precária, o que ia na contra-mão de tudo que se fazia em termos sonoros, e com tantos clássicos, como "Roller Coaster", "Fire Engine" (que fazia parte do repertório do Television em shows) e outras. Uma curiosidade: no vinil da época, na contra-capa, Roky é chamado de Rocky - "culpa da gravadora, embora jamais tenham admitido", jura o cantor.

E o grupo começou a ser peserguido pela polícia. Em julho do mesmo ano, todos os integrantes estavam no apartamento de Tommy e Clementine quando foram presos com drogas. Bastava terem apenas um pequeno baseado para serem encarcerados, mas acabaram sendo libertados por um milagre: a ausência do juiz titular. O juiz Thurmond, que era considerado implacável com quem fosse preso com drogas e que invariavelmente condenava o réu a 20 anos de prisão e trabalhos forçados, mas por um erro da acusação, o grupo recebeu uma pena leve de um ano e conseguiu uma sursis.

O processo acabou vitimando direta e indiretamente dois membros: John Ike Walton sofreu uma forte pressão de seus pais para largar a banda, ainda mais alarmados com a influência que Tommy Hall exercia no grupo, enquanto Benny Thurman estava se afundando nas drogas de maneira muito pesada, mais até do que Tommy gostaria. Eles acabaram sendo substituídos por Danny Thomas (baixo) e Dan Galindo (bateria).

Com essa formação, entraram em estúdio para gravar o segundo disco, Easter Everywhere.

O disco era outra celebração às drogas e incluía uma versão para "Its All Over Now, Baby Blue", de Bob Dylan, além de canções como "Earthquake", que fala sobre o ato de fazer amor e "I Had to Tell You", uma grande balada composta por Roky e Clementine, que era uma de suas parceiras nas músicas.

Mas a polícia não dava trégua ao grupo e certa vez tiveram todo o equipamento destruído por oficiais que procuravam drogas escondidas. Tudo porque um garoto, preso com um pouco de maconha, havia dito que o fumo pertencia a Roky.

Roky acabaria preso mais tarde, e desta vez, a punição foi duríssima: três anos e meio em um hospital psiquiátrico, após Roky ser obrigado a alegar insanidade para escapar de uma prisão normal.

Na verdade, o cantor já apresentava enormes dificuldades mentais a ponto de sua mãe levá-lo um dia a um hospital para tomar eletrochoques, acreditando estar fazendo o melhor para seu filho. E sua prisão, portando um solitário baseado, era tudo que a polícia precisava para encarcerá-lo.

Por isso, quando Roky foi preso após um show na Sam Houston State University e condenado, sua família conseguiu que ele fosse removido para o Rusk State Mental Hospital.

Após a prisão de Erickson, o grupo entrou em uma grande névoa de dúvidas. A banda, na verdade, já estava quase se dissolvendo e a gravadora resolveu lançar, em 1968, um disco ao vivo, chamado apenas de Live.

Dan Galindo disse que o disco foi feito apenas para capitalizar algum dinheiro em cima de toda a confusão e que sequer foi gravado ao vivo: "era uma gravação no estúdio com palmas acrescentadas. Uma tremenda fraude com as pessoas."

Em 1969, o grupo (ou a gravadora) lança outro disco, aproveitando material escrito por Roky, que havia deixado e que foi cantado quase na totalidade por Stacy, alçado à categoria de dono de um grupo que não mais existia, afinal o disco já não contava também com Tommy Hall: Bull Of Woods.

E no mesmo ano, Roky começa seu tormento, com choques e "drogas estabilizadoras", como Thorazine.

Roky só foi solto em 1973 e parecia mais um zumbi do que outra coisa. Apesar disso, acreditava que devia voltar a cantar e compor, e montou um grupo chamado Bleib Alien, com o qual compôs algumas canções inspiradas em filmes de terror. Um fiasco completo.

Em 1978, Stacy foi encontrado morto no dia 24 de agosto, após uma briga doméstica, que os demais integrantes não gostam de comentar.

Em 1982, após inúmeros problemas legais e dizendo que um marciano tinha tomado posse de seu corpo, sumiu do mapa!

Mas Roky foi encontrado na década de 90 em estado de miséria, vivendo com 200 dólares do seguro social e foi salvo quando vários fãs seus - gente como R.E.M., The Jesus and Mary Chain, ZZ Top e outros - gravaram um disco tributo chamado Where the Pyramid Meets the Eye: A Tribute to Roky Erickson. Em 1992 é lançado o disco Another Dimension, um apanhado com músicas raras do 13th Floor Elevators.

Em 1993 é a vez de outro disco interessante, Out Of Order ? Live at the Avalon Ballroom. Mas Roky lançou mais de uma dezenas de discos, com bandas como Explosives, Ressurrectionists, ou simplesmente solos. Alguns trabalhos são totalmente insanos, outras emocionam pela tentativa de retornar a ativa após uma vida de tanto sofrimento. Existem inúmeros sites ligados ao mito Roky Erickson de pura paixão e devoção. E Roky continua tocando (ainda que esporadicamente) e pode ser considerado um dos poucos sobreviventes dos anos 60 e talvez um dos únicos que foi até o inferno e conseguiu sobreviver.

Por isso mesmo, Roky angariou a simpatia e a admiração de vários artistas, que confessam terem absoluta paixão pelo som do 13th Floor Elevators, como é o caso de Henry Rollins.

Deixo vocês com a letra do grande clássico do grupo, "Youre Gonna Miss Me" e a discografia da banda. Apenas um adendo: pretendia publicar a coluna no dia 13, em homenagem ao grupo, mas acabou entrando mesmo, no dia 15, data do aniversário de 58 anos do gênio. E, dessa vez, por puro acaso. Um abraço e até a próxima!



Sempre Vinil ®. Discos, Acessórios & Afins.
São José do Rio Preto/SP.

Bob Dylan LP: Blonde on Blonde




Bob Dylan LP: Blonde on Blonde
Músicas:
Rainy Day Women #12 & 35
Pledging My Time
Visions of Johanna
One of Us Must Know (Sooner or Later)
I Want You6. Stuck Inside of Mobile With the Memphis...
Leopard-Skin Pill-Box Hat
Just Like a Woman
Most Likely You Go Your Way (And Ill Go...
Temporary Like Achilles
Absolutely Sweet Marie
4th Time Around
Obviously 5 Believers
Sad Eyed Lady of the Lowlands

Bob Dylan, nasceu Robert Allen Zimmerman, no dia 24 de maio de 1941 em Duluth, Minnesota.
Tente imaginar o seguinte: você tem 25 anos; nos últimos cinco anos de sua vida, você se tornou, primeiro, um campeão dos direitos humanos, herói da política estudantil, trovador querido dos universitários e de todas as colorações da esquerda. Depois, numa velocidade que lhe parece absolutamente alucinante, você se viu no trono do estrelado pop, adorado agora por multidões de jovens. Só alguém foi tão famoso em seu país, os Estados Unidos: Elvis Presley era um bronco, um ingênuo, uma criatura de seu empresário. E você, não: você sofre de lucidez crônica, muitas vezes paranóica, um lirismo brotando pôr todos os poros, uma consciência crítica que não o deixa dormir. Você leu, foi ao cinema, gosta de poesia. Mas, hoje, na América ninguém é mais famoso do que você.

Foi nesse contexto que Bob Dylan criou "Blonde on Blonde", um álbum duplo vital, obsessivo e transformador, capítulo derradeiro no livro número um de sua biografia. "Blonde" foi lançado em maio de 66. Em julho, Dylan foi cuspido fora de sua moto Triumph 500, nas cercanias de Woodstock e, com várias costelas quebradas, suspeita de fratura de crânio e lesão cerebral, viu-se confinado a uma cama de hospital pôr três meses, seguidos de mais um ano de afastamento da vida artística - começava aí o livro dois de sua vida. Mas voltemos atrás.

Voltemos ao jovem Dylan pop star, recém-casado com Sarah Lowndes - artista plástica, poetisa, adepta do zen-budismo -, consumidor de anfetaminas, excursionando sem cessar de uma costa à outra da América e, nos intervalos, ainda achando tempo para sessões de gravação nos estúdios da Columbia, em Nashville. O jovem Dylan que, no ano anterior, chocara o mundo careta e bem-pensante do festival folk de Newport, subindo ao palco com uma guitarra elétrica ao pescoço, e que, na seqüência, colocara no topo das paradas de sucesso uma longa diatribe sobre os rigores da vida errante, "Like a Rolling Stone".

Todos e cada um desses elementos, características de um momento rico mas tenso de sua vida, estão na música mercurial de "Blonde on Blonde", um álbum duplo mas não muito - o lado D é inteirinho ocupado por "Sad Eyed Lady of the Lowlands", uma pungente balada de adoração a Sarah onde Dylan atinge o auge de sua capacidade poética de expressar amor.

"Sad Eyed" acaba sendo um dos raros momentos de serenidade num álbum que respira a energia nervosa da anfetamina. Outro instante de doçura é também uma balada de amor - "Visions of Johanna"; no caso, um adeus sentido mas terno a um grande ex-amor, Joan Baez. Muitos vêem em "Sad Eyed" quanto em "Johanna" as primeiras manifestações de sentimento realmente religioso em Bylan, a busca de uma dimensão metafísica, espiritual, para a existência.

Bob Dylan é um expoente e ícone eterno na história da música, de folk a folk rock, de rock pop a astro da mais alta categoria!


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São José do Rio Preto/SP.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

BETO SAROLDI Novo Show: Louco de Amor


MEUS QUERIDOS AMIGOS!
NO DIA 12 DE SETEMBRO, PRÓXIMA QUARTA-FEIRA, VOU APRESENTAR O SHOW "LOUCO DE AMOR", NO MAURICE VALANSI. QUERO MUITO VÊ-LOS, VAI SER UMA NOITE DE MUITA MÚSICA E ALGUNS DRINKS!!!





COM: CLÉBER RENNÓ - PIANO & YAMAHA KEYBOARD,
BETTINA GRAZIANI - VOZ,
PART. ESPECIAL - LUCIANO ALVES (EX-MUTANTES & PEPEU GOMES).


TRAGAM OS AMIGOS E FAÇAM RESEVAS: FONE: 21 25274044
SUPER BEIJO E OBRIGADO PELO CARINHO.
BETO SAROLDI.

sábado, 11 de agosto de 2007

IRON BUTTERFLY: O EFÊMERO VÔO DA BORBLETA DE FERRO

IRON BUTTERFLY: O EFÊMERO VÔO DA BORBLETA DE FERRO
Por Marcos Merhi



No ano de 1966, Doug Ingle, um americano com uma excelente voz de barítono, uma boa habilidade no teclado e algumas composições na cabeça, saiu pelas ruas da Califórnia a fim de encontrar outras pessoas que quisessem formar uma banda।


Acabou esbarrando com o baixista Lee Dorman e o baterista Ron Bushy. Nascia assim o Iron Butterfly.

Começaram então em pequenos lugares e algumas festas, tocando para os amigos e participando de alguns eventos.

Em 1967, no entanto, decidiram pisar mais fundo e, como se costumava dizer, meter o pé na estrada. Precisavam, porém, de um guitarrista a fim de completar o grupo.

Assim, conheceram um adolescente de 16 anos, na época considerado o mais jovem guitarrista americano, chamado Erik Braun (falecido em julho de 2003) e seguiram a trilha no vácuo de grupos como o The Doors, Jefferson Airplane, The Greateful Dead, Traffic, The Who e Cream.

O grupo, no entanto nunca teve na realidade uma grande expressão, apresentando de certo modo músicas fracas e bem simples. Não obstante este fato conseguiu no ano de 1968 um contrato com a gravadora Atco e foram para o estúdio gravar seu primeiro disco.

Por muito tempo diziam que o Iron Butterfly nada mais foi do que um conjuntinho medíocre que, no entanto, fez uma música maravilhosa.
Esta música, uma composição de 17:05 minutos, ocupava todo o lado dois do disco e por longos anos foi considerada pela juventude americana como um verdadeiro hino. Seu nome, In-a-gadda-da-vida.


Ela iniciava com uma introdução do órgão de Doug, entrando em seguida, simultaneamente, o baixo e a bateria, acabando por se formar com um rife espetacular da guitarra de Erik Braun.

No decorrer da música, havia solos de guitarra, órgão e bateria, tudo costurado com o excelente vocal de Doug Ingle, findando com alguns compassos ao tom da música sacra, tocada pelo órgão, fechando-se com o retorno ao rife inicial com todos os instrumentos deixando o ataque ao mesmo tempo.

Esta música rendeu o disco de platina ao grupo.

Heavy foi seu próximo trabalho seguido pelo terceiro trabalho, Ball, ambos fraquíssimos, sem quase nenhuma expressão deixando os americanos desejosos e a se perguntarem:
- será que não vão escrever mais nada como In-a-gadda?

O grupo tentava discos ao vivo e outros trabalhos sem, contudo, alçar vôo. Os americanos já se perguntavam por que a banda não se desfazia.

Foi aí, que em resposta a tudo isso, o grupo veio com o disco Metamorphosis. Uma verdadeira porrada no estômago dos que falavam. Metamorphosis é sem dúvida nenhuma o melhor e mais bem produzido trabalho da banda. Para este disco, Doug convidou os dois mais bem conceituados guitarristas americanos. Mike Pinera e um porto-riquenho chamado El Rhino.
As músicas são excelentes, todas de autoria de Doug Ingle, com destaque para duas do lado A e duas do lado B.

Slower than guns mostra um duo de cítara e violão de 12 cordas com a voz de Doug encaixando-se como uma luva. A outra, com toques da música soul, chama-se Stone believer e fecha o lado A .

No outro lado temos Solder in your town, com o refrão mostrando todo o potencial vocal de Doug e, um extenso blues (Butterfly’s blues) com um arranjo incrível formado pelo duelo de uma guitarra distorcida à la satisfaction (aquela dos Stones) e um efeito de voz extremamente bizarro.

Quando parecia que finalmente a borboleta iria decolar, a banda retornou a mediocridade.
Foi então que decidiram encerrar o grupo. Dois de seus membros, o guitarrista Rhino e o baixista Lee Dorman, se uniram a Bobby Caldwell (o baterista preferido de Johnny Winter) e o vocalista Ron Evans (ex-Deep Purple) para formarem um grupo espetacular chamado Captain Beyond.

Esta banda teve uma carreira meio que meteórica, Gravaram apenas três discos, um totalmente diferente do outro. O primeiro, apresentava um som meio soft e meio hardicore basicamente levado sobre rifes e temas de guitarra determinados.

O segundo, chamado Down explosion era totalmente hardrock e o terceiro, Sufficientely breathless já mostrava um som meio latino.

Esta banda foi tão importante, apesar de curta, que mereceu o lançamento de um CD intitulado "Tribute to Captain Beyond" com as músicas do grupo executadas por difrentes conjuntos e artistas de rock.


Em 1977 o Iron Butterfly tentou renascer, mas já sem a maioria de seus fundadores, que tirou o que ainda restava de graça da banda e sem conseguir emplacar coisa alguma.

Apesar desta "triste" história, sempre se falou, ao longo das gerações, que existem determinadas pessoas no mundo que fazem algo de tão belo, tão bom e tão importante, que não precisariam fazer mais nada na vida. Se assim é, será sempre bom lembrar que, apesar dos pesares, eles fizeram "In-a-gadda-da-vida".

Discografia Oficial do Iron Butterfly:
In-a-gadda-da-vida

Heavy
Ball
Light and heavy Best of Live
Metamorphosis

Scorching beauty
Sun & steel



quarta-feira, 18 de julho de 2007

Release Show de Beto Saroldi Tour “Louco de Amor”

Release Show de Beto Saroldi Tour “Louco de Amor”

O saxofonista, compositor, arranjador e produtor musical Beto Saroldi, fez sua estréia em 1975 no Teatro Opinião com Eduardo Dussek. Depois trabalhou com vários artistas e bandas até receber o convite de Wagner Tiso para a inesquecível Tournèe junto com Lô Borges em 1979. Logo após seu nome começava a se tornar conhecido entre os grandes músicos. Em 1980 Fagner no auge do sucesso, convida-lhe para participar de sua banda. Em 1981 sua vida no mercado fonográfico mudaria para sempre. O saxofonista e fundador da Banda Black Rio, Oberdan Magalhães, lhe telefona e pede para que Saroldi faça a Tour de Erasmo Carlos e as Frenéticas em seu lugar no projeto Pixinguinha pelo Brasil. O sucesso foi tão grande, que na chegada ao Rio de Janeiro, Erasmo impressionado com seu fraseado, sua linha melódica e estilo de tocar Sax, o convida para gravar o disco “Mulher”, segundo a crítica, o disco mais importante na carreira do Tremendão. Com os solos de “Pega na Mentira”, e “Minha Superstar”. Beto Saroldi se tornou o saxofonista mais requisitado nos estúdios nos anos 80/90. Com um estilo marcante e suas influências de ROCK, MPB, SOUL MUSIC, JAZZ, BLUES e a música clássica (Herança dos seus Pais) foram inúmeras horas de estúdio, com nomes que vão desde Fafá de Belém, Lulu Santos, Toquinho, Barão Vermelho, Zizi Possi, Capital Inicial, Joana e muitos outros. Saroldi sempre gostou de formar Bandas Instrumentais, na volta da Tour de Erasmo e do disco “Mulher”, sua Banda com o pianista Maran Schagem e seu amigo e grande guitarrista Celso Fonseca, fazia o maior sucesso nos bares, até chegar aos ouvidos de Gilberto Gil, que acabou contratando Celso Fonseca e Beto Saroldi para trabalhar na “UMBANDAUM”. Foram anos maravilhosos, em festivais de Jazz pelo mundo afora, e Tournèe pelos EUA, EUROPA, AMÉRICA CENTRAL, ORIENTE MÉDIO e BRASIL é claro. Gil foi sem dúvidas o artista e a estrela de maior grandeza com quem Saroldi trabalhou e é seu amigo até hoje. Quando Beto se refere a Gil é sempre como “O Iluminado”. Tocou também com o fantástico JIM CAPALDI do legendário grupo inglês “TRAFFIC”. Junto com Dussek tocou no “ROCK IN RIO”, o primeiro grande festival no Brasil em 1985. Logo após viaja para Nova Iorque de férias, assiste a vários grupos de Jazz em clubes, e na volta ao Brasil resolve formar pela primeira vez a Banda que levaria seu nome. Em 1988 grava seu primeiro disco solo “METRÔ”, que já sai com música para novela “Bebê a Bordo”. O segundo CD “CHARM”, é lançado em 1994, tem indicação ao prêmio SHARP de melhor disco instrumental, e ainda tem a música “Balada do Otto” feita por Saroldi especialmente para o personagem de Francisco Cuoco na novela “Deus nos Acuda”. Em 2000, lança o CD “VISÕES DE VOCÊ” com apresentação de seu amigo Erasmo Carlos. Gravou o especial de fim de ano do Rei Roberto Carlos, e participou da homenagem do Prêmio Shell a Roberto & Erasmo pelo conjunto da obra. Participa do DVD do Tremendão “Erasmo Ao Vivo” e no DVD “Concertos MPBR” com Maria Bethânia, Zélia Duncan, Wanderléa e Erasmo. Terminou de gravar o seu novo CD e está em fase de negociação com as gravadoras. Este CD tem diversas participações especiais como Celso Fonseca, Arthur Maia, o grande guitarrista Holandês Jan Dumée do grupo Focus, Eduardo Dussek, Rick Ferreira, Nivaldo Ornelas, Glauco Fernandes e a cantora Barbra Zinger. Atualmente Beto Saroldi tem lotado as casas onde toca com o SHOW “LOUCO DE AMOR”. Com fraseado e um vocabulário que muito tem de Jazz nos improvisos, dono de uma sonoridade inconfundível, e um melodista de primeira, coisas que aprendeu com seu mestre Paulo Moura no início de carreira, Saroldi não abre mão de músicas nas versões para Sax como “Noites com Sol” (Flávio Venturini & Ronaldo Bastos) e a linda Travessia (Milton Nascimento), que vem emocionando a platéia. Veja o que Saroldi diz sobre essas duas canções: ”Foi a maneira que encontrei de agradecer a bela e rica música das Minas Gerais, em especial a todo o pessoal do “CLUBE DA ESQUINA, com aquele disco espetacular que nunca parei de ouvir”. E são esses músicos maravilhosos, que junto com os Beatles, Stones, Stevie Wonder, Marvin Gaye, Jimi Hendrix, John Coltrane, Michael Brecker, o genial Miles Davis, Os Mutantes, Tom Jobim, Gil, Caetano, Ivan Lins, Roberto Menescal e Erasmo que influenciam a música do saxofonista.
Do repertório autoral estão “O TÚNEL DO AMOR”, “BALADA DO OTTO” e a que dá nome ao SHOW “LOUCO DE AMOR”. E ainda “What`S Going On” (Marvin Gaye), “Another day In Paradise” (Phil Collins), “Te Devoro” (Djavan). Vocês não podem perder BETO SAROLDI ao vivo em “LOUCO DE AMOR”. Venham e tragam os amigos. Vocês vão amar esse Show!!!


COM

BETO SAROLDI – SAX & WX-11 WIND SYNTH
CLÉBER RENNÓ – PIANO & TECLADOS
ALFREDO LIMA – GUITARRA & VIOLÃO DE AÇO
BETTINA GRAZIANI – VOZ

Produção e direção musical: Beto Saroldi
Studio & Contato para Shows: (21) 32341699
Cel: (21) 96597478
betosaroldi@globo.com

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Blog Sempre Vinil ® Discos de Vinil e Acessórios.

Sempre Vinil: Espaço aberto para divulgação de eventos musicais.
Divulgue seu release aqui no Blog da Sempre Vinil.

Descolou um review ou link legal sobre música? mande para nós.
Sempre respeitaremos os direitos autorais.

Um abraço,
Loja Sempre Vinil ® LPs Raros
Disco de Vinil, LP, EP, Picture Disc e Acessórios
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